O objetivo da Tanatopraxia são basicamente três, aparência, conservação da material e o principal a higienização do corpo.
A primeira função elencada é com base na necessidade da família em despedir-se de seus entes, ou seja, a aparência do falecido influencia inclusive na forma de elaborar o luto, diminuindo as possibilidades de traumas e futuras patologias.
Já na questão de conservação a aparência é fundamental para que os visitantes do velório, não sejam expostos a situações constrangedoras como mau cheiro, inchaço e extravasamento de fluidos corpóreos e gases, que afetam tanto a questão psicológica assim como a salubridade.
Mas a terceira questão pode ser a mais importante, se levarmos em conta o bem mais valioso do ser humano, a saúde, ainda mais se considerarmos que alem dos familiares e amigos que irão ao velório, também a exposição dos colaboradores a patologias originadas da manipulação destes corpos.
Desta forma torna-se essencial para empresas funerárias que percebem a necessidade de utilizar protocolos reconhecidos para a efetiva profilaxia do corpo.
O inicio do processo se da quando da busca do corpo, onde o local para transporte deve ser em urna de fibra, devendo ser borrifado liquido germicida sob o corpo e deixando repousar por cerca de 20 minutos, tempo normal de translado entre hospital e empresa;
Ao chegar à sede da empresa retira-se o corpo da urna colocando-o sob a mesa de Tanatopraxia, levando-se a urna para limpeza com produtos adequados, iniciando a lavagem do corpo com sabem apropriado, bactericida e germicida, inclusive cabelo, olhos, boca e axilas e genitálias.
Os líquidos para tal trabalho devem ser eficazes, capazes de combater micro-organismos e como bactérias.
Isso significa que, a utilização de sabão liquido (lava loucas) para higienizar cadáveres é incompetente, ou ineficaz, por não ter poder germicida e bactericida adequado para o tipo de patogenos existentes.
Os agentes funerários podem trabalhar de forma, mais eficaz com material adequado, inclusive minimizando riscos de contágios que é muito menor se utilizados os EPIs adequados, evitando inclusive os riscos de passivos trabalhistas.
O procedimento de Tanatopraxia deve garantir a profilaxia interna e externa do corpo, assim sendo, a utilização de materiais e produtos adequados, é básico para o bom desempenho e eficácia do procedimento realizado.
A linha de produtos do Laboratório São Carlos de Somatoconservação, atende estas necessidades possibilitando que empresa com e sem Laboratório de Tanatopraxia possam ofertar a sua comunidade serviços adequados.
Saúde e Paz
Paulo Coelho
Material de consulta e colaboração ao segmento funerário, do luto e do direito e em especial, e demais ramos de atividade que buscam rever conceitos nas áreas de atendimento ao público e qualidade. O objetivo de facilitar a troca de informações entre os profissionais e público em geral, através de debates, enquetes e opiniões de todos. Difundir informações e debater noticias relacionadas ao tema do blog, possibilitando o acesso a informações, aumento do conhecimento e a busca do livre pensar.
ABT - Tanatopraxia
quarta-feira, 2 de junho de 2010
terça-feira, 25 de maio de 2010
Dia do Desafio 2010
Diminuir o sedentarismo, esta é a principal razão do dia do Desafio, fazer com que as pessoas se movimentem por pelo menos 15 minutos.
Mas o dia do desafio pode ser uma atividade incorporada no nosso dia a dia, o que traria mais saúde e qualidade de vida para todos.
O SESC RS é um dos principais incentivadores e parceiros do programa no Brasil, desde a sua criação vem aumentando a participação das comunidades, onde através de disputas entre cidades de todo o mundo, com população semelhante, disputam nesta sadia competição de movimentar-se e se integrar através do exercicio físico .
Faça sua parte, se não for pensando na disputa entre cidades, para que seu município seja vencedor, para que sua saúde seja vitoriosa, buscando a mudança de atitude para que os demais dias do ano possam ser de desafios e conquistas diarias na qualidade de vida e você seja sempre o campeão.
E então VAI ENCARAR?!
E então VAI ENCARAR?!
Participem, faça bem a sua saúde.
Saúde e Paz
Paulo Coelho
segunda-feira, 17 de maio de 2010
O espírito sofre com a cremação?
Fonte: Revista Cristã de Espiritismo – Nº 06 – Ano 01 - Escrito por Luz do Espírito em 17 de maio de 2010 //
O Brasil nos últimos anos vem investindo pesado através de empresas exemplares como Grupo L Formolo - RS e Grupo Vaticano - PR e Cortel RS, que tornaram-se os mais importantes no sul do País.
O espírito desencarnado sofre quando seu corpo é queimado?
Quais são os motivos que estão levando um número cada vez maior de pessoas a optar pela cremação?
O que o Espiritismo aconselha?
Quando se estuda o comportamento da Humanidade ao longo dos milênios, observa-se a nítida preocupação do homem com seu futuro após a morte. Um indivíduo é declarado oficialmente morto no momento que cessam suas funções vitais. Como cada grupo recebe a herança social e religiosa das tradições cultivadas pelas gerações anteriores, cabe aos membros do grupo que o indivíduo pertence cumprir os ritos tradicionais até a instalação definitiva do corpo em sua morada.
INUMAÇÃO E CREMAÇÃO
A Inumação é o ritual mais praticado. Consiste no sepultamento do cadáver em campas, geralmente no cemitério da comunidade. Cremação, ato de queimar o cadáver reduzindo-o à cinzas colocadas em urnas e em seguidas sepultadas ou esparzidas em local previamente determinada. Embora conhecida e praticada desde a mais remota antiguidade pelos povos primitivos da Terra não é muito utilizada.
O fogo passou a ser utilizado pelo homem na Idade da Pedra Lascada e, pela sua pureza e atividade, era considerado pelos Antigos como o mais nobre dos elementos, aquele que mais se aproximava da Divindade. Com a eclosão da religiosidade, o ser humano foi descobrindo que havia algo entre o Céu e a Terra e o fogo passou a ser utilizado em rituais religiosos.
Predominava a crença que ao queimar o cadáver, com ele seriam queimados todos os seus defeitos e ao mesmo tempo a alma se libertaria definitivamente do corpo, chegando ao céu purificada e não retornaria à Terra em forma de “aparições” assustando os vivos.
A cremação teve como base a força purificadora do fogo. Nos últimos tempos, em todo o continente europeu tem sido encontradas vasilhas do Período Neolítico (Idade da Pedra Polida) cheias de cinzas do indivíduos. Esses indícios revelam que a cremação já era praticada nos primórdios da Civilização Terrena.
Com o decorrer dos séculos a cremação foi se tornando prática consagrada no oriente (Índia, Japão, etc), regiões da Grécia e Antiga Rosa onde viviam civilizações adiantadas que utilizavam o processo graças ao “status”. Entre os povos ibéricos tornou-se um rito generalizado, precedido de músicas, bailes e até banquetes. Com estas cerimônias esperava-se obter atitudes benévolas dos deuses, visando conduzir as almas ao Reino dos Mortos e lá chegando seria recebida e cuidada com carinho.
A INFLUÊNCIA DO CRISTIANISMO
A evolução natural da Humanidade e o ciclo iniciado com Jesus há 2000 anos modelando uma nova mentalidade, influenciavam sensivelmente nos costumes culturais e religiosos dos povos. Com a expansão do cristianismo, na tentativa de se solidificar a fé, foram se estabelecendo dogmas, entre eles, o da Ressurreição. Jesus, como descendente de uma das doze tribos de Judá, foi sepultado conforme as tradições da Lei Mosaica. A Igreja proclamou como Dogma de fé que o Messias ressuscitou de corpo e alma.
Com exceção dos países orientais onde a prática é normal, o rito da cremação ficou esquecido até o ano de 1876, quando em Washington, nos Estados Unidos, na tentativa de revificar o processo, foi estabelecido o primeiro forno crematório dos dias atuais, provocando polêmicas e controvérsias, sobretudo da Igreja que se posicionou contra a destruição voluntária do cadáver.
Só a partir de 1963, mediante a propagação do processo em diversos países do planeta, o Vaticano através do Papa Paulo VI apresentou uma abertura, mas não se posicionando claramente quando se expressou que não proibia a cremação, mas recomendava aos cristãos o piedoso e tradicional costume do sepultamento. A Igreja teve suas razões para defender a Inumação. Aprovar plenamente a cremação seria negar o dogma por ela estabelecido.
Nessa seqüência histórica observa-se que na cultura religiosa de todos os povos sempre pairou uma nebulosa noção de espiritualidade e nela a preocupação do homem com seu destino após a morte. Até que nos meados do século XIX, o francês Allan Kardec, codificador da doutrina espírita, lançou uma nova luz nos horizontes mentais do homem quando entreviu um mundo de inteligências incorpóreas.
Os espíritos são os seres inteligentes da Criação que habitam esse mundo. Simples e ignorantes no seu ponto de partida, caminham para o progresso indefinido reencarnando sucessivamente. Na encarnação, a ligação entre o perispírito e o corpo é feita através de um cordão fluídico. Sendo a existência terrena uma fase temporária, após o cumprimento da missão moral, com a morte do corpo físico o espírito retorna ao seu lado de origem conservando a individualidade.
O DESLIGAMENTO NÃO É SÚBITO
Os laços que unem o espírito ao corpo se desfazem lentamente. De uma forma geral todos sentem essa transição que se converte num período de perturbações variando de acordo com o estágio evolutivo de cada um. Para alguns se apresenta como um bálsamo de libertação, enquanto que para outros são momentos de terríveis convulsões. O desligamento só ocorre quando o laço fluídico se rompe definitivamente.
Diante da Nova Revelação apresentada pela doutrina dos espíritos e levando-se em consideração a perturbação que envolve o período de transição, questionou-se: cremando o corpo como fica a situação do espírito? Consultado, o mundo espiritual assim se expressou: “É um processo legítimo. Como espírito e corpo físico estiveram ligados muito tempo, permanecem elos de sensibilidade que precisam ser respeitados”. Essas palavras revelam que embora o corpo morto não transmita nenhuma sensação física ao espírito, porém, a impressão do acontecido é percebida por este, havendo possibilidades de surgir traumas psíquicos. Recomenda-se aos adeptos da doutrina espírita que desejam optar pelo processo crematório prolongar a operação por um prazo de 72 horas após o desenlace.
Embora a Inumação continue sendo o processo mais utilizado, a milenar cremação, por muito tempo esquecida, voltou a ser praticada nos tempos modernos. Este procedimento vem se difundindo amplamente até em função da falta de espaço nas grandes cidades. Com o crescimento da população as áreas que outrora seriam destinadas a cemitérios tornaram escassas.
CREMAÇÃO: UMA QUESTÃO DE ECONOMIA
Adeptos de todas as seitas estão optando pela operação crematória. Seus partidários fundam-se em diversas considerações. Para alguns está ligada a fatores sanitários, sendo que alguns cemitérios podem estar causando sérios danos ao meio ambiente e à qualidade de vida da população, enquanto que para muitos usuários do crematório o processo diminui os encargos básicos econômicos, entre eles, a manutenção da tumba.
Atualmente, o Brasil conta com quatro áreas crematórias e está em fase de expansão. A área da Vila Alpina, na cidade de São Paulo, foi fundada em 1974. É a primeira área crematória do país e conta com quatro fornos importados da Inglaterra. Pertence à Prefeitura Municipal e leva o nome do seu idealizador, dr. Jayme Augusto Lopes. As outras três áreas são particulares e estão localizadas na cidade de Santos, no Estado do Rio de Janeiro e no Estado do Rio Grande do Sul.
Segundo a Lei, a cremação só será efetuada após o decurso de 24 horas, contadas a partir do falecimento e, desde que sejam atendidas as exigências prescritas. A prova relativa à manifestação do falecido em ser cremado deve estar consistente de Declaração de documento público ou particular.
As cinzas resultantes da cremação do corpo serão recolhidas em urna individual e a família dará o destino que o falecido determinou. Muitos países já contam com Jardins Memoriais e edifícios chamados “Columbários”, com gavetas para serem depositadas as urnas com as cinzas dos falecidos podendo ser visitadas por parentes.
Kardec, o codificador disse: “O homem não tem medo da morte mas da transição”.
À medida que houver amadurecimento e compreensão para a extensão da vida, o ser humano saberá valorizar cada momento da vida terrena e devotará ao corpo o devido valor que ele merece. Através do corpo, o espírito se ilumina. Resgata-se o passado, vive-se o presente e prepara-se o futuro. No desencarne é restituída a liberdade relativa ao espírito enquanto o corpo permanece na Terra com outros bens materiais.
O espírito preexiste e sobrevive ao corpo. Tanto inumação como cremação são formas de acomodar o cadáver. Expressam o livre arbítrio de cada um. Os dois processos destroem o corpo. Para se optar pela cremação é necessário haver um certo desapego aos laços materiais e mesmo com a inumação, caso o espírito não estiver devidamente preparado, poderá sofrer os horrores da decomposição. Quanto mais o espírito estiver preparado moralmente, menos dolorosa será a separação.
O Brasil nos últimos anos vem investindo pesado através de empresas exemplares como Grupo L Formolo - RS e Grupo Vaticano - PR e Cortel RS, que tornaram-se os mais importantes no sul do País.
Apenas podemos vender algo que conhecemos, desta forma é fundamental que o Consultor Funerário ou Agente Funerário, saiba como é considerado cada ato que envolva o serviço fúnebre, assim a doutrina espirita cristã compõe importante materia de estudo, para que as empresas tenham condições de compreender seus clientes e disponibilizar serviços e esclarecer dúvidas sobre o tema.
Somente com o preparo adequado é possivel buscarmos a eficiencia e qualidade total.
Saúde e Paz
quarta-feira, 12 de maio de 2010
No velório da mãe, filho morre de acidente com carro da funerária
Fonte: ai5piaui.com.br - SOUSA NETO 12/05/2010 às 4:57
O trabalhador autônomo conhecido como Manoel Davi, 59 anos, morreu em um acidente de trânsito envolvendo o carro de uma funerária que transportava o corpo da sua mãe. O fato aconteceu no povoado Olho D’Água, no município de Parnaíba, a 340 quilômetros ao Norte de Teresina.
Segundo informações prestadas pelo delegado regional de Parnaíba, Eduardo Ferreira, o motorista do carro da funerária, cujo nome não foi revelado, afirmou em depoimento que Manoel Davi lhe pediu que olhasse a distância em que se encontrava a Van que transportava os seus familiares para o velório da mãe na localidade São Domingos, no município de Luis Correia e ao olhar pelo retrovisor do veículo, perdeu o controle e o carro capotou.
No acidente, o Manoel Davi que estava no banco da frente, foi atirado para fora e ficou com metade do corpo fora do veículo. Ele foi socorrido cerca de 30 minutos depois por uma ambulância do Samu e levado para o Hospital Regional Dirceu Arcoverde, em Parnaíba, onde morreu quando recebia os primeiros cuidados médicos.
Os familiares que chegaram em seguida recuperaram o corpo da mãe da vítima e prosseguiram com o velório. O motorista nada sofreu. Algumas horas depois, o corpo de Manoel David foi examinado e liberado para o velório que aconteceu na mesma casa em que a mãe foi velada.Um inquérito foi instaurado para apurar o fato.
Os riscos de transportar famílias nos veículos fúnebre são altos, muitas vezes na necessidade de conquistar o serviço, as empresas levam até três pessoas em veículos como caminhonetes e que não possuem divisão entre o local do corpo e os passageiros.
Alem das questões sanitárias envolvidas, temos ainda a responsabilidade civil. Normalmente os veículos fúnebres não possuem seguro, por serem antigos, por ter custo elevado, mas independente do motivo, o real é que o risco de ocorrer um acidente e ocasionar morte do passageiro e mesmo do motorista, pode levar a pagamento de indenização de valores altíssimos, alem claro do desprestigio na localidade.
O correto é que no veículo fúnebre esteja apenas o decujos e o motorista, no máximo outro funcionário em casos de viagens mais longas para revezar no volante e claro que o veículo esteja coberto por seguro contra terceiros no mínimo.
Outro fato importante é cuidar que o funcionário que esta saindo para viajar não esteja de sobre hora, ou seja dentro do limite de carga horária permitida e mais de doze horas entre um plantão e outro, estas questões são fundamentais no momento de verificar as responsabilidades da causa do acidente.
O serviço de translado não tem como ser de custo baixo, uma vez que trata-se de serviço que depende de veículo especial, disponível vinte e quatro horas por dia, aspectos sanitários entre outras questões inerentes inclusive a de legalidade pois este trabalho envolve autorização da policia judiciária para o corpo sair de um município para outro.
Desta forma os valores que atualmente são praticados, são fator importante uma vez que a falta de remuneração adequada possibilita o sucateamento da frota, a utilização de motoristas cansados, ou até mesmo inexperientes, o custo do serviço de translado entre municípios onde o percurso seja de pavimento asfaltico, não poderia ser menos que R$3,20 o Km rodado, assim como em estrada sem pavimentação o custo deveria ser de R$ 5,80 o Km rodado. Desta forma um translado de 110 Km de distancia onde 100 Km é de asfalto e outros 10 Km sem pavimentação deveria ser cobrado da seguinte forma: (100 X 3,2 X 2) + (10 X 5,8 X 2) = 756,00. normalmente é cobrado a Km total independente do tipo de estrada, como se o veículo não se desgastasse mais em estrada ruim ou mesmo não consumisse mais combustível em velocidade mais baixa, alguns casos só é cobrado o Km de ida. O custo veículo por ano deve ser bem calculado, para que esta ferramenta de trabalho possa remunerar de forma adequada a empresa, o transporte é uma fonte de receita não deve ser tratado como meio para conseguir o serviço. Esta mudança de postura poderá garantir alem do retorno financeiro eficácia na gestão da empresa, minimizando riscos de processos, seja trabalhistas seja civil por acidentes.
Repensar formulas, é uma maneira de alcançar novos objetivos obtendo mais sucesso.
Saúde e Paz
Paulo Coelho
terça-feira, 11 de maio de 2010
Tanatopraxia possibilita homenagens inusitadas
A técnica de Tanatopraxia bem executada possibilita que a homenagem seja feita de forma segura do ponto de vista sanitário, prolongada do ponto de vista de duração do velório de até 15 dias com segurança e de forma temática do ponto de vista de como e onde manter o corpo para as homenagens.
Em Porto Rico ocorreu o segundo velório inusitado realizado pela empresa Marin, onde ao invés da tradicional urna funerária o falecido foi posto encima de sua motocicleta, como se pilotando estivesse, fato que parece ser constrangedor e grotesco para alguns, foi a forma da família e amigos homenagear o jovem falecido de 22 anos assassinado, que tinha como profissão a manutenção de motocicletas.
A mesma empresa funerária no passado foi a responsável no passado de efetuar velório onde o cadáver permaneceu em pé por três dias, neste caso o pedido foi do próprio falecido.
Tecnicamente trata-se de procedimento semelhante a Tanatopraxia normal em cadáver necropsiado tendo em vista que ambos foram submetido a exames necroscópicos pelo fato de morte violenta, contudo a concentração e a forma de injeção se diferenciam tendo em vista a necessária rigidez a ser provocada e mantida durante o período de exposição em velório.
Importante salientar que para se efetuar trabalho semelhante é imprescindivel a autorização da família através de dois familiares mais próximos do falecido, semelhante a autorização para cremação, a fim de não ocorrer processo por vilipendio, podendo algum familiar ou amigo considerar o ato como desrespeitoso para com o falecido, autorização esta que deve ocorrer mesmo que o falecido tenha manifestado em vida sua vontade, tendo em vista que trata-se de questão legal a autorização pela família independente de ser ou não vontade do morto.
Para este tipo de trabalho o tempo demandado é estimado entre oito e doze horas e aplicação de produtos adequados.
Nestes casos é fundamental que a assistência da empresa seja permanente, pois sempre pode aparecer algum amigo mais expansivo que queira brincar e acabe até mesmo derrubando o falecido, criando situação constrangedora e podendo ter conseqüências inclusive para a empresa que é responsável pelo velório, outra situação é a chegada de pessoas com mais idade ou que tenham receio de velório que ao se depararem com o “decujos” em pé ou em outra posição que não dentro da tradicional urna passem mal, neste caso é recomendável que se coloque ou uma psicóloga ou assistente social na ante-sala velatória a fim de preparar o pessoal antes de adentrar no ambiente onde estará o falecido.
Importante salientar que após o velório o corpo é colocado na urna funerária tradicional como determina a legislação.
Toda homenagem é válida desde que respeitosa e de bom gosto, ou seja, que não venha ferir ninguém, pode ser com orquestra tocando clássicos, com musicas populares, com serviços de Buffet, vinhos, tradicionais orações, discursos, shows, desde que seja para valorizar “COMEMORAR“ esta vida que foi vivida.
Planeje seu velório, busque saber dos seus clientes e amigos o que eles gostariam que neste momento de partida ocorressem, alguns poderão até dizer não quero nada, mas muitos outros irão manifestar sua vontade, de saber que os amigos estarão presentes para homenageá-los e demonstrar solidariedade aos familiares que continuam nesta vida.
Paulo Coelho
domingo, 9 de maio de 2010
Falta de serviço previsto em lei abre brecha para venda de atestados no RJ
A facilidade em conseguir um atestado de óbito falso no Rio de Janeiro atraiu um estelionatário americano que está preso nos Estados Unidos. Ele tentou escapar, forjando a própria morte com uma declaração falsa.
A falta de um serviço básico exigido por lei, no Rio de Janeiro, deu brecha para um esquema de venda de atestados de óbito.
No Rio, o Conselho Regional de Medicina entrou com ação hoje na justiça para obrigar a implantação de um serviço que é exigido por Lei Federal desde julho do ano passado.
O Serviço de Verificação de Óbito é responsável pelo atestado quando a morte acontece por causa natural e sem assistência médica, como num caso de infarto em casa, por exemplo.
Ou então quando há assistência médica, mas a causa da morte é mal definida. Já se a causa for natural e tiver um médico para atestar, a família não precisa procurar o SVO.
No estado do Rio, o Serviço de Verificação de Óbito só existe em Cabo Frio, município na região dos Lagos com 186 mil habitantes.
Em média, dois corpos por dia passam pela verificação da causa da morte. Segundo o diretor do SVO, falsas mortes não acontecem mais na cidade.
“Desde 2003 quando inauguramos nosso serviço isso não aconteceu e olha pra acontecer vai ser difícil” diz Renato Carvalho, diretor Serviço de Verificação de Óbito de Cabo Frio.
A facilidade em conseguir um atestado de óbito falso no Rio de Janeiro atraiu o estelionatário americano Osama El-Atari, que está preso nos Estados Unidos. Ele tentou escapar, forjando a própria morte com uma declaração falsa.
É fácil ver o atrativo para um criminoso de um esquema desse. Afinal ele renasce com uma ficha limpinha, ganha uma nova vida a partir de uma falsa morte. Mas existe uma outra razão ainda mais importante para o rigor com os atestados de óbito. É uma questão de saúde pública.
“O diagnóstico da morte, por que a população está morrendo, é fundamental pra que se planeje a saúde pública”, fala Luis Fernando Moraes, presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro.
É uma necessidade, o SVO deve fazer parte dos municípios brasileiro, no mínimo daqueles com mais de 30 mil habitantes.
Atualmente os corpos são enviados ao IML/DML (conforme a estrutura do Estado), o fundamento legal é que o órgão não é liberador de óbito, mas sim pericial, assim sendo se o tipo de morte não for por causa suspeita ou violenta deverá ser providenciado o óbito ou pelo médico que assistia o falecido, caso não houvesse assistência através do Serviço de Verificação de Óbito, há uma resolução do Conselho Federal de Medicina de número 1560 que trata deste tema. No Rio Grande do Sul, a Secretaria de Segurança Pública em conjunto com a Secretaria de Saúde emitiram portaria em 2003 sobre a proibição de executar pericia em cadáveres que não se enquadrasse nas questões de violência ou suspeição de crime.
Cabe ao executivo Municipal através de projeto de Lei criar o sistema, que pode ser aproveitado corpo técnico da secretaria da saúde, SAMU ou PSF.
As famílias necessitam esta adequação, tendo em vista que alem da ilegalidade de executar necropsia em cadáver que não necessite, ainda temos as questões de tempo para necropsia que não pode ser anterior a seis horas, as distancias que normalmente deve ser percorrido até o Posto Medico Legal.
Desta forma é preciso que os Municípios se organizem sejam em forma de consórcio, seja através de Parceria Publico Privado para montar o serviço.
A população deve se mobilizar para que as Prefeituras assumam seu papel e cumpram sua missão.
Saúde e Paz
Paulo Coelho
Microsseguro reune Seguradoras no Brasil e Nos EUA
Microsseguro e a não mobilização funerária
Conferência reúne em miami especialistas em microsseguros.
Fonte: Bradesco Seguros e Previdência - Data: 04.05.2010
Fonte: Paulo Coelho - Data 28.04.2010
Colaboração: Valdo Formollo
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Conferência reúne em miami especialistas em microsseguros.
Fonte: Bradesco Seguros e Previdência - Data: 04.05.2010
Fonte: Paulo Coelho - Data 28.04.2010
Colaboração: Valdo Formollo
Desenhando canais de distribuição inovadores e escaláveis para o crescimento a longo prazo é o tema do MicroInsurance Summit 2010, conferência que irá reunir em Miami, nos Estados Unidos, nos dias 26, 27 e 28 de maio, os maiores especialistas do mercado segurador em todo o mundo, de olho nas oportunidades geradas pelo microsseguro. As inscrições podem ser feitas pela internet, no endereço www.microinsurance-miami.com. Na pauta dos dois primeiros dias, destinados às conferências, está o desenvolvimento e distribuição de produtos que visam atender às demandas da população de baixa renda, ampliando a presença do seguro na sociedade. Entre os palestrantes, destacam-se os brasileiros Eugenio Velasques e Rodolfo Francisco, ambos do Grupo Bradesco de Seguros e Previdência. No último dia, serão realizados workshops interativos buscando ampliar os conhecimentos sobre os desafios do microsseguro em diferentes partes do mundo e por diferentes seguradoras globais. A Bradesco Seguros e Previdência, pelo seu histórico em seguros populares e em microsseguros, é a primeira e única empresa brasileira a fazer parte do Microinsurance Network.
Microinsurance Network - É uma Instituição formada por membros integrantes de Sociedades Provedoras de Seguros e Proteção Social, Profissionais de Seguradoras, Experts de Microsseguros, Doadores, Acadêmicos e Organizações Não Governamentais. A Instituição funciona como uma plataforma para compartilhar informações e coordenação das partes interessadas com o objetivo de promover o desenvolvimento e disseminação de produtos de seguros para pessoas de baixa renda.
Funciona através de interação de grupos de trabalho nas seguintes dimensões: Seguros Agrícolas, Capacitação, Tecnologia, Saúde, Impactos, Indicadores de Performance, Regulação, Supervisão e Política, Distribuição, Proteção Social e Educação para o Seguro e também através de reuniões e conferências anuais, como o principal evento de microsseguros no mundo (este ano será realizado, entre 9 e 11 de novembro, a Sexta Conferência Internacional de Microsseguros em Manila, Filipinas, e é patrocinada pela Fundação Munich Re), e pelo fórum permanente através da interenet.
É coordenada por um Comitê Executivo (7 membros) e uma Secretaria. O comitê é presidido pelo Sr. Graig Churchill, membro da Organização Mundial do Trabalho, a sede fica em Luxemburgo, e funciona desde 2002. O Sr. Graig Churchill é o editor da bíblia de microsseguros no mundo que se chama "Protecting the Poor"- "A Microinsurance Compendium", que aqui no Brasil foi editado pela FUNENSEG sob o título de Protegendo as Pessoas de Baixa Renda. Este livro é fruto do primeiro encontro desta Instituição que ocorreu em Genebra em março de 2002 com os seus 16 primeiros membros. Hoje conta com 145 membros.
A nossa inscrição foi aprovada na reunião dos grupos de trabalho, esta semana na reunião em Genebra, e deverá ser homologada na próxima reunião do Comitê Executivo que acontece em 12/02 em Paris. Caso aprovada a Bradesco Seguros e Previdência será a primeira empresa brasileira a ter um representante, nos grupos de Distribuição e Tecnologia, na mais importante Instituição deste segmento.
Ainda tem como parceiros natos, as seguintes instituições: Ministério das Relações Exteriores de Luxemburgo, Appui au Développement Autonome (ADA) - Especializada em Microfinanças e Organização Mundial do Trabalho.
_________________________________________________________________________Já no Brasil mais precisamente em Porto Alegre no dia 28 de abril de 2010, na sede da FEDERASUL, através da promoção da CVG – Clube de Seguros de Vida e Benefícios, o Frances Jean-François Estienne, diretor da Proconsulting SARG para o Brasil, que tratou do mesmo tema com a visão de “Seguros populares Mundial e tendências no Brasil”.
O seguro popular nasceu a 150 anos passados nos EUA a custo de U$0,03 por semana, evoluindo muito desde lá.
O Frances com larga experiência no segmento de microsseguro e seguros populares, que trabalhou em diversos países, radicado no Rio de Janeiro, dividiu com a platéia de mais de 120 pessoas entre corretores de seguro, gerentes de corretoras, diretores de seguradoras, Plataformas de Atendimento e como consultor Funerário este que vos escreve.
Estienne, um entusiasta desta modalidade de seguro, acredita sobre tudo na qualidade do serviço, ou seja, na venda feita através da consultoria, não através da massificação como bolsa família ou forma semelhantes, acredita na conquista do cliente.
Os quatro países do BRIC – Brasil, Rússia, Índia e China - detem 40% da população mundial e representam apenas 3,28% do premio total arrecadado. Aponta que isso se dá pela falta de programas destinados a famílias e empresas de baixa renda.
Click na tabela para ampliar
Para o especialista frances o problema não esta na demanda mas sim na oferta, cabendo ao mercado saber chegar neste cliente potencial.
Em pesquisa realizada por entidades de seguro, mostrou que a principal preocupação do brasileiro esta na garantia de saúde para doenças graves, o que mostra que o mercado deve pensar neste tema. Por analogia, se o pensamento é a doença podemos igualmente concluir que a morte é uma das prioridades, mesmo que intrinsecamente.
O Bradesco a maior rede de agencia do Brasil, esta investindo em cobrança de contas por telefone celular, modelo aplicado inicialmente em São Paulo, com sucesso.
O seguro popular e microsseguro em países como EUA e Japão são vendidos através de visitas porta a porta, por mulheres/mulheres, no Japão, como há no Brasil com o carne do Baú, e também o Avon e Natura.
A questão do valor do seguro popular ou microsseguro envolve cálculos muito precisos quanto mais baixo for o valor do premio, por questões básicas, não há margem para erros.
Jean-François aponta como o sistema mutuarista uma boa saída o seguro popular.
Países como Colômbia e Guatemala são muito forte no sistema popular de seguro.
No Rio Grande do Sul cerca de 15 empresas estão desenvolvendo projeto piloto nesta modalidade de seguro, onde o público alvo será as associações.
Algumas leis e normas que regulam o tema no Brasil.
267/2004 – pessoas – SUSEP
306/2004 – veículos – SUSEP
3266/2008 – microsseguro – PL federal
Por diversas vezes durante a paletra foi citado o SINAF, grupo fluminense de seguradora e funerária, como referencia em seguro funeral, como sendo empresa austera, que busca através da qualidade e venda através da consultoria um exemplo a ser seguido pelo setor funerário nacional, o que nos dá orgulho por ser uma empresa que nasceu como funerária e hoje é referencia tambem entre as seguradoras, parabéns ao Líder Pedro Bulcão e sua equipe.
Como já disse neste mesmo espaço o Microsseguro e o Seguro popular é um caminho sem volta. A maior preocupação que tenho neste sistema é que as pequenas empresas ficaram nas mãos de grandes grupos, sejam funerários ou seguradores.
Quanto a funerários preocupa a concorrência predatória e o aviltamento, através da reserva de mercado, sem a devida preocupação com a qualidade e a tradição do serviço.
Por parte das seguradoras minha preocupação esta na forma que estas atuam hoje, buscando lucro ao vender o produto, o que é justo, e lucro maior ainda ao indenizar o cliente, fazendo com que as empresas funerárias executem serviços sem qualidade, como se fosse serviço luxo, pagando através de plataformas de assistência 1/3 do valor devido, demonstrando total falta de respeito ao seu cliente. Projeto este tipo de atitude para dentro de sistema onde o valor do premio é baixo, com pagamento de indenização já escasso, quanto irão querer pagar, talvez somente com vigilância da SUSEP seja viável tal sistema funcional.
Neste momento nos cabe aprender, ficar atento e discutir os rumos desta nova modalidade de serviço que poderá ser benéfica para a população brasileira, mas poderá ser o divisor de águas do sistema funerário, onde o sucesso e o fracasso, estará ligado a atitudes proativas, onde o conhecer e buscar alternativas será o que definirá o futuro de suas empresas.
O que tenho sentindo é a falta de mobilização das empresas através de suas entidades de classe para discutir o tema e traçar metas, para buscar alternativas.
Saúde e Paz
Paulo Coelho
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Agentes manifestam-se a 21 de Maio contra alegado fim das funerárias
Fonte: Destak/Lusa - Internet 3/5/2010
Agentes funerários manifestam-se a 21 de Maio, em Lisboa e no Porto, contra um novo diploma em preparação, que, dizem, vai acabar com as funerárias.
Justificando o protesto, o presidente da Associação dos Agentes Funerários de Portugal, João Barbosa, disse à agência Lusa que um decreto-lei em estudo para o setor irá "eliminar o setor privado" das funerárias, gerando condições para que "as agências funerárias desapareçam gradualmente num curto período de tempo".
João Barbosa sustentou que o documento "vai abrir as portas a todas as mutualistas", por uma questão de "concorrência", sendo o desejo da associação que "os funerais sejam feitos por funerárias".
"É competência das funerárias fazer funerais, é competência dos médicos exercer medicina, cada macaco no seu galho. Vamos ser realistas e não entremos em utopias", atirou.
Para o responsável, se uma mutualista quiser ter uma funerária "que a tenha, mas que esteja no mesmo patamar" das restantes, com as mesmas tributações.
"Caso contrário, há portugueses de primeira e de segunda. Nós não temos isenções de nada e pagamos todas as taxas. As mutualistas têm isenção de tudo e não pagam taxas nenhumas", advogou o presidente da Associação dos Agentes Funerários de Portugal.
O decreto contestado pelos agentes funerários irá substituir o de 2001 que estabelece as regras disciplinadoras do exercício da actividade funerária e que foi "reajustado" em 2005.
João Barbosa referiu que a Associação dos Agentes Funerários já pediu o texto final do diploma à Direcção Geral das Actividades Económicas.
A manifestação agendada para 21 de maio inicia-se no Porto, onde os agentes funerários pretendem ser recebidos pela governadora civil. Segue depois para Lisboa, onde os manifestantes prevêem concentrar-se junto à Assembleia da República "com colegas de Espanha".
As desigualdades não existem apenas na terra brazilis, também no velho continente ocorrem tais situações.
Que este problema não é exclusividade nossa isso já era sabido, que grupos como Previsoras, Mutualistas, Planos Funerários, Seguradoras e Plataformas fazem concorrência desleal as empresas funerárias puras, que vivem do serviço de contratação imediata e que vem diminuindo gradativamente e com isso também terminando com a tradição e serviços qualificados também é fato.
As empresas funerárias que trabalham com a contratação imediata estão passando por longo tempo de dificuldade, onde a concorrência desleal de grupos esternos transformam este negócio fim em acessório, como ocorre com seguros, que prometem tranquilidade e segurança em troca de valores módicos ou inseridos em seguro de vida, automóvel, do cartão de crédito, mas que no momento da utilização entrega “qualquer coisa” menos tranquilidade e segurança para o cliente. Pior ainda é o caso dos Planos Funerários que nem mesmo funerária possuem, ou que não fazem reserva técnica para garantir o cumprimento da promessa de entrega futura do serviço.
Cada vez mais tem estranhos dentro deste segmento, cada vez mais a população esta desprotegida, o microsseguro que ficará na mão de poucos e dará a possibilidade de inclusive a lavagem de dinheiro, por ser cobrado imposto tão baixo.
Espero que nossas autoridades, que normalmente estão comprometidas com outras questões que não com povo e as empresas sérias deste país, possam se avivar para estas questões.
Rogo também aos empresários do segmento funerário, não caiam nas armadilhas que os ditos “grandes” irão apresentar, tem muita raposa se fazendo de ovelha para abocanhar os despreparados.
Já imaginaram quanto representa R$1,00 de cada plano existente no Brasil, a fim de legalização, por mês para o resto da vida, quem sabe não era este o plano quando da divulgação altruísta que ocorreu após 1996 onde todas as empresas foram convidadas a conhecer no interior de São Paulo uma fórmula de ficar rico da noite para o dia, criando uma onda que serve hoje para defender os interesses deste grupo, que se fortaleceu e disseminou algo que até hoje permanece ilegal.
Boa reflexão, Saúde e Paz
Paulo Coelho
Agentes funerários manifestam-se a 21 de Maio, em Lisboa e no Porto, contra um novo diploma em preparação, que, dizem, vai acabar com as funerárias.
Justificando o protesto, o presidente da Associação dos Agentes Funerários de Portugal, João Barbosa, disse à agência Lusa que um decreto-lei em estudo para o setor irá "eliminar o setor privado" das funerárias, gerando condições para que "as agências funerárias desapareçam gradualmente num curto período de tempo".
João Barbosa sustentou que o documento "vai abrir as portas a todas as mutualistas", por uma questão de "concorrência", sendo o desejo da associação que "os funerais sejam feitos por funerárias".
"É competência das funerárias fazer funerais, é competência dos médicos exercer medicina, cada macaco no seu galho. Vamos ser realistas e não entremos em utopias", atirou.
Para o responsável, se uma mutualista quiser ter uma funerária "que a tenha, mas que esteja no mesmo patamar" das restantes, com as mesmas tributações.
"Caso contrário, há portugueses de primeira e de segunda. Nós não temos isenções de nada e pagamos todas as taxas. As mutualistas têm isenção de tudo e não pagam taxas nenhumas", advogou o presidente da Associação dos Agentes Funerários de Portugal.
O decreto contestado pelos agentes funerários irá substituir o de 2001 que estabelece as regras disciplinadoras do exercício da actividade funerária e que foi "reajustado" em 2005.
João Barbosa referiu que a Associação dos Agentes Funerários já pediu o texto final do diploma à Direcção Geral das Actividades Económicas.
A manifestação agendada para 21 de maio inicia-se no Porto, onde os agentes funerários pretendem ser recebidos pela governadora civil. Segue depois para Lisboa, onde os manifestantes prevêem concentrar-se junto à Assembleia da República "com colegas de Espanha".
As desigualdades não existem apenas na terra brazilis, também no velho continente ocorrem tais situações.
Que este problema não é exclusividade nossa isso já era sabido, que grupos como Previsoras, Mutualistas, Planos Funerários, Seguradoras e Plataformas fazem concorrência desleal as empresas funerárias puras, que vivem do serviço de contratação imediata e que vem diminuindo gradativamente e com isso também terminando com a tradição e serviços qualificados também é fato.
As empresas funerárias que trabalham com a contratação imediata estão passando por longo tempo de dificuldade, onde a concorrência desleal de grupos esternos transformam este negócio fim em acessório, como ocorre com seguros, que prometem tranquilidade e segurança em troca de valores módicos ou inseridos em seguro de vida, automóvel, do cartão de crédito, mas que no momento da utilização entrega “qualquer coisa” menos tranquilidade e segurança para o cliente. Pior ainda é o caso dos Planos Funerários que nem mesmo funerária possuem, ou que não fazem reserva técnica para garantir o cumprimento da promessa de entrega futura do serviço.
Cada vez mais tem estranhos dentro deste segmento, cada vez mais a população esta desprotegida, o microsseguro que ficará na mão de poucos e dará a possibilidade de inclusive a lavagem de dinheiro, por ser cobrado imposto tão baixo.
Espero que nossas autoridades, que normalmente estão comprometidas com outras questões que não com povo e as empresas sérias deste país, possam se avivar para estas questões.
Rogo também aos empresários do segmento funerário, não caiam nas armadilhas que os ditos “grandes” irão apresentar, tem muita raposa se fazendo de ovelha para abocanhar os despreparados.
Já imaginaram quanto representa R$1,00 de cada plano existente no Brasil, a fim de legalização, por mês para o resto da vida, quem sabe não era este o plano quando da divulgação altruísta que ocorreu após 1996 onde todas as empresas foram convidadas a conhecer no interior de São Paulo uma fórmula de ficar rico da noite para o dia, criando uma onda que serve hoje para defender os interesses deste grupo, que se fortaleceu e disseminou algo que até hoje permanece ilegal.
Boa reflexão, Saúde e Paz
Paulo Coelho
domingo, 25 de abril de 2010
PASSEIO SOCRÁTICO
Autor: Frei Betto
Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos, e em paz nos seus mantos cor de açafrão...
Em outro dia, eu observava o movimento do Aeroporto de São Paulo: a sala de espera estava cheia de Executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam.
Com certeza, já haviam tomado o seu café da manhã em casa mas, como a companhia aérea oferecia outro café, todos comiam vorazmente.
Aquilo me fez refletir: “Qual dos dois modelos vistos por mim, até aqui, realmente produz felicidade?”
Passados alguns dias, encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: “Não foi à aula?”
E ela me respondeu: “Não. Eu só tenho aula à tarde”.
Comemorei: “Que bom! Isto significa, então, que, de manhã, você pode brincar, ou dormir até mais tarde...”
“Não!”, retrucou-me ela, “tenho tanta coisa a fazer, de manhã...”
“Que tanta coisa?”, perguntei.
“Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina”, e começou a elencar seu programa de garota robotizada...
Fiquei pensando: “Que pena! A Daniela não me disse: “Tenho aula de meditação”.
Vê-se que estamos construindo super-homens e super-mulheres, totalmente equipados, mas, emocionalmente infantilizados.
Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica;
hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias!
Não tenho nada contra malhar o corpo... Mas, preocupo-me com a desproporção em relação à malhação do espírito.
Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos. Alguns perguntarão: “Como estava o defunto?”.
E outros responderão: “Olha... uma maravilha, não tinha uma celulite!”
Mas, como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?
Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual.
Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação, porém, de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra!
Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais...
A palavra hoje é “entretenimento”. Domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva.
Imbecil, o apresentador; imbecil, quem vai lá e se apresenta no palco; imbecil, quem perde a tarde diante da telinha...
E como a publicidade não consegue vender felicidade, ela nos passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres:
“Se tomar este refrigerante, calçar este tênis, usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!”.
O problema é que, em geral, “não se chega”! Pois, quem cede a tantas propagandas desenvolve, de tal maneira, o seu desejo, que acaba precisando de um analista, ou de remédios. E quem, ao contrário, resiste, aumenta a sua neurose.
O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista.
Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: a amizade, a autoestima e a ausência de estresse.
Mas há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno...
Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um Shopping Center.
É curioso: a maioria dos Shoppings Centers tem linhas arquitetonicas de catedrais estilizadas; neles, não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de “missa de domingo”.
E ali dentro se sente uma sensação paradisíaca: não há mendigos, não há crianças de rua, não se vê sujeira pelas calçadas...
Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno: aquela musiquinha de esperar dentista.
Observam-se vários nichos: capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas.
Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Mas, aquele que só pode comprar passando cheque pré-datado, ou a crédito, ou, ainda, entrando no “cheque especial”, se sente no purgatório. E pior: aquele que não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno...
Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do McDonald’s...
Por tudo isto, costumo dizer aos balconistas que me cercam à porta das lojas, que estou, apenas, fazendo um “passeio socrático”.
E, diante de seus olhares espantados, explico: “Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia:
Estou, apenas, observando quantas coisas existem e das quais não preciso para ser feliz!".
De fato quantas coisas desnecessárias ao longo da vida perseguimos, para satisfazer o que os outros no impõe como sendo utíl, moda, restaurantes, casa, comida, passamos a ter a aparencia que os outros querem, falar como os grupos impõe, o parecer ser acima do SER, que bela crônica para nos fazer refletir por alguns momentos e quem sabe nos libertar destas amarras da sociedade determinadora de conseitos e atitudes.
Valorizar o simples o belo, o natural e sair desta rotina que nos transforma em sub-produtos do que os outros querem que sejamos.
Bom domingo, Saúde e Paz
Paulo Coelho
Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos, e em paz nos seus mantos cor de açafrão...
Em outro dia, eu observava o movimento do Aeroporto de São Paulo: a sala de espera estava cheia de Executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam.
Com certeza, já haviam tomado o seu café da manhã em casa mas, como a companhia aérea oferecia outro café, todos comiam vorazmente.
Aquilo me fez refletir: “Qual dos dois modelos vistos por mim, até aqui, realmente produz felicidade?”
Passados alguns dias, encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: “Não foi à aula?”
E ela me respondeu: “Não. Eu só tenho aula à tarde”.
Comemorei: “Que bom! Isto significa, então, que, de manhã, você pode brincar, ou dormir até mais tarde...”
“Não!”, retrucou-me ela, “tenho tanta coisa a fazer, de manhã...”
“Que tanta coisa?”, perguntei.
“Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina”, e começou a elencar seu programa de garota robotizada...
Fiquei pensando: “Que pena! A Daniela não me disse: “Tenho aula de meditação”.
Vê-se que estamos construindo super-homens e super-mulheres, totalmente equipados, mas, emocionalmente infantilizados.
Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica;
hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias!
Não tenho nada contra malhar o corpo... Mas, preocupo-me com a desproporção em relação à malhação do espírito.
Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos. Alguns perguntarão: “Como estava o defunto?”.
E outros responderão: “Olha... uma maravilha, não tinha uma celulite!”
Mas, como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?
Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual.
Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação, porém, de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra!
Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais...
A palavra hoje é “entretenimento”. Domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva.
Imbecil, o apresentador; imbecil, quem vai lá e se apresenta no palco; imbecil, quem perde a tarde diante da telinha...
E como a publicidade não consegue vender felicidade, ela nos passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres:
“Se tomar este refrigerante, calçar este tênis, usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!”.
O problema é que, em geral, “não se chega”! Pois, quem cede a tantas propagandas desenvolve, de tal maneira, o seu desejo, que acaba precisando de um analista, ou de remédios. E quem, ao contrário, resiste, aumenta a sua neurose.
O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista.
Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: a amizade, a autoestima e a ausência de estresse.
Mas há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno...
Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um Shopping Center.
É curioso: a maioria dos Shoppings Centers tem linhas arquitetonicas de catedrais estilizadas; neles, não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de “missa de domingo”.
E ali dentro se sente uma sensação paradisíaca: não há mendigos, não há crianças de rua, não se vê sujeira pelas calçadas...
Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno: aquela musiquinha de esperar dentista.
Observam-se vários nichos: capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas.
Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Mas, aquele que só pode comprar passando cheque pré-datado, ou a crédito, ou, ainda, entrando no “cheque especial”, se sente no purgatório. E pior: aquele que não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno...
Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do McDonald’s...
Por tudo isto, costumo dizer aos balconistas que me cercam à porta das lojas, que estou, apenas, fazendo um “passeio socrático”.
E, diante de seus olhares espantados, explico: “Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia:
Estou, apenas, observando quantas coisas existem e das quais não preciso para ser feliz!".
De fato quantas coisas desnecessárias ao longo da vida perseguimos, para satisfazer o que os outros no impõe como sendo utíl, moda, restaurantes, casa, comida, passamos a ter a aparencia que os outros querem, falar como os grupos impõe, o parecer ser acima do SER, que bela crônica para nos fazer refletir por alguns momentos e quem sabe nos libertar destas amarras da sociedade determinadora de conseitos e atitudes.
Valorizar o simples o belo, o natural e sair desta rotina que nos transforma em sub-produtos do que os outros querem que sejamos.
Bom domingo, Saúde e Paz
Paulo Coelho
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Curso de Aspiração
O colega Rogério ao ler o artigo de 26/4/2008, postou nesta semana, comentário no blog questionando se há curso para aspiração de corpos sem necropsia, o que buscarei esclarecer nas próximas linhas.
O procedimento de Tanatopraxia é a evolução da antiga formolização, técnica rudimentar que visava estabilizar a matéria corpórea através do uso do formaldeído em alta concentração, o que cumpria com o objetivo, mesmo prejudicando a aparência do corpo. Lembrando que apenas se injetava cerca de oito a dez litros de formaldeído em concentração próxima a vinte e cinco por cento.
A Tanatopraxia introduzida no Brasil na década de 1990, através do TANATÓLOGO Mario Lacape, veio para revolucionar a atarefa de higienização e preparação dos corpos, buscando alem da estabilização a melhora na aparência da pessoa falecida.
A Tanatopraxia divide-se em etapas distintas, a saber – profilaxia externa do corpo, movimentação de membros e partes do corpo para melhor circulação dos líquidos, abertura e introdução de local para injeção arterial, introdução de líquido conservante, drenagem de fluidos corpóreos, aspiração torácica–pélvica-abdominal e introdução de fluido especifico, suturas, tamponamento dos orifícios naturais.
Ocorre respondendo ao nosso leitor Rogério que a aspiração não é uma técnica que possa ser utilizada de forma separada, por não haver meia Tanatopraxia, este procedimento ou é feito de forma protocolar ou não é realizado.
A importância e a eficácia da Técnica esta em realizá-la de forma completa, inclusive por não ser válido buscar autorização da família para realizar uma aspiração abdominal, temos sim que executar a Tanatopraxia como ensinado nas universidades, seguindo os passos que através de comprovação cientifica da técnica a torna reconhecida no mundo inteiro.
A justificativa de procedimento de aspiração sem Tanatopraxia é irregular e ainda mais, torna-se perigosa se houver exumação do cadáver, podendo certamente ocorrer problema para a empresa funerária, por estar todos os órgãos e vísceras perfuradas.
Por tanto a recomendação é que as empresas funerárias não executem de forma separada a aspiração, inclusive por poder ocorrer problemas sérios de inchaço durante o velório tendo em vista a mistura de todo o conteúdo abdominal e torácico com sangue e fezes entre outros líquidos que deverão servir de alimentos para bactérias, que após se alimentar estarão produzindo gazes e liberando no corpo, criando enorme problema durante o velório.
A empresa funerária deve por prudência ou realizar o procedimento completo ou não fazer nada além do tamponamento.
Respondendo de forma objetiva, não há curso de aspiração e a ABT – Associação Brasileira de Tanatopraxia, não reconhece este procedimento de forma isolada.
Saúde e Paz
Paulo Coelho
O procedimento de Tanatopraxia é a evolução da antiga formolização, técnica rudimentar que visava estabilizar a matéria corpórea através do uso do formaldeído em alta concentração, o que cumpria com o objetivo, mesmo prejudicando a aparência do corpo. Lembrando que apenas se injetava cerca de oito a dez litros de formaldeído em concentração próxima a vinte e cinco por cento.
A Tanatopraxia introduzida no Brasil na década de 1990, através do TANATÓLOGO Mario Lacape, veio para revolucionar a atarefa de higienização e preparação dos corpos, buscando alem da estabilização a melhora na aparência da pessoa falecida.
A Tanatopraxia divide-se em etapas distintas, a saber – profilaxia externa do corpo, movimentação de membros e partes do corpo para melhor circulação dos líquidos, abertura e introdução de local para injeção arterial, introdução de líquido conservante, drenagem de fluidos corpóreos, aspiração torácica–pélvica-abdominal e introdução de fluido especifico, suturas, tamponamento dos orifícios naturais.
Ocorre respondendo ao nosso leitor Rogério que a aspiração não é uma técnica que possa ser utilizada de forma separada, por não haver meia Tanatopraxia, este procedimento ou é feito de forma protocolar ou não é realizado.
A importância e a eficácia da Técnica esta em realizá-la de forma completa, inclusive por não ser válido buscar autorização da família para realizar uma aspiração abdominal, temos sim que executar a Tanatopraxia como ensinado nas universidades, seguindo os passos que através de comprovação cientifica da técnica a torna reconhecida no mundo inteiro.
A justificativa de procedimento de aspiração sem Tanatopraxia é irregular e ainda mais, torna-se perigosa se houver exumação do cadáver, podendo certamente ocorrer problema para a empresa funerária, por estar todos os órgãos e vísceras perfuradas.
Por tanto a recomendação é que as empresas funerárias não executem de forma separada a aspiração, inclusive por poder ocorrer problemas sérios de inchaço durante o velório tendo em vista a mistura de todo o conteúdo abdominal e torácico com sangue e fezes entre outros líquidos que deverão servir de alimentos para bactérias, que após se alimentar estarão produzindo gazes e liberando no corpo, criando enorme problema durante o velório.
A empresa funerária deve por prudência ou realizar o procedimento completo ou não fazer nada além do tamponamento.
Respondendo de forma objetiva, não há curso de aspiração e a ABT – Associação Brasileira de Tanatopraxia, não reconhece este procedimento de forma isolada.
Saúde e Paz
Paulo Coelho
Reportagem mostra que agentes funerários têm livre acesso a hospitais
20/04/2010 - 09h52 (Eduardo Fachetti - gazeta online) fotos: Eduardo Fachetti
Interior de funerária. Precinho camarada pode esconder negociatas entre agentes funerários
Escândalos entre os anos de 2007 e 2008, quando foi denunciada pelo Ministério Público Estadual (MPES), a Máfia das Funerárias pode estar de cara nova. Se há dois anos a Justiça investigava a participação de policiais em esquemas que garantiam benefícios a casas de serviços póstumos, desta vez o problema pode estar espalhado pelos corredores dos hospitais.
Na tarde desta segunda-feira (19), a Assembleia Legislativa do Espírito Santo aprovou o projeto que proíbe a presença de funerárias ou agentes funerários em uma distância inferior a 500 metros de hospitais e Departamentos Médicos Legais (DML) do Estado. Em 90 dias, todos os estabelecimentos que infrigirem esta regra poderão ser penalizados.
Embora ainda não seja considerada crime, a venda de serviços e a abordagem de famílias em hospitais já está sendo investigada pelo Grupo Especial de Trabalho Investigativo (Geti) do MPES.
Os trabalhos, já em fase de tomadas de depoimentos, ainda não encontraram provas, mas apuram denúncias de envolvimento de funcionários do serviço público de saúde com empresas que prestam serviços póstumos.Há sete anos trabalhando em uma funerária ao lado do DML da capital do Estado, Victor Carlos Silva afirma que as empresas atuam de forma integrada e que, por diversas vezes, se comunicam para atender às famílias que acabaram de perder parentes ou reconhecer os corpos nas dependências da Polícia Civil.
Victor Carlos da Silva, agente funerário
O gerente administrativo Mário Barbosa de Almeida, que trabalha em uma funerária em Vila Velha, confirma a queixa de Aquino. Segundo ele, hoje a venda de serviços póstumos se transformou em um verdadeiro leilão. "Geralmente a família está desnorteada e acaba caindo num preço que na hora é mais barato, mas depois que o corpo é recolhido e entra na funerária, são cobradas novas taxas e o preço acaba ficando mais alto. O preço começa lá embaixo, mas depois a pessoa vê que fica mais caro", destacou.
No São Lucas, agente é conhecido por todos
foto: Reprodução
"Bido" é figura conhecida nos corredores do Hospital São Lucas, em Vitória

Mas é nos corredores dos hospitais que está a maior cilada para quem perde um ente querido. Seguindo a denúncia de um agente funerário, a reportagem chegou até "Bido", um homem de aproximadamente 45 anos que supostamente trabalha no Hospital São Lucas. Conhecido pelos funcionários, e com livre acesso às dependências do hospital, ele se apresenta como representante de diversas funerárias.
Ao ser questionado sobre valores, Bido disse que podia oferecer um plano com remoção, ornamentação e urna por cerca de R$ 500. O agente se ofereceu, inclusive, para ajudar na liberação de um suposto corpo que dissemos ser de um parente morto em outro hospital, em Vila Velha.
Em nota, a direção do Hospital São Lucas informou que nenhum agente funerário está autorizado a oferecer serviços nas dependências da unidade e que as funerárias somente recebem autorização para entrar quando acionadas pela família do paciente. Esclareceu, ainda, que Bido já foi advertido em outras circunstâncias e que os funcionários foram reorientados sobre a conduta.
Situação se repete em Vila Velha
Por meio de outra informação dada por um dono de funerária, foi possível encontrar o contato de mais um agente que trabalha em um hospital público. Desta vez, no Hospital Antônio Bezerra de Farias, em Vila Velha. Já na recepção do hospital, uma funcionária diz conhecer Fábio, identificado como o rapaz que mexe com defuntos. Logo foi possível conseguir o contato do agente funerário que, por sua vez, nos levou até Carlinhos. Foi ele quem tratou da negociação dos serviços.
"O caixão de R$ 500,00 é o mais simples que temos. Se caso você quiser uma coisinha melhor, paga um pouco mais, e ficará mais bem servido. Além de ficar mais bem servido, eu parcelo em mais vezes. Se você quiser caixão com vidro, fica por R$ 700,00 e eu divido pra você. Está incluído o caixão, aplicação de remédio, flores, véu e o manto. A gente leva para velar e para o cemitério", explicou.
Sem saber que estava sendo gravado, e acreditando se tratar de uma negociação de um corpo que estaria no Hospital São Lucas, Carlinhos revelou que Bido, o agente que trabalha no Hospital São Lucas, também faz parte do esquema.
"O Bido, que está lá, trabalha com a gente lá, pelas funerárias, fica lá no hospital. Ele pode indicar e ajudar na liberação, nesse encaminhamento até o Hospital da Polícia Federal. Posso ligar pra ele e você pode ir lá, ele vai te ajudar na liberação", afirmou.
Carlinhos confirmou que apesar de não serem funcionários dos hospitais, ele e sua equipe têm livre acesso às dependências. Ele disse, ainda, que tem conhecidos ligados ao corpo técnico-administrativo do Hospital São Lucas. "Somos amigos, temos conhecidos lá. O Bido conhece todo mundo lá, diretor, médico, todo mundo. Ele também trabalha comigo", revelou.
Agente muda versão
Minutos após a ligação de Carlinhos, Fábio voltou a entrar em contato com a reportagem. Neste momento, a Secretaria de Estado da Saúde já havia enviado nota informando da advertência ao agente do Hospital São Lucas. Ao contrário do primeiro contato realizado, desta vez, Fábio negou ser agente funerário e disse que também não realiza plantão no Hospital Antônio Bezerra de Farias.
"Em qualquer hospital, a gente não fica de plantão, porque não pode ter plantão em hospital. Como hospital público tem muito óbito de indigentes, andarilhos sem família, quando eles morrem, não podem ficar no necrotério. A gente presta uma caridade ao hospital para remover o corpo até o HPM para guardar na refrigeração", disse o rapaz.
Por nota, a direção do Hospital Antonio Bezerra de Farias informou que nenhum agente funerário está autorizado a oferecer serviços nas dependências da unidade. Segundo o hospital, esta é uma regra interna que considera a atitude amoral diante do sofrimento das famílias.
Segundo o promotor de Justiça e dirigente do Grupo Especial de Trabalho Investigativo (Geti) do MPES, Evaldo Martinelli, as denúncias que estão sendo apuradas apontam o envolvimento de servidores públicos na intermediação e facilitação do acesso dos agentes funerários nos hospitais. O promotor destacou, ainda, que caso se comprove o recebimento de valores por parte de algum investigado, pode haver abertura de ação criminal por corrupção.
Todo o País
Estes fatos que não são exclusivos no Estado do Espírito Santo deveriam ser combatidos a nível Federal, para que coubesse aos Estados e Municípios apenas pormenorizar os casos, tendo em vista que é um problema nacional.
Interior de funerária. Precinho camarada pode esconder negociatas entre agentes funerários
Escândalos entre os anos de 2007 e 2008, quando foi denunciada pelo Ministério Público Estadual (MPES), a Máfia das Funerárias pode estar de cara nova. Se há dois anos a Justiça investigava a participação de policiais em esquemas que garantiam benefícios a casas de serviços póstumos, desta vez o problema pode estar espalhado pelos corredores dos hospitais.
Na tarde desta segunda-feira (19), a Assembleia Legislativa do Espírito Santo aprovou o projeto que proíbe a presença de funerárias ou agentes funerários em uma distância inferior a 500 metros de hospitais e Departamentos Médicos Legais (DML) do Estado. Em 90 dias, todos os estabelecimentos que infrigirem esta regra poderão ser penalizados.
Embora ainda não seja considerada crime, a venda de serviços e a abordagem de famílias em hospitais já está sendo investigada pelo Grupo Especial de Trabalho Investigativo (Geti) do MPES.
Os trabalhos, já em fase de tomadas de depoimentos, ainda não encontraram provas, mas apuram denúncias de envolvimento de funcionários do serviço público de saúde com empresas que prestam serviços póstumos.Há sete anos trabalhando em uma funerária ao lado do DML da capital do Estado, Victor Carlos Silva afirma que as empresas atuam de forma integrada e que, por diversas vezes, se comunicam para atender às famílias que acabaram de perder parentes ou reconhecer os corpos nas dependências da Polícia Civil.
Victor Carlos da Silva, agente funerário
"Uma funerária faz contato com a outra, como uma cooperativa. É uma união, da qual participam taxistas, policiais, funerárias. Primeiro tem que ouvir as famílias, não é certo ir chegando, vedando e impondo lei", afirmou.
O agente funerário Luiz Carlos Aquino trabalha no ramo há 25 anos. Ele, que já trabalhou em uma loja fechada pelo Ministério Público em 2008 por suposto envolvimento na Máfia das Funerárias, diz que a competição do mercado aumentou desde a ação da Justiça. Para ele, o correto seria impor uma regra de escalas alternadas, para que todos pudessem lucrar.
"O Instituto Médico Legal (IML) é um órgão público, acho que teria que ter uma escala para as funerárias trabalharem. Não é certo apenas uma ficar aqui, tinha que ter um plantão, como era antigamente. Cada semana uma funerária trabalhava, as famílias chegavam e logo eram atendidas. Hoje chega uma, chega outra, vira uma confusão de 'eu faço mais barato', 'eu faço isso' e 'meu caixão é bom'", relatou o vendedor, com uma pasta de propostas de serviço sob o braço.O gerente administrativo Mário Barbosa de Almeida, que trabalha em uma funerária em Vila Velha, confirma a queixa de Aquino. Segundo ele, hoje a venda de serviços póstumos se transformou em um verdadeiro leilão. "Geralmente a família está desnorteada e acaba caindo num preço que na hora é mais barato, mas depois que o corpo é recolhido e entra na funerária, são cobradas novas taxas e o preço acaba ficando mais alto. O preço começa lá embaixo, mas depois a pessoa vê que fica mais caro", destacou.
No São Lucas, agente é conhecido por todos
foto: Reprodução
"Bido" é figura conhecida nos corredores do Hospital São Lucas, em Vitória

Mas é nos corredores dos hospitais que está a maior cilada para quem perde um ente querido. Seguindo a denúncia de um agente funerário, a reportagem chegou até "Bido", um homem de aproximadamente 45 anos que supostamente trabalha no Hospital São Lucas. Conhecido pelos funcionários, e com livre acesso às dependências do hospital, ele se apresenta como representante de diversas funerárias.
Ao ser questionado sobre valores, Bido disse que podia oferecer um plano com remoção, ornamentação e urna por cerca de R$ 500. O agente se ofereceu, inclusive, para ajudar na liberação de um suposto corpo que dissemos ser de um parente morto em outro hospital, em Vila Velha.
Em nota, a direção do Hospital São Lucas informou que nenhum agente funerário está autorizado a oferecer serviços nas dependências da unidade e que as funerárias somente recebem autorização para entrar quando acionadas pela família do paciente. Esclareceu, ainda, que Bido já foi advertido em outras circunstâncias e que os funcionários foram reorientados sobre a conduta.
Situação se repete em Vila Velha
Por meio de outra informação dada por um dono de funerária, foi possível encontrar o contato de mais um agente que trabalha em um hospital público. Desta vez, no Hospital Antônio Bezerra de Farias, em Vila Velha. Já na recepção do hospital, uma funcionária diz conhecer Fábio, identificado como o rapaz que mexe com defuntos. Logo foi possível conseguir o contato do agente funerário que, por sua vez, nos levou até Carlinhos. Foi ele quem tratou da negociação dos serviços.
"O caixão de R$ 500,00 é o mais simples que temos. Se caso você quiser uma coisinha melhor, paga um pouco mais, e ficará mais bem servido. Além de ficar mais bem servido, eu parcelo em mais vezes. Se você quiser caixão com vidro, fica por R$ 700,00 e eu divido pra você. Está incluído o caixão, aplicação de remédio, flores, véu e o manto. A gente leva para velar e para o cemitério", explicou.
Sem saber que estava sendo gravado, e acreditando se tratar de uma negociação de um corpo que estaria no Hospital São Lucas, Carlinhos revelou que Bido, o agente que trabalha no Hospital São Lucas, também faz parte do esquema.
"O Bido, que está lá, trabalha com a gente lá, pelas funerárias, fica lá no hospital. Ele pode indicar e ajudar na liberação, nesse encaminhamento até o Hospital da Polícia Federal. Posso ligar pra ele e você pode ir lá, ele vai te ajudar na liberação", afirmou.
Carlinhos confirmou que apesar de não serem funcionários dos hospitais, ele e sua equipe têm livre acesso às dependências. Ele disse, ainda, que tem conhecidos ligados ao corpo técnico-administrativo do Hospital São Lucas. "Somos amigos, temos conhecidos lá. O Bido conhece todo mundo lá, diretor, médico, todo mundo. Ele também trabalha comigo", revelou.
Agente muda versão
Minutos após a ligação de Carlinhos, Fábio voltou a entrar em contato com a reportagem. Neste momento, a Secretaria de Estado da Saúde já havia enviado nota informando da advertência ao agente do Hospital São Lucas. Ao contrário do primeiro contato realizado, desta vez, Fábio negou ser agente funerário e disse que também não realiza plantão no Hospital Antônio Bezerra de Farias.
"Em qualquer hospital, a gente não fica de plantão, porque não pode ter plantão em hospital. Como hospital público tem muito óbito de indigentes, andarilhos sem família, quando eles morrem, não podem ficar no necrotério. A gente presta uma caridade ao hospital para remover o corpo até o HPM para guardar na refrigeração", disse o rapaz.
Por nota, a direção do Hospital Antonio Bezerra de Farias informou que nenhum agente funerário está autorizado a oferecer serviços nas dependências da unidade. Segundo o hospital, esta é uma regra interna que considera a atitude amoral diante do sofrimento das famílias.
Segundo o promotor de Justiça e dirigente do Grupo Especial de Trabalho Investigativo (Geti) do MPES, Evaldo Martinelli, as denúncias que estão sendo apuradas apontam o envolvimento de servidores públicos na intermediação e facilitação do acesso dos agentes funerários nos hospitais. O promotor destacou, ainda, que caso se comprove o recebimento de valores por parte de algum investigado, pode haver abertura de ação criminal por corrupção.
Todo o País
Estes fatos que não são exclusivos no Estado do Espírito Santo deveriam ser combatidos a nível Federal, para que coubesse aos Estados e Municípios apenas pormenorizar os casos, tendo em vista que é um problema nacional.
Desta forma a União determinaria cadastramento de todas as empresas funerárias e seus respectivos agentes, proibindo a pratica de agenciamento de cadáveres por órgão federais e seus agentes como, por exemplo: Médicos, Enfermeiros, Policia Rodoviária Federal, como penalidade alem dos processos de improbidade administrativa, prevaricação, os órgãos como hospitais federais e demais que recebam verbas federais estariam sem o repasse ou sofrendo multa pela irregularidade.
Os Estados da mesma forma proibiriam que em instalações Estaduais fosse permitido agenciamento ou qualquer tipo de beneficiamento por parte dos agentes públicos ou terceirizados, prevendo punições para quem descumprisse a norma.
Aos Municípios caberia legislação que fosse mais específica, delimitando o número de empresas por localidade, regras de translados, exigência de estrutura da funerária, regras para liberação e sepultamento de corpos, punições a quem descumpra com a legislação, semelhante o que tem nos municípios organizados atualmente.
O problema funerário não é apenas local, mesmo sendo esta uma atribuição conforme a Constituição Federal, cabendo a todos os entes da Federação contribuir para erradicar este mau, que assola o território brasileiro, onde criminosos e aproveitadores se transvestem de agentes e diretores funerários para denegrir a imagem desta classe de trabalhadores honestos, e prejudicam a comunidade que necessita desta trabalho fundamental para o desenvolvimento da sociedade.O projeto federal 3572/2008 continua tramitando, entendo que se faz necessário proposta eficaz para o projeto, não alegar que não seria constitucional, para analisar questões técnicas o congresso tem corpo jurídico, se perdermos esta oportunidade vamos lamentar por muitos anos.
Saúde e Paz
Paulo Coelho
Proibido 'plantão funerário' em hospitais e DML no Espírito Santo
fonte: 19/04/2010 - 18h25 (Letícia Cardoso - Redação Gazeta Rádios e Internet)
O Estado capichaba finalmente decidiu fazer algo contra estes empresários que desrespeitam a dor das famílias e buscam lucro a qualquer preço.
Ocorre que estes pseudos empresários ainda não perceberam que o lucro não é das funerárias, mas sim dos atravessadores, sejam médicos, enfermeiros, porteiros, policiais ou qualquer outro que esteja ligado na captação de serviços fúnebres, ficando a menor fatia para o empresário, que ainda tem os riscos do trabalho e do passivo trabalhista, ainda mais considerando que para executar serviço é necessário a captação irregular, a probabilidade de haver ilicitude dentro da empresa é muito grande.
Parabéns a Assembleia Legislativa do Espírito Santo que tomou esta iniciativa, mesmo sabendo que haverá grande caminho pela frente até regularizar este segmento de forma definitiva, mas já há um norte a ser seguido.
Aos empresário a mensagem é a seguinte, o tempo irá depurar o mercado, e o não pagamento de propina irá propiciar o crescimento das empresas através do investimento dentro da organização e não mais com pagamentos a pessoas estranhas ao setor.
Saúde e Paz
Paulo Coelho
Projeto aprovado na Assembleia proíbe em todo Estado o agenciamento e plantões de serviços funerários em estabelecimentos públicos
A Assembleia Legislativa aprovou nesta segunda-feira (19) um projeto de Lei que proíbe em todo Estado o agenciamento e plantões de serviços funerários em estabelecimentos públicos como hospitais, pronto atendimento e Departamento Médico Legal (DML). Segundo o autor da proposta, deputado Euclério Sampaio (PDT), o projeto visa combater a disputa entre os agenciadores de funerárias e o constrangimento que famílias acabam passando, principalmente na porta do DML, no momento de liberar um corpo.
"Esse projeto vai trazer mais segurança para aquelas pessoas que trabalham na legalidade. A gente sabe que há disputa entre agenciadores de funerárias na hora de oferecer um serviço a uma família que está liberando um corpo no DML, por exemplo. Isso chega a ser uma falta de respeito com quem já está sentido com a perda de um ente. O projeto é constitucional e foi aprovado por todas as comissões", afirmou Euclério.
Além de proibir a permanência de agenciadores em frente aos hospitais e DML, o projeto de lei determina que as funerárias se instalem há uma distância mínima de 500 metros de determinados órgão público. A fiscalização ficará, como determina a PEC, a cargo do Estado.
O dono de uma funerária, localizada ao lado do Departamento Médico Legal de Vitória, Ari Cruz, afirmou que o projeto vai prejudicar quem trabalha na legalidade. Ele afirma que proíbe todos os funcionários de permanecer em frente ao DML.
Todavia, segundo ele, há agenciadores que chegam em carros descaracterizados, com caixões dentro, oferecendo serviços funerários com valores abaixo do mercado. "Nós que pagamos todos os impostos corretamente e oferecemos um serviço sério ao cliente vamos ser os mais prejudicados com esse projeto. Eu proíbo todos os meus funcionários de ficarem em frente ao DML. Eles têm que ficar dentro da loja", afirmou.
O projeto segue agora para avaliação do Executivo. A proposta tramitou em regime de urgência, sendo aprovada pelas comissões de Justiça, Cidadania, Defesa do Consumidor, Saúde e Finanças.
O Estado capichaba finalmente decidiu fazer algo contra estes empresários que desrespeitam a dor das famílias e buscam lucro a qualquer preço.
Ocorre que estes pseudos empresários ainda não perceberam que o lucro não é das funerárias, mas sim dos atravessadores, sejam médicos, enfermeiros, porteiros, policiais ou qualquer outro que esteja ligado na captação de serviços fúnebres, ficando a menor fatia para o empresário, que ainda tem os riscos do trabalho e do passivo trabalhista, ainda mais considerando que para executar serviço é necessário a captação irregular, a probabilidade de haver ilicitude dentro da empresa é muito grande.
Parabéns a Assembleia Legislativa do Espírito Santo que tomou esta iniciativa, mesmo sabendo que haverá grande caminho pela frente até regularizar este segmento de forma definitiva, mas já há um norte a ser seguido.
Aos empresário a mensagem é a seguinte, o tempo irá depurar o mercado, e o não pagamento de propina irá propiciar o crescimento das empresas através do investimento dentro da organização e não mais com pagamentos a pessoas estranhas ao setor.
Saúde e Paz
Paulo Coelho
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