segunda-feira, 22 de março de 2010

Funerárias arrecadam contribuições e não cumprem o combinado no enterro

Fato já conhecio por muitos fuerários no Brasil mas que pouco é levado em consideração, vem sendo discutido pela SUSEP, mesmo não se tratando de Seguro. Ocorre que o crescimento dos planos de assistência familiar sem as reservas para garantias futuras pode deixar que muitas famílias não recebam pelo serviço contratado.
A muito tempo alerto que os planos da forma que estão configurados atualmente são como piramides, onde muitos contribuem para poucos utilizarem, mas chegará o tempo em que muitos utilizaram e não haverá recursos suficientes para fazer frente as despesas, mesmo considerando apenas os insumos do serviço. Trata-se de apenas constatação matemática, a forma que esta se administrando os planos o inviabilzam a curto médio prazo, resta saber o que se deixará para os sucessores das empresas funerárias, um legado ou maldição com muitas contas para pagar.
Leiam a reportagem e tirem suas próprias conclusões.    


Fonte:correio Brasiliense
Vicente Nunes e Victor Martins
Publicação: 22/03/2010 08:22

A Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão que regula e fiscaliza o mercado de seguros no Brasil, foi incumbida pelo Ministério da Fazenda de botar a mão em um vespeiro: trazer para a legalidade os planos mútuos ou auxílios-funerais, que prometem um enterro digno a quem pagou pelo serviço por anos a fio. Dados colhidos pelo governo mostram que 25 milhões de famílias contribuem, religiosamente, com parcelas entre R$ 10 e R$ 15 por mês a funerárias espalhadas pelo país, mas, na maioria dos casos, não há nenhum tipo de contrato garantindo o que foi acertado. Ou seja, pelo menos R$ 3 bilhões por ano estão engordando os caixas das funerárias, baseados apenas na confiança entre consumidores e empresários, sem qualquer fiscalização oficial.

Nos levantamentos realizados pelo governo, quase todo o dinheiro pago às funerárias por meio dos planos ou auxílios vai para o patrimônio pessoal dos donos das empresas. Em vez de formarem uma poupança para assegurar a prestação dos serviços quando solicitados, muitos empresários preferem comprar o carro do ano ou mesmo construir casas suntuosas, apostando que, com o fluxo de pagamentos, nunca ficarão no vermelho. A realidade, porém, é outra. O excesso de confiança e a certeza do dinheiro fácil estão levando a exageros, a ponto de empresas falirem e fecharem as portas, deixando na mão os que lhes foram fiéis por décadas.

Contrato de gaveta
A disseminação de funerárias vendendo auxílios funerais sem garantia e solidez financeira é gritante. Em Goiás, há casos em que não existem nem mesmo um carnê para comprovar os pagamentos efetuados. Um contrato de gaveta é assinado e um motoboy percorre, mês a mês, a casa dos clientes para cobrar o dinheiro do futuro enterro. "Sem o motoqueiro, a inadimplência aumenta muito. Se não tomar cuidado, de 30% a 40% da carteira de beneficiários dos planos deixam de pagar. Mas o contrato (mesmo que de gaveta) é claro: se não pagar por três meses seguidos, a pessoa perde o dinheiro e o direito ao auxílio", afirma o dono da funerária Boa Esperança, Fernando Viana, localizada em Valparaíso, distante 50km de Brasília.

Viana conta que chegou a ter uma carteira de mais de 2 mil clientes, mas ela não se sustentou. Inadimplência e desistências demais impediram a continuidade do serviço. Hoje, não chega a 50 o número de beneficiários atendidos por ele. "Não dá para sobreviver sem esses planos. Mas o dinheiro não vai para um fundo nem para uma conta. Vai para as coisas da funerária", diz o empresário.
Na empresa Bom Pastor, instalada no Pedregal, cidade distante 60km da capital do país, Igor Candido da Silva, o dono da funerária, montou uma carteira de 200 clientes. A mensalidade mínima é de R$ 15 - os valores variam de acordo com os serviços exigidos. Por mês, são R$ 3 mil arrecadados. Isso, se todos os clientes tiverem apenas o plano mais simples e arcarem com a dívida no dia certo. "Muita gente nos procura, vale muito a pena para a família não ter dor de cabeça. As pessoas pagam, no mínimo, 140 parcelas. A garantia para o cliente é a palavra do vendedor", enfatiza. Ele vai além: a depender do plano, as mensalidades podem se estender por 15 anos, para velórios que custam entre R$ 2 mil e R$ 3 mil.

Venda casada
Sem se identificar, o dono de uma empresa denuncia que as irregularidades não estão restritas às funerárias. Ele afirma que já prestou serviço para seguradoras e teve problemas. “Quase toda pessoa, quando faz um seguro de carro, um cartão de crédito ou um empréstimo, faz sem perceber um plano de assistência funerária. Tem gente que tem até mais de um plano desses. É venda casada”, destaca. "Quando prestei serviço para uma grande seguradora, se a apólice do cliente era de um enterro de R$ 3 mil, ela só repassava para a gente R$ 1 mil. E, se eu reclamasse, ameaçava não fazer mais os serviços comigo", assegura.

Saúde E Paz

Paulo Coelho

sábado, 20 de março de 2010

DNIT écondenado a indeizar por acidente em rodovia federal

Mesmo sendo noticia do ano passado, considero importante a divulgação, por tratar-se de tema do nosso dia-a-dia, por percorrermos centenas e até milhares de quilometros por ano, nos deparando com estradas com ineficaz conservação, para usar termo ameno.
Esta decisão é apenas uma amostra que o Estado é o responsável por eventuais acidentes e danos causados nas estradas.
O outro alerta é sobre a forma adequada de se produzir as provas: documentar com fotogafias a estrada e o acidente, solicitar 3 orçamentos descriminados em nome da vitima, em se tratando de veículo comercial apresentar declaração de rendimentos da empresa, notas de abastecimentos, notas fiscais de serviços onde conste o valor cobrado pela remoção. Desta forma será mais simples buscar reparação dos danos sofridos. Muito importante é a questão da velocidade ser compativel com  o trecho e a condição da estrada, tendo em vista que nenhuma indenização será grande o suficiente para repor uma vida.   

Publicado em 04 de Setembro de 2009, às 18:43
A Quinta Turma do Tribunal Regional Federal da 1.ª Região (TRF/1.ª) decidiu, por unanimidade, nos termos do voto do relator, juiz federal convocado Pedro Francisco da Silva, condenar o DNIT a pagar indenização por acidente em razão de má conservação de rodovia federal.

Apela o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) contra a sentença que julgou procedentes os pedidos de indenização por danos morais e materiais, inclusive lucros cessantes, em decorrência de acidente ocorrido em estrada federal, motivado por má conservação, que causou danos ao veículo do autor.
Alegou que o autor não colacionou os três orçamentos indispensáveis para a aferição do prejuízo material e que o documento juntado para aferição do dano material é anônimo. Reclamou ainda que o autor deveria ter comprovado que o acidente foi ocasionado pela existência do buraco na pista. Afirmou que o segmento em que ocorreu o evento danoso estava em perfeito estado de conservação, com contratos de manutenção e restauração. Disse que o condutor do veículo não teve os cuidados necessários ao trafegar pela rodovia, que a velocidade que o condutor desenvolvia era alta. Afirmou que não houve comprovação dos lucros cessantes nem tão pouco prova do abalo psicológico do autor.
Para o relator, restou suficientemente comprovado, pelo boletim de ocorrência e oitiva das testemunhas, que o acidente ocorreu em estrada federal - BR 364, sendo que os danos causados ao veículo do autor foram provocados por um buraco na estrada, do qual o condutor do aludido veículo tentou desviar-se, o que o levou a invadir a pista contrária de forma brusca e, ao retornar para sua pista, o caminhão acabou tombando.
O relator verificou que, pela prova produzida nos autos, o estado de conservação da pista em que ocorreu o acidente não era adequado. Não havia sinalização, o acostamento era estreito e ainda havia buracos na pista, o que leva à conclusão, à míngua de provas em contrário, de que a causa do acidente foi, exclusivamente, o mau estado de conservação da rodovia federal. Assim, ficou patente a responsabilidade subjetiva do DNIT, haja vista que a situação precária da rodovia BR-364, no ponto em que ocorreu o acidente, não poderia ter passado despercebida dos servidores responsáveis pela conservação da referida rodovia, os quais demonstraram incúria em não providenciar os reparos necessários.
Explicou que os lucros cessantes foram evidenciados pela impossibilidade de o autor utilizar o veículo durante o tempo que esteve em reparo, pois o seu caminhão era empregado na sua atividade laborativa, consistente em fazer transporte de cargas. Por outro lado, razoável se afigura o critério adotado pelo juiz a quo para o seu arbitramento, consistente em fixar um salário mínimo por mês em que o veículo permaneceu em reparo, ante a ausência de comprovação de renda do autor.
Acrescentou que danos materiais originários do conserto do veículo devem ser reduzidos diante da impossibilidade de se extrair, do documento juntado, se a venda lá referida foi efetuada em favor do autor. Portanto esse documento deve ser afastado da condenação, que deverá ser reduzida para o valor de R$ 1.200,00 (mil e duzentos reais). O fato de não ter o autor apresentado três orçamentos não é capaz de macular a aferição dos danos materiais, pois o seu veículo era utilizado na sua atividade comercial, razão pela qual é óbvio o interesse de que ele fosse consertado o mais rapidamente possível. Ademais, o DNIT não apresentou outro orçamento que infirmasse os gastos apresentados pelo autor, deixando assim de exercer faculdade processual que lhe é conferida.
Fundamentou que a responsabilidade civil da Administração Pública é, a princípio, objetiva, de acordo com o art. 37, § 6.º, da Constituição Federal. Todavia a responsabilidade por omissão estatal assenta-se no binômio falta do serviço - culpa da Administração. Em tais hipóteses, o dever de indenizar surge quando o Estado devia e podia agir, mas foi omisso, e dessa omissão resultou dano a terceiro. De fato, não se pode dizer que o Estado é o autor do dano. Na verdade, sua omissão ou deficiência teria sido a condição do dano e não a sua causa, razão pela qual se aplica, para o caso em tela, a teoria da responsabilidade subjetiva, aferindo-se, também, a culpa da administração.
O relator, considerando o fato de não ter o autor sofrido qualquer dano à sua integridade física, mas apenas o susto e a perturbação mental de se envolver no acidente, e tendo em mira que a orientação jurisprudencial deste Tribunal Regional Federal da Primeira Região reclama a necessidade de moderação no momento de fixação do valor reparatório, a indenização por danos morais deve ser reduzida de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) para R$ 2.000,00 (dois mil reais).

Apelação Cível n.º 2004.36.00.010978-7/MT
Marconi Dantas Teixeira
Assessoria de Comunicação Social
Tribunal Regional Federal da 1.ª Região

Saúde e Paz
Paulo Coelho

sexta-feira, 19 de março de 2010

Serviços funerários X custo insumos

A população em geral vem ao longo dos tempos diminuindo os investimentos em vários serviços e produtos, entre eles claro inserem-se os serviços fúnebres, como alternativas surgiram os seguros funerais e auxílios funerais, buscando garantir dignidade no momento que venham precisar.

Anos pagando seguro a fio, com a promessa de garantir a dignidade da sua última homenagem, ou seja, uma urna funerária que seja compatível com sua forma de viver, uma ou duas coroas de flores, para enfeitar a capela, o famoso manto de flor da estação, o livro de presença para que os amigos deixem mensagem a família, transporte do corpo, preparação do seu corpo, documentação, locação de capela (municipal)locação de jazigo em (cemitério municipal) ou cremação.

No momento da utilização vem a surpresa para a família, a urna é de Eucatex, diferente da dignidade de vida do falecido, que quando é o contratante principal, menos mal, pois apenas os familiares sofrerão com a falta de qualidade, a preparação do corpo é a mais básica possível, normalmente sai do hospital ou local do óbito para a capela do cemitério (municipal) o carro e as flores são os possíveis ou os disponíveis. Bem diferente do prometido. Quando o contratante não é falecido, o problema é maior, pois sabe normalmente dos seus direitos básicos, ou seja, percebe a falha no cumprimento dos serviços contratados.

Quem sofre neste momento é a empresa prestadora do serviço, quem esta a frente desta relação, a FUNERÁRIA, que recebe autorização para execução do serviço conforme “combinado”, que por motivos obscuros não aparece na autorização.

Ao receber tal autorização e buscando o atendimento as empresas funerárias, baixam a qualidade das flores, urnas, o número de funcionários... A fabrica de urnas buscando diminuir os custos de fabricação passa a comprar pregos e grampos mais simples, madeira mais fina ou de qualidade inferior, alças de material inferior... e assim vai...

Ao utilizar o material durante o transporte no cemitério cai a urna por quebrar a alça, a urna abre e o corpo fica exposto...

Fato infelizmente não é fictício, ocorre com freqüência no Brasil, a família busca indenização da funerária, a funerária da fábrica, a fábrica aciona o fabricante de alças e ai vai. Mas a seguradora, que contratou a assistência, que repassou a terceiros e que por sua vez contratou outro...

A pergunta é: as companhias de seguro buscam este tipo de relação comercial com seus clientes, ou buscam honrar os contratos, entregando o que promete.

Tá na hora dos consumidores de seguros, os corretores, as companhias, as plataformas, as funerárias, a mudarem a forma de trabalhar, pois da forma que vem ocorrendo chegará o tempo em que as urnas entregues serão caixas de maçã usadas, sem preparação dos corpos, e o transporte se dará em carroça puxadas por pessoas, tudo em nome do ganho sem critério.
Imagine o que poderá ocorrer após a implantação do microseguro!?!
Passa pela mobilização de todos a mudança destas pratica.

Saúde e Paz
Paulo Coelho

domingo, 14 de março de 2010

Veículo Fúnebre Guinchado com cadáver dentro em NY

FONTE: G1 -
Nova York, 12 mar (EFE).- Um guincho da Prefeitura de Nova York recolheu um carro funerário com um cadáver dentro, levando o motorista do veículo a brigar com as autoridades pela multa recebida por estacionar em local proibido no centro de Manhattan, informou hoje o site do jornal "Daily News".


O motorista e diretor da funerária responsável pelo incidente, Paul DeNigris, explicou que parou em uma zona de estacionamento proibido em frente ao seu estabelecimento porque precisava recolher alguns documentos. Suando saiu, minutos depois, viu que seu carro tinha desaparecido e quase teve um infarto.

DeNigris se dispôs a levar o caixão em seu carro até o aeroporto de Newark, no estado de Nova Jersey, de onde seguiria rumo a Miami para ser incinerado.

A Polícia de Nova York assegurou, no entanto, que o veículo não ficou parado na área proibida por apenas alguns minutos, como assegura o diretor da funerária, mas por mais de três horas.

O guincho municipal levou o veículo para um depósito. O carro ficou lá por mais de 90 minutos sem que ninguém reparasse que havia um caixão em seu interior.

Em respeito ao morto, o reboque municipal decidiu não cobrar a taxa habitual de US$ 185 necessária para recuperar veículos.

O chefe adjunto da Polícia nova-iorquina, Paul Browne, declarou que, quando os agentes encontraram o veículo e chamaram o guincho, "não havia nada que indicasse que era algo mais do que um simples carro estacionado ilegalmente".

DeNigris, por sua vez, admitiu que o veículo funerário estava identificado por um letreiro que caiu. Ele afirma que, após a experiência, porá novas identificações na parte traseira e nas laterais.

Agora o motorista desorientado enfrentará as autoridades nova-iorquinas para não pagar a multa de US$ 115 por estacionar em local proibido com o argumento de que veículos funerários não deveriam estar sujeitos às mesmas normas para carros de passeio normais.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Dia internacional da Mulher


Mãe, filha, esposa, companheira, cúmplice, parceira, ou complexamente MULHER!!!

Protetora por natureza, brava por necessidade, professora por vocação, empreendedora por visão, esta é a mulher de sempre e hoje totalmente atualizada, conquistando cada dia mais espaço na sociedade machista, mostrando seu valor de orientadora, gestora e líder.

A mulher do passado que tinha como objetivo de vida, imposto pela sociedade, saber das lides domestica para casar-se bem, lutou muito para conquistar espaço, onde a tripla jornada fazia e ainda faz parte de sua vida, trabalho fora, cuidar da casa e cuidar dos filhos, alem claro do marido claro.

Com a evolução da humanidade, e a conquista de espaço pela mulher, trouxe também a melhor relação do homem em casa quanto aos afazeres do lar, derrubando o machismo que tratava os serviços domésticos como algo de segunda importância e feitos apenas por mulheres, tendo em vista que o trabalho externo passou a ser feito também por mulheres e com isso contribuindo para o orçamento domestico. A democratização do lar trouxe mais comprometimento a casa, hoje muitas mulheres são as provedoras de seus lares e os maridos cuidam dos filhos e da casa, sem demérito algum.

Mulheres a frente de empresas são tão capazes quanto os homens e isso é fato, mulheres conduzem veículos melhor que homens, prova disto que seguradorass oferecem valores menores para os veículos conduzidos por “elas”.

No segmento funerário, temos muitas mulheres à frente das empresas funerárias, também como Tanatopraxistas e como líderes de suas regiões, o que nos orgulha muito, pela capacidade e dedicação que estas profissionais desenvolvem em seu trabalho, mostrando que é possível ser competente sem perder a delicadeza que é peculiar a este ser iluminado.

Não sei quando o mundo será dominado por elas, mas tenho a nítida impressão que quando isso acontecer de direito, pois de fato o é, se tornará um lugar mais harmonioso, fraterno e feliz para se viver.

Parabéns a todas as mulheres que fazem mais bela e doce a nossa vida.

Saúde e Paz

Paulo Coelho

sexta-feira, 5 de março de 2010

FUNERÁRIAS SERÃO MULTADAS POR ABORDAGEM EM HOSPITAIS

Lei regulamentará distância mínima de 500 metros das casas de saúde.
Ver uma pessoa arrasada, chorando em frente a algum hospital dá a impressão de que ali, naquele momento, alguém morreu. Em Canoas, cidade limitrofe a Porto Alegre, esse comportamento representa uma permissão. É o sinal verde para o lobby das funerárias. Para preservar a integridade do cidadão e regulamentar o serviço, a prefeitura prepara lei que obriga os conhecidos papa-defuntos a manter distância de 500 metros das instituições de saúde, caso contrário, serão multados.Segundo a secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Simone Leite, a proposta, que será encaminhada nos próximos dias à Procuradoria Geral do Município (PGM), determinará regras, sujeitas a fiscalização e multas. Uma delas propõe o afastamento mínimo de 500 metros dos hospitais, valendo para abordagem de clientes, para a sede da funerária e para os veículos. Apenas será permitida a aproximação para o deslocamento do corpo.– Existe uma lei de 1978, mas está defasada. Com a aprovação da nova legislação, equipes da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e da Vigilância Sanitária fiscalizarão o cumprimento das normas – afirma Simone.O último acordo entre as 18 empresas do setor, em prática há quatro anos, estabelece que cada uma delas tenha direito a 12 horas de plantão no Hospital Nossa Senhora das Graças e mais 12 horas no Hospital de Pronto Socorro. Para o proprietário de uma funerária, que trabalha há mais de 25 anos na cidade, Irajá Cardoso, essa prática de rodízio é comum devido ao crescimento do ramo. Ele acredita que seria necessário uma melhor seleção das funerárias:– A concorrência é grande. Também achamos chato a abordagem, mas ninguém é obrigado a aceitar. Aliás, os plantões nem dão resultado. Faz dois meses que não consigo um cliente no rodízio.- Capital é um exemploO presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Prestação de Serviços Funerários do Estado, Luiz Brum, reprova os plantões em hospitais e diz que o fato também ocorre em outras cidades. Brum cita Porto Alegre como modelo a ser seguido. Na Capital, há mais de 10 anos, a Central de Atendimento Funerário orienta sobre valores e empresas disponíveis no setor. Ele considera excessivo o número de funerárias canoenses e aconselha maior rigor na entrada de novas empresas.Simone afirma que o Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico (Comude) sugeriu um limite de estabelecimentos. A ideia está em análise.Segundo o presidente do Comude, Francisco Biazus, outra sugestão é a realização de revezamento entre as funerárias no atendimento à população de baixa renda que recebe o auxílio-funeral. Atualmente, a prefeitura, por meio de licitação, contrata uma única empresa. Por mês, são concedidos cerca de 30 benefícios.
Fonte: Zero Hora / SABRINA CORRÊA ESPECIAL

Mais uma vez vamos assistir de braços cruzados?
Necessitamos ser proativos, como estamos dizendo neste blog ao longo do tempo, não podemos perder oportunidades.
Outra lei será criada sem que os representantes legais da categoria estejam inseridos na discução, as empresas funerárias deveriam ter sido convocadas para reunião na entidade de classe que escutaria as reivindicações, proporia ajustes e levaria a prefeitura a visão de quem conhece o mercado e suas peculiaridades. Ao propor mais rigor a entrada de novas empresas esta se dizendo que pode entrar num mercado já saturado com 18 funerárias e população próxima a 330 mil habitantes, mais empresas funerárias desde que tenha critério, isso esta equivocado, as empresas que estão atuando devem mostrar-se aptas a permanecer, sendo garantido, desde que comprovem estrutura mínima, mas novas empresas, apenas se as atuais não tiverem condições de permanecer, e ao cair ao número mínimo estabelecido pelo poder concedente, que é muito diferente da posição defendida.
Quanto a abordagem ou agenciamento, punir empresas é uma forma de coibir, mas se não houver ferramentas adequadas para evitar que empresas multadas fechem e tornem a ser abertas com outros nomes de nada valerá.
Temos que ampliar a visão, buscando não medidas paliativas para o problema, o que a população necessita é medidas que garantam a modificação do Cenário de forma definitiva. Empresas que descumpram a lei sejam punidas e as empresas que trabalharem de forma adequada possam crescer com segurança.
O mercado uma vez fechado irá se depurar, permanecendo os melhores, e com isso não digo que apenas os grandes, mas sim os mais eficazes, aqueles que jogam utilizando a regra, ou seja a legislação, que possam investir em seu negócio sabendo que a concorrência será leal, sem atravessamento de serviços, compra de funcionários de hospitais e outros colaboradores.
A municipalidade pode ganhar, ou melhor, deixar de perder, trocando o fechamento de mercado pelo serviço assistencial do carente e maior arrecadação de tributos.
Não é necessário inventar a roda, ela já existe, basta adequá-la a realidade local.

Saúde e Paz

Paulo Coelho

Solidariedade

História recebida por e-mail como real

Fazer valer a vida!

Ricardinho não agüentou o cheiro bom do pão e falou:
- Pai, tô com fome!!!

O pai, Agenor , sem ter um tostão no bolso, caminhando desde muito cedo em busca de um trabalho, olha com os olhos marejados para o filho e pede mais um pouco de paciência...

- Mas pai, desde ontem não comemos nada, eu tô com muita fome, pai!!! Envergonhado, triste e humilhado em seu coração de pai, Agenor pede para o filho aguardar na calçada enquanto entra na padaria a sua frente.. Ao entrar dirige-se a um homem no balcão:

- Meu senhor, estou com meu filho de apenas 6 anos na porta, com muita fome, não tenho nenhum tostão, pois sai cedo para buscar um emprego e nada encontrei, eu lhe peço que em nome de Jesus me forneça um pão para que eu possa matar a fome desse menino, em troca posso varrer o chão de seu estabelecimento, lavar os pratos e copos, ou outro serviço que o senhor precisar!!!

Amaro , o dono da padaria estranha aquele homem de semblante calmo e sofrido, pedir comida em troca de trabalho e pede para que ele chame o filho... Agenor pega o filho pela mão e apresenta-o a Amaro, que imediatamente pede que os dois sentem-se junto ao balcão, onde manda servir dois pratos de comida do famoso PF (Prato Feito) - arroz, feijão, bife e ovo... Para Ricardinho era um sonho, comer após tantas horas na rua... Para Agenor , uma dor a mais, já que comer aquela comida maravilhosa fazia-o lembrar-se da esposa e mais dois filhos que ficaram em casa apenas com um punhado de fubá.. Grossas lágrimas desciam dos seus olhos já na primeira garfada... A satisfação de ver seu filho devorando aquele prato simples como se fosse um manjar dos deuses, e lembrança de sua pequena família em casa, foi demais para seu coração tão cansado de mais de 2 anos de desemprego, humilhações e necessidades... Amaro se aproxima de Agenor e percebendo a sua emoção, brinca para relaxar:

- Ô Maria!!! Sua comida deve estar muito ruim... Olha o meu amigo está até chorando de tristeza desse bife, será que é sola de sapato?!?!

Imediatamente, Agenor sorri e diz que nunca comeu comida tão apetitosa, e que agradecia a Deus por ter esse prazer...Amaro pede então que ele sossegue seu coração, que almoçasse em paz e depois conversariam sobre trabalho... Mais confiante, Agenor enxuga as lágrimas e começa a almoçar, já que sua fome já estava nas costas... Após o almoço, Amaro convida Agenor para uma conversa nos fundos da padaria, onde havia um pequeno escritório... Agenor conta então que há mais de 2 anos havia perdido o emprego e desde então, sem uma especialidade profissional, sem estudos, ele estava vivendo depequenos 'biscates aqui e acolá', mas que há 2 meses não recebia nada... Amaro resolve então contratar Agenor para serviços gerais na padaria, e penalizado, faz para o homem uma cesta básica com alimentos para pelo menos 15 dias... Agenor com lágrimas nos olhos agradece a confiança daquele homem e marca para o dia seguinte seu início no trabalho.... Ao chegar em casa com toda aquela 'fartura', Agenor é um novo homem sentia esperanças, sentia que sua vida iria tomar novo impulso...Deus estava lhe abrindo mais do que uma porta, era toda uma esperança de dias melhores... No dia seguinte, às 5 da manhã, Agenor estava na porta da padaria ansioso para iniciar seu novo trabalho... Amaro chega logo em seguida e sorri para aquele homem que nem ele sabia porque estava ajudando... Tinham a mesma idade, 32 anos, e histórias diferentes, mas algo dentro delechamava-o para ajudar aquela pessoa... E, ele não se enganou - durante um ano, Agenor foi o mais dedicado trabalhador daquele estabelecimento, sempre honesto e extremamente zeloso com seus deveres... Um dia, Amaro chama Agenor para uma conversa e fala da escola que abriu vagas para a alfabetização de adultos um quarteirão acima da padaria, e que ele fazia questão que Agenor fosse estudar... Agenor nunca esqueceu seu primeiro dia de aula: a mão trêmula nas primeiras letras e a emoção da primeira carta... Doze anos se passam desde aquele primeiro dia de aula...Vamos encontrar o Dr. Agenor Baptista de Medeiros , advogado, abrindo seu escritório para seu cliente, e depois outro, e depois mais outro... Ao meio dia ele desce para um café na padaria do amigo Amaro, que fica impressionado em ver o 'antigo funcionário' tão elegante em seu primeiro terno... Mais dez anos se passam, e agora o Dr. Agenor Baptista, já com uma clientela que mistura os mais necessitados que não podem pagar, e os mais abastados que o pagam muito bem, resolve criar uma Instituição que oferece aos desvalidos da sorte, que andam pelas ruas, pessoas desempregadas e carentes de todos os tipos, um prato de comida diariamente na hora do almoço... Mais de 200 refeições são servidas diariamente naquele lugar que é administrado pelo seu filho , o agora nutricionista Ricardo Baptista... Tudo mudou, tudo passou, mas a amizade daqueles dois homens, Amaro e Agenor impressionava a todos que conheciam um pouco da história de cada um.... Contam que aos 82 anos os dois faleceram no mesmo dia, quase que a mesma hora, morrendo placidamente com um sorriso de dever cumprido... Ricardinho , o filho mandou gravar na frente da 'Casa do Caminho', que seu pai fundou com tanto carinho: 'Um dia eu tive fome, e você me alimentou. Um dia eu estava sem esperanças e você me deu um caminho. Um dia acordei sozinho, e você me deu Deus, e isso não tem preço. Que Deus habite em seu coração e alimente sua alma. E, que te sobre o pão da misericórdia para estender a quem precisar!!!'
" Comece fazendo o necessário, depois o que é possível, e muito em breve estará fazendo o impossível."

Saúde e Paz

Paulo Coelho

quinta-feira, 4 de março de 2010

Arqueólogos encontram câmara funerária de rainha do Egito



Fonte: EFE e Fonte: Terra 03/03/10
03 de março de 2010 • 13h26
Uma missão arqueológica francesa descobriu a câmara funerária da rainha Behenu na região histórica de Sagara, 25 quilômetros ao sul do Cairo. Segundo os pesquisadores, a rainha era pertencente à VI dinastia que aconteceu do ano 2374 ao ano 2192 a.C. As informações são da agência EFE.
A câmara funerária foi encontrada durante os trabalhos de limpeza da Pirâmide de Behenu que fica nas proximidades da pirâmide do rei Pepi I, que pode ter sido o marido da rainha.

Os mestres do embalsamamento, aliado ao clima propicio, conseguem alcançar o objetivo de manter intactas as múmias de pessoas importantes. Tendo como principal objetivo preservar o corpo para o alem morte, até que fosse chegado o tempo para a volta a vida, os sacerdotes do antigo Egito eram patrocinados, preparados e idolatrados a fim de adquirir conhecimento e no momento da partida de um membro importante do império, este mostraria toda sua capacidade.
O objetivo da Tanatopraxia não é o mesmo que o das mumificações, que visava preservar o corpo e órgão por todo tempo necessário, mas sim de garantir a segurança das pessoas que venham a participar dos atos de despedida, sem que levem para suas casas nada alem da lembrança e saudade daquele que partiu, deixando doenças e patologias distante de suas famílias; outro importante objetivo da Tanatopraxia esta na possibilidade de devolver a pessoa falecida apresentação mais serena, evitando extravasamentos de líquidos corpóreos, inchaço entre outros problemas decorrentes do óbito e da natural decomposição da matéria orgânica, permitindo que após alguns dias o processo de decomposição ocorra de forma natural sem o efeito de putrefação, mas sim de desidratação, diminuindo drasticamente o impacto ambiental oriundo desta decomposição.
Os Tanatopraxistas da atualidade são, guardando as devidas proporções, os sacerdotes do antigo Egito, manipulando corpos com afinco e honra para o bem da sociedade.
Saúde e Paz


Paulo Coelho

quarta-feira, 3 de março de 2010

Parcelamento do DPVAT


Agência Senado
O pagamento do Seguro Obrigatório para Cobertura de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre - o conhecido DPVAT - pode passar a ser feito de forma parcelada por todos os proprietários de veículos. É o que prevê projeto aprovado nesta terça-feira (2) pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).De iniciativa do senador Renato Casagrande (PSB-ES), a matéria (PLS 437/08) recebeu decisão terminativa no colegiado.
Para Casagrande, devem ser asseguradas para o pagamento do seguro obrigatório as mesmas facilidades oferecidas para a quitação do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), inclusive quanto ao número de parcelas. Ele lembra que a cobrança do seguro em parcela única é feita no mesmo momento em que é cobrado o IPVA, onerando o orçamento familiar no período do ano em que as pessoas estão envolvidas com obrigações como matrículas escolares e pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).
Apresentado pelo senador Antonio Carlos Junior (DEM-BA), o relatório elaborado por Pedro Simon (PMDB-RS) destaca que normas disciplinadoras do DPVAT já autorizam o parcelamento, mas apenas para proprietários de veículos das categorias 3 e 4, que abrangem ônibus, microônibus e lotações. O entendimento, no entanto, é de que o direito deve valer para todos e que, por garantia, a medida deve constar de lei. A ideia é permitir a todos uma distribuição mais adequada dos pagamentos de suas obrigações ao longo do ano.
Na votação, os senadores acolheram também uma emenda de relator, com a finalidade de fixar o início de vigência da lei em seis meses após sua publicação. O argumento é de que esse intervalo facilitará a aplicabilidade da lei.
O DPVAT prevê o pagamento de indenizações por danos causados pelos carros ou por sua carga a pessoas que estavam ou não sendo transportadas nos veículos. Em caso de acidente, as situações indenizadas são morte ou invalidez permanente e, sob a forma de reembolso, despesas comprovadas com atendimento médico-hospitalar. No site oficial do DPVAT, consta que os valores atualmente pagos são: em caso de morte, R$ 13,5 mil; invalidez permanente, até R$ 13,5 mil; e reembolso por despesas médico-hospitalares, até R$ 2,7 mil.

"Questionamos se a medida de parcelamento é a melhor solução, ou seria buscar ferramentas adequadas para diminuir as fraldes existentes no sistema e desta forma diminuindo o valor cobrado pelo prêmio?"

Saúde e Paz

Paulo Coelho

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Anúbis no Egito










Dentro da nova proposta do Blog, quero compartilhar com você, amigo leitor, um pouco de história, possibilitando aos que desconhecem iniciar na fantástica lenda que trata sobre este trabalho de preparação de corpos, que sendo tão importante era designado a um deus para executá-lo; para aqueles que já conhecem, vale apena relembrar e instigar novas pesquisas e descobertas.
Anúbis no Egito
Anúbis é filho de uma união extraconjugal entre Nephtys e Osíris, onde a primeira, esposa do terrível deus Set, faz-se passar por Ísis, a verdadeira esposa de Osíris para poder desfrutar de seu amor incondicional. Temendo a vingança cruel de Seth ao descobrir sobre sua gravidez, Néftis, também mãe de Sebek (o deus com cabeça de crocodilo) esconde o bebê Anúbis em um pântano, onde mais tarde Ísis, sua tia, o encontra e cria longe do alcance maléfico de seu tio Seth.
Anúbis então crescido adquire inúmeras tarefas como deus da morte e do submundo, e todos seus aspectos relacionados, como o julgamento, ritos de passagem e as tarefas de embalsamamento. Mais tarde, com a morte de Osíris por seu tio Seth, após Ísis e Néftis terem reunido os pedaços esquartejados de Osíris Anúbis se voluntaria para trazê-lo de volta a “vida”, através das práticas de mumificação e de seu infinito conhecimento sobre a pós-vida, tendo sido assim criada a primeira múmia do Egito e do mundo.
Após este ato Osíris, que originalmente era um deus da agricultura, por seu status morto-vivo e seu status de divindade maior, “usurpa” então os aspectos de Anúbis, de deus da morte e do submundo. Anúbis então passa a se dedicar aos outros aspectos relacionados a Morte. Ele passaria a guiar as almas através do submundo, até os salões do julgamento, onde ele também pesaria o coração da alma contra a pena de Maat, a deusa da justiça, do equilíbrio e da verdade, em um tribunal presidido por Osíris, Toth e perante 42 deuses menores, cada um incumbido de julgar uma das 42 confissões que a alma deveria fazer.
Também era o patrono da cidade de Cinópolis, o patrono dos embalsamares e dos conhecimentos obscuros.
Anúbis fora do Egito
Após as invasões Gregas em 332a.c. e Romanas em 31a.c., onde apenas um ano mais tarde o Egito tornaria-se um estado vassalo de Roma, muitos de seus deuses foram "exportados", entre eles Ísis, Toth e Anúbis, que mais tarde, formaria junto com Hermes um híbrido conhecido como Hermanúbis. E as mumificações e necrópoles tornaram-se muito mais populares e espalhadas pelos impérios Grego e Romano, até hoje surpreendendo arqueólogos com seu estilo diferenciado.
O CHACAL, ANIMAL que tem o hábito de desenterrar ossos, de forma paradoxal representava para os egípcios o deus Anúbis, justamente a divindade considerada a guardiã fiel dos túmulos e patrono do embalsamamento. Em algumas versões da lenda ele aparece como filho do deus Seth com sua esposa Néftis. Entretanto, a versão mais comum é a de que ele é filho de Osíris, que se uniu com Néftis por tê-la confundido com sua esposa Ísis. Quando esta última deusa veio a saber do nascimento da criança começou a procurá-la. Néftis, por temor a Seth, escondeu-a logo após o parto. Guiada por cães, Ísis encontrou o recém--nascido depois de grandes e difíceis penas e encarregou-se de alimentá-lo e Anúbis se converteu em seu acompanhante e guardião. Dizia-se que estava destinado a guardar os deuses, assim como os cães guardam aos homens. No alto da página vemos o chacal envernizado, com garras de prata, que guardava a múmia de Tutankhamon (c. 1333 a 1323 a.C.). Na ilustração acima, um detalhe da dança marcial de três Anúbis na tumba do artífice Inherka, em Deir el-Medina.
REPRESENTADO POR UM CHACAL ou por um cão deitado, ou ainda pela figura de um homem com cabeça de chacal ou de cão, o deus Anúbis (Anpu em egípcio) era o embalsamador divino e um dos responsáveis pelo julgamento dos mortos no além-túmulo. No reino dos mortos, na forma de um homem com cabeça de chacal, ele era o juiz que, após uma série de provas por que passava o defunto, dizia se este era justo e merecia ser bem recebido no além túmulo ou se, ao contrário, seria devorado por um terrível monstro. Anúbis tinha seu centro de culto em Cinópolis, cidade do Alto Egito e recebia títulos exóticos como, por exemplo, morador na câmara de embalsamamento, governador da sala do deus ou senhor das colinas do oeste.
O DEFUNTO, TRAJANDO UM VESTIDO DE LINHO, era introduzido por Anúbis no grande recinto onde o julgamento seria realizado. Saudava, então, a todos os deuses presentes. Depois, pronunciava uma longa declaração de inocência formada por frases negativas:

Não pratiquei pecados contra os homens.Não maltratei os meus parentes.Não obriguei ninguém a trabalhar além do que era legítimo.Não deixei de pagar minhas dívidas.Não insultei os deuses.Não fui a causa dos maltratos de um senhor ao seu escravo.Não pratiquei enganos com o peso da minha balança.Não causei a fome de ninguém.Não fiz ninguém chorar.Não matei ninguém.Não pratiquei fraudes na medição dos campos.Não subtrai o leite da boca das crianças.

E assim por diante, alegando que tinha vivido sempre à altura dos padrões de conduta impostos pelos homens e pelos deuses.
ENQUANTO O MORTO FAZIA SUA DECLARAÇÃO, Anúbis ajoelhava-se junto a uma grande balança colocada no meio do salão e ajustava o fiel com uma das mãos, ao mesmo tempo em que segurava o prato direito com a outra. O coração do finado era colocado num dos pratos e, no outro, uma pena, símbolo de Maat, a deusa verdade. O coração humano era considerado pelos egípcios a sede da consciência.A figura acima, de um papiro do Livro dos Mortos, da XVIII dinastia, conservado no Museu de Turim, ilustra bem essa cena. Aqui podemos ver Anúbis pesando o coração de uma sacerdotisa. O órgão foi posto no prato da esquerda, enquanto que no prato da direita está uma figura que representa a verdade. No alto da balança o deus Thoth, tendo a aparência de um babuíno, anota o resultado. Também podemos ver uma mesa com oferenda de um quarto de carne.
É CLARO QUE SEMPRE HAVIA A POSSIBILIDADE, ainda que remota, do coração desmentir o seu dono e falar mal dele. Contra tal perigo foi composta a invocação que se lê no Capítulo XXX do Livro dos Mortos:

Ó meu coração, minha mãe; ó meu coração, minha mãe! Ó meu coração de minha existência sobre a terra. Nada se erga em oposição a mim no julgamento perante os senhores do tribunal; não se diga de mim nem do que eu tenho feito, "Ele praticou atos contra o justo e o verdadeiro"; nada se volte contra mim na presença do grande deus, senhor de Amentet. Homenagem a ti, ó meu coração! Homenagem a ti, ó meu coração! Homenagem a vós, ó meus rins! Homenagem a vós, ó deuses que assistis nas divinas nuvens, e sois exaltados (ou sagrados) graças aos vossos cetros! Falai [por mim] coisas justas a Rá, e fazei que eu prospere diante de Neebca. E contemplai-me, ainda que eu esteja preso à terra nas suas partes mais íntimas, consenti que eu permaneça sobre ela e não me deixeis morrer em Amentet, mas me torne uma Alma Imortal dentro dela.


ASSIM, AO SER PESADO O coração contra a verdade, verificava-se a exatidâo dos protestos de inocência do defunto. Como as negativas vinham de seus próprios lábios, ele seria julgado pelo confronto com o seu próprio coração na balança. Se este se igualasse com a verdade, tudo correria bem e o defunto seria bem-vindo no além-túmulo; caso contrário, o morto estaria cheio de pecados e, então, seria comido por um terrível monstro: Ammut, o devorador dos mortos, visto aqui em um detalhe do papiro do Livro dos Mortos do escriba Ani. Felizmente, os papiros sugerem que o morto em juízo era sempre absolvido. O tal monstro devia passar fome.
Fonte:www.fascinioegito.sh06.com
Blog angie box

Saúde e Paz

Paulo Coelho

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Mudando o Estilo do Blog

O ano iniciou no dia 1º de janeiro, mesmo com a retomada do crescimento, o que modificou um pouco o panorama do Brasil, ainda vale a máxima que apenas após o carnaval é que o ano de fato se inicia, assim para podermos colocar em pratica todos os projetos para 2010 segue um vídeo do Sistema FECOMÉRCIO-RS, apontando para cenário político, Rodrigo Giacomet -Cientista Político desta casa, comenta sobre as eleições deste ano, e traça comparativos dos últimos governos.
Passaremos neste espaço, tratar de temas relacionados a política, como neste vídeo, economia e ainda sobre questões gerais do segmento funerário.
Tendo em vista que nem só de falecimentos vivem os agentes e diretores funerários, buscaremos de forma mais ampla divulgar informações que de alguma forma afetem nossas vidas, de forma mais agradável possível, mesmo quando o assunto for delicado, como corrupção no meio fúnebre.
Destacaremos as boas iniciativas do mercado, sejam provenientes de funerárias, crematórios, cemitérios tanto públicos e privados, fornecedores, parceiros do setor, alem de notícias de relevância nacional e até mesmo internacional.
A participação dos nossos leitores é fundamental para que possamos avaliar o tipo de noticia que estamos vinculando, assim os comentários serão sempre bem vindos, inclusive ou principalmente as críticas.
Acompanhem, indiquem, participem.
Saúde e Paz
Paulo Coelho
O video tem quatro minutos, caso não consiga visualizar na integra acesse: http://videoteca.fecomercio-rs.org.br/?acao=exibe&idvideo=69&idautor=2

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

A Fragiliade

Foto: google- imagens - corrupção

A fragilidade
Há duas semanas o setor funerário esta em evidencia nos meios de comunicação, da forma mais negativa possível, vinculado a escândalos de impostos e associação ao tráfico de drogas.
Da mesma forma que poucos políticos fazem com que todos se sejam chamados de corruptos; como alguns postos de combustíveis transformam toda a rede em adulteradores de combustível; ou determinados funcionários públicos que prevaricam afetam a imagem de todos os demais por sua incompetência ou negligencia no cumprimento de suas atribuições; exemplos como estes temos em todas as representatividades da sociedade, não poderia ser diferente com empresas funerárias, onde meia dúzia não muito mais que esse número, consegue transformar todos em marginais.
É comum a generalização, se um faz normalmente entendemos que todos fazem, assim é a sociedade, mas necessitamos observar melhor para não cometermos injustiças. Falo em especial dos dois casos envolvendo empresas de serviços funerários onde no primeiro caso foi encontrado blocos de notas fiscais com valores previamente preenchidos, mostrando que havia sérios indícios de irregularidades fiscais, o outro caso envolvendo atestado de óbito de traficante do Rio de Janeiro.
Para entendermos estes casos sem buscar justificar o injustificável, é necessário que seja aberta certas questões que podem no futuro corrigir estas.
Inicio questionando como pode empresas que prestam serviços essenciais e caráter público trabalhar sem controle eficaz por parte do município, ou seja, trabalham como se fosse serviço de livre concorrência, onde o poder publico municipal que deve fiscalizá-lo emite alvará como se fosse para boteco que vende cachaça na esquina sem ofender estes estabelecimentos que cumprem seu papel na sociedade, como se não estivéssemos falando em saúde publica, como se fosse possível fazer promoções para atrair clientes, do tipo compre um e leve dois, onde não é considerado o numero estático de óbitos e o empobrecimento da comunidade que cada dia opta por serviços mais simples com valores mais baixos ou ainda pela assistência social.
No passado já tivemos o “Anjo da Morte”, no mesmo Rio de Janeiro, onde o enfermeiro antecipava os óbitos para que pudesse receber os valores das empresas funerárias que o patrocinavam, ou ainda médicos que vendiam Declarações de Óbito, caso comum em todo território nacional, sem ver o paciente, quando não acontece da empresa ter o óbito já assinado aguardando o cliente. Estes fatos que são feitos por marginais, pois esta é a forma correta de denominá-los e não como empresários ou Diretores Funerários, ocorrem apenas por negligencia do setor publico que abre de forma desorganizada para que cada dia novas empresas funerárias se instalem nos municípios, sem levar em conta número de habitantes, número de óbitos na localidade, poder aquisitivo da região, existência ou não de hospitais entre outros fatores relevantes e infra-estrutura de tais empreendimentos. Talvez pensem os Prefeitos “ quantos mais empresas melhor por haver mais arrecadação”, mas lamentavelmente o que se esta produzindo é justamente o contrario, menos emprego, pois os proprietários irão trabalhar sozinhos pela divisão do mercado e número de óbitos estáticos, aumento da informalidade no setor, possíveis associação a negociatas em hospitais na busca da sobrevivência alem da sonegação fiscal, que é um dos primeiro reflexos de excesso de empresas.
Pode o Município tranquilamente convidar as empresas funerárias existentes e instaladas no município a participarem de processo de concorrência com dispensa de licitação, preservando as empresas locais e os costumes da comunidade, onde a cidade vai ter qualidade no serviço, preços justos e controlados, redução nas despesas com os carentes, eliminar a corrupção em IML´s, Hospitais entre outros locais onde ocorrem estes problemas, alem de aumentar consideravelmente a arrecadação deste segmento.
Já temos diversos Municipio trabalhando com este tipo de Legislação, onde o cidadão é respeitado e os empresários podem investir sem risco de perder tudo para aventureiros.
No caso especifico do traficante é necessário apuração dos fatos, para saber até que ponto houve cumplicidade da empresa, tendo em vista que a contratação de serviço sem velório ocorre comumente, a família ter a Declaração de Óbito e chegar à empresa com este documento é normal, mesmo sendo morte em domicilio. Cabe verificar onde foi buscado o cadáver uma vez que o local do óbito estava como sendo a delegacia de policia, caso não foi buscar neste local, cabe explicação. A condenação antecipada é fato perigoso, a final todos merecem o direito constitucional da ampla e irrestrita defesa. Por outro lado havendo a comprovação do envolvimento, deve o poder publico banir tanto a empresa quanto os diretores e gerente do segmento funerário.
Uma morte deve ser tratada como um ato jurídico acima de tudo, onde há desdobramentos que afetam a vida de muitas pessoas e do Estado, por isso entendo que todas as empresas funerárias brasileiras deveriam constar num cadastro federal semelhante ao que existe com as farmácias, devendo haver um responsável técnico pela empresa alem do termo de permissão pelo município.
Não podemos esquecer que realizamos translados intermunicipais, Interestaduais e internacionais, realizamos métodos invasivos como Tanatopraxia, registros em cartórios, casos envolvendo cremação e seguros de vida e DPVAT, todos estes procedimentos de alta complexidade e que necessitam serviços de profissionais especializados, éticos e idôneos.
Necessitamos modificar este panorama, cabe a todas as entidades contribuir para tal mudança e não ficar lamentando por ai, é necessário mudar isso em nossa casa, se em seu município ainda lhe debocham chamando de papa-defunto, de Zé do caixão entre outras formas pejorativas de rotular o agente funerário, é sinal que as atitudes estão erradas, é necessário mostrar respeito e exigir, para isso temos que ter atitudes diferentes das atuais, investir de forma séria e com objetivo de mostrar o valor do segmento funerário; não é possível que líderes em sua cidade ainda sejam taxados de lixo da sociedade, esta mudança cabe a cada agente ou diretor Funerário, através da capacidade de mostrar a importância deste serviço.
Devemos ser exemplos na sociedade, fazer parte, decidir o nosso futuro e dos demais, se envolver no que é relevante para o Município, ai iniciaremos a modificação da imagem publica e poderemos exigir do poder público respeito e reconhecimento, inclusive banindo estes que atualmente apenas denigrem uma classe tão importante e sem o merecido reconhecimento.
Saúde e Paz
Paulo Coelho