sexta-feira, 5 de março de 2010

FUNERÁRIAS SERÃO MULTADAS POR ABORDAGEM EM HOSPITAIS

Lei regulamentará distância mínima de 500 metros das casas de saúde.
Ver uma pessoa arrasada, chorando em frente a algum hospital dá a impressão de que ali, naquele momento, alguém morreu. Em Canoas, cidade limitrofe a Porto Alegre, esse comportamento representa uma permissão. É o sinal verde para o lobby das funerárias. Para preservar a integridade do cidadão e regulamentar o serviço, a prefeitura prepara lei que obriga os conhecidos papa-defuntos a manter distância de 500 metros das instituições de saúde, caso contrário, serão multados.Segundo a secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Simone Leite, a proposta, que será encaminhada nos próximos dias à Procuradoria Geral do Município (PGM), determinará regras, sujeitas a fiscalização e multas. Uma delas propõe o afastamento mínimo de 500 metros dos hospitais, valendo para abordagem de clientes, para a sede da funerária e para os veículos. Apenas será permitida a aproximação para o deslocamento do corpo.– Existe uma lei de 1978, mas está defasada. Com a aprovação da nova legislação, equipes da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e da Vigilância Sanitária fiscalizarão o cumprimento das normas – afirma Simone.O último acordo entre as 18 empresas do setor, em prática há quatro anos, estabelece que cada uma delas tenha direito a 12 horas de plantão no Hospital Nossa Senhora das Graças e mais 12 horas no Hospital de Pronto Socorro. Para o proprietário de uma funerária, que trabalha há mais de 25 anos na cidade, Irajá Cardoso, essa prática de rodízio é comum devido ao crescimento do ramo. Ele acredita que seria necessário uma melhor seleção das funerárias:– A concorrência é grande. Também achamos chato a abordagem, mas ninguém é obrigado a aceitar. Aliás, os plantões nem dão resultado. Faz dois meses que não consigo um cliente no rodízio.- Capital é um exemploO presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Prestação de Serviços Funerários do Estado, Luiz Brum, reprova os plantões em hospitais e diz que o fato também ocorre em outras cidades. Brum cita Porto Alegre como modelo a ser seguido. Na Capital, há mais de 10 anos, a Central de Atendimento Funerário orienta sobre valores e empresas disponíveis no setor. Ele considera excessivo o número de funerárias canoenses e aconselha maior rigor na entrada de novas empresas.Simone afirma que o Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico (Comude) sugeriu um limite de estabelecimentos. A ideia está em análise.Segundo o presidente do Comude, Francisco Biazus, outra sugestão é a realização de revezamento entre as funerárias no atendimento à população de baixa renda que recebe o auxílio-funeral. Atualmente, a prefeitura, por meio de licitação, contrata uma única empresa. Por mês, são concedidos cerca de 30 benefícios.
Fonte: Zero Hora / SABRINA CORRÊA ESPECIAL

Mais uma vez vamos assistir de braços cruzados?
Necessitamos ser proativos, como estamos dizendo neste blog ao longo do tempo, não podemos perder oportunidades.
Outra lei será criada sem que os representantes legais da categoria estejam inseridos na discução, as empresas funerárias deveriam ter sido convocadas para reunião na entidade de classe que escutaria as reivindicações, proporia ajustes e levaria a prefeitura a visão de quem conhece o mercado e suas peculiaridades. Ao propor mais rigor a entrada de novas empresas esta se dizendo que pode entrar num mercado já saturado com 18 funerárias e população próxima a 330 mil habitantes, mais empresas funerárias desde que tenha critério, isso esta equivocado, as empresas que estão atuando devem mostrar-se aptas a permanecer, sendo garantido, desde que comprovem estrutura mínima, mas novas empresas, apenas se as atuais não tiverem condições de permanecer, e ao cair ao número mínimo estabelecido pelo poder concedente, que é muito diferente da posição defendida.
Quanto a abordagem ou agenciamento, punir empresas é uma forma de coibir, mas se não houver ferramentas adequadas para evitar que empresas multadas fechem e tornem a ser abertas com outros nomes de nada valerá.
Temos que ampliar a visão, buscando não medidas paliativas para o problema, o que a população necessita é medidas que garantam a modificação do Cenário de forma definitiva. Empresas que descumpram a lei sejam punidas e as empresas que trabalharem de forma adequada possam crescer com segurança.
O mercado uma vez fechado irá se depurar, permanecendo os melhores, e com isso não digo que apenas os grandes, mas sim os mais eficazes, aqueles que jogam utilizando a regra, ou seja a legislação, que possam investir em seu negócio sabendo que a concorrência será leal, sem atravessamento de serviços, compra de funcionários de hospitais e outros colaboradores.
A municipalidade pode ganhar, ou melhor, deixar de perder, trocando o fechamento de mercado pelo serviço assistencial do carente e maior arrecadação de tributos.
Não é necessário inventar a roda, ela já existe, basta adequá-la a realidade local.

Saúde e Paz

Paulo Coelho

Solidariedade

História recebida por e-mail como real

Fazer valer a vida!

Ricardinho não agüentou o cheiro bom do pão e falou:
- Pai, tô com fome!!!

O pai, Agenor , sem ter um tostão no bolso, caminhando desde muito cedo em busca de um trabalho, olha com os olhos marejados para o filho e pede mais um pouco de paciência...

- Mas pai, desde ontem não comemos nada, eu tô com muita fome, pai!!! Envergonhado, triste e humilhado em seu coração de pai, Agenor pede para o filho aguardar na calçada enquanto entra na padaria a sua frente.. Ao entrar dirige-se a um homem no balcão:

- Meu senhor, estou com meu filho de apenas 6 anos na porta, com muita fome, não tenho nenhum tostão, pois sai cedo para buscar um emprego e nada encontrei, eu lhe peço que em nome de Jesus me forneça um pão para que eu possa matar a fome desse menino, em troca posso varrer o chão de seu estabelecimento, lavar os pratos e copos, ou outro serviço que o senhor precisar!!!

Amaro , o dono da padaria estranha aquele homem de semblante calmo e sofrido, pedir comida em troca de trabalho e pede para que ele chame o filho... Agenor pega o filho pela mão e apresenta-o a Amaro, que imediatamente pede que os dois sentem-se junto ao balcão, onde manda servir dois pratos de comida do famoso PF (Prato Feito) - arroz, feijão, bife e ovo... Para Ricardinho era um sonho, comer após tantas horas na rua... Para Agenor , uma dor a mais, já que comer aquela comida maravilhosa fazia-o lembrar-se da esposa e mais dois filhos que ficaram em casa apenas com um punhado de fubá.. Grossas lágrimas desciam dos seus olhos já na primeira garfada... A satisfação de ver seu filho devorando aquele prato simples como se fosse um manjar dos deuses, e lembrança de sua pequena família em casa, foi demais para seu coração tão cansado de mais de 2 anos de desemprego, humilhações e necessidades... Amaro se aproxima de Agenor e percebendo a sua emoção, brinca para relaxar:

- Ô Maria!!! Sua comida deve estar muito ruim... Olha o meu amigo está até chorando de tristeza desse bife, será que é sola de sapato?!?!

Imediatamente, Agenor sorri e diz que nunca comeu comida tão apetitosa, e que agradecia a Deus por ter esse prazer...Amaro pede então que ele sossegue seu coração, que almoçasse em paz e depois conversariam sobre trabalho... Mais confiante, Agenor enxuga as lágrimas e começa a almoçar, já que sua fome já estava nas costas... Após o almoço, Amaro convida Agenor para uma conversa nos fundos da padaria, onde havia um pequeno escritório... Agenor conta então que há mais de 2 anos havia perdido o emprego e desde então, sem uma especialidade profissional, sem estudos, ele estava vivendo depequenos 'biscates aqui e acolá', mas que há 2 meses não recebia nada... Amaro resolve então contratar Agenor para serviços gerais na padaria, e penalizado, faz para o homem uma cesta básica com alimentos para pelo menos 15 dias... Agenor com lágrimas nos olhos agradece a confiança daquele homem e marca para o dia seguinte seu início no trabalho.... Ao chegar em casa com toda aquela 'fartura', Agenor é um novo homem sentia esperanças, sentia que sua vida iria tomar novo impulso...Deus estava lhe abrindo mais do que uma porta, era toda uma esperança de dias melhores... No dia seguinte, às 5 da manhã, Agenor estava na porta da padaria ansioso para iniciar seu novo trabalho... Amaro chega logo em seguida e sorri para aquele homem que nem ele sabia porque estava ajudando... Tinham a mesma idade, 32 anos, e histórias diferentes, mas algo dentro delechamava-o para ajudar aquela pessoa... E, ele não se enganou - durante um ano, Agenor foi o mais dedicado trabalhador daquele estabelecimento, sempre honesto e extremamente zeloso com seus deveres... Um dia, Amaro chama Agenor para uma conversa e fala da escola que abriu vagas para a alfabetização de adultos um quarteirão acima da padaria, e que ele fazia questão que Agenor fosse estudar... Agenor nunca esqueceu seu primeiro dia de aula: a mão trêmula nas primeiras letras e a emoção da primeira carta... Doze anos se passam desde aquele primeiro dia de aula...Vamos encontrar o Dr. Agenor Baptista de Medeiros , advogado, abrindo seu escritório para seu cliente, e depois outro, e depois mais outro... Ao meio dia ele desce para um café na padaria do amigo Amaro, que fica impressionado em ver o 'antigo funcionário' tão elegante em seu primeiro terno... Mais dez anos se passam, e agora o Dr. Agenor Baptista, já com uma clientela que mistura os mais necessitados que não podem pagar, e os mais abastados que o pagam muito bem, resolve criar uma Instituição que oferece aos desvalidos da sorte, que andam pelas ruas, pessoas desempregadas e carentes de todos os tipos, um prato de comida diariamente na hora do almoço... Mais de 200 refeições são servidas diariamente naquele lugar que é administrado pelo seu filho , o agora nutricionista Ricardo Baptista... Tudo mudou, tudo passou, mas a amizade daqueles dois homens, Amaro e Agenor impressionava a todos que conheciam um pouco da história de cada um.... Contam que aos 82 anos os dois faleceram no mesmo dia, quase que a mesma hora, morrendo placidamente com um sorriso de dever cumprido... Ricardinho , o filho mandou gravar na frente da 'Casa do Caminho', que seu pai fundou com tanto carinho: 'Um dia eu tive fome, e você me alimentou. Um dia eu estava sem esperanças e você me deu um caminho. Um dia acordei sozinho, e você me deu Deus, e isso não tem preço. Que Deus habite em seu coração e alimente sua alma. E, que te sobre o pão da misericórdia para estender a quem precisar!!!'
" Comece fazendo o necessário, depois o que é possível, e muito em breve estará fazendo o impossível."

Saúde e Paz

Paulo Coelho

quinta-feira, 4 de março de 2010

Arqueólogos encontram câmara funerária de rainha do Egito



Fonte: EFE e Fonte: Terra 03/03/10
03 de março de 2010 • 13h26
Uma missão arqueológica francesa descobriu a câmara funerária da rainha Behenu na região histórica de Sagara, 25 quilômetros ao sul do Cairo. Segundo os pesquisadores, a rainha era pertencente à VI dinastia que aconteceu do ano 2374 ao ano 2192 a.C. As informações são da agência EFE.
A câmara funerária foi encontrada durante os trabalhos de limpeza da Pirâmide de Behenu que fica nas proximidades da pirâmide do rei Pepi I, que pode ter sido o marido da rainha.

Os mestres do embalsamamento, aliado ao clima propicio, conseguem alcançar o objetivo de manter intactas as múmias de pessoas importantes. Tendo como principal objetivo preservar o corpo para o alem morte, até que fosse chegado o tempo para a volta a vida, os sacerdotes do antigo Egito eram patrocinados, preparados e idolatrados a fim de adquirir conhecimento e no momento da partida de um membro importante do império, este mostraria toda sua capacidade.
O objetivo da Tanatopraxia não é o mesmo que o das mumificações, que visava preservar o corpo e órgão por todo tempo necessário, mas sim de garantir a segurança das pessoas que venham a participar dos atos de despedida, sem que levem para suas casas nada alem da lembrança e saudade daquele que partiu, deixando doenças e patologias distante de suas famílias; outro importante objetivo da Tanatopraxia esta na possibilidade de devolver a pessoa falecida apresentação mais serena, evitando extravasamentos de líquidos corpóreos, inchaço entre outros problemas decorrentes do óbito e da natural decomposição da matéria orgânica, permitindo que após alguns dias o processo de decomposição ocorra de forma natural sem o efeito de putrefação, mas sim de desidratação, diminuindo drasticamente o impacto ambiental oriundo desta decomposição.
Os Tanatopraxistas da atualidade são, guardando as devidas proporções, os sacerdotes do antigo Egito, manipulando corpos com afinco e honra para o bem da sociedade.
Saúde e Paz


Paulo Coelho

quarta-feira, 3 de março de 2010

Parcelamento do DPVAT


Agência Senado
O pagamento do Seguro Obrigatório para Cobertura de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre - o conhecido DPVAT - pode passar a ser feito de forma parcelada por todos os proprietários de veículos. É o que prevê projeto aprovado nesta terça-feira (2) pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).De iniciativa do senador Renato Casagrande (PSB-ES), a matéria (PLS 437/08) recebeu decisão terminativa no colegiado.
Para Casagrande, devem ser asseguradas para o pagamento do seguro obrigatório as mesmas facilidades oferecidas para a quitação do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), inclusive quanto ao número de parcelas. Ele lembra que a cobrança do seguro em parcela única é feita no mesmo momento em que é cobrado o IPVA, onerando o orçamento familiar no período do ano em que as pessoas estão envolvidas com obrigações como matrículas escolares e pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).
Apresentado pelo senador Antonio Carlos Junior (DEM-BA), o relatório elaborado por Pedro Simon (PMDB-RS) destaca que normas disciplinadoras do DPVAT já autorizam o parcelamento, mas apenas para proprietários de veículos das categorias 3 e 4, que abrangem ônibus, microônibus e lotações. O entendimento, no entanto, é de que o direito deve valer para todos e que, por garantia, a medida deve constar de lei. A ideia é permitir a todos uma distribuição mais adequada dos pagamentos de suas obrigações ao longo do ano.
Na votação, os senadores acolheram também uma emenda de relator, com a finalidade de fixar o início de vigência da lei em seis meses após sua publicação. O argumento é de que esse intervalo facilitará a aplicabilidade da lei.
O DPVAT prevê o pagamento de indenizações por danos causados pelos carros ou por sua carga a pessoas que estavam ou não sendo transportadas nos veículos. Em caso de acidente, as situações indenizadas são morte ou invalidez permanente e, sob a forma de reembolso, despesas comprovadas com atendimento médico-hospitalar. No site oficial do DPVAT, consta que os valores atualmente pagos são: em caso de morte, R$ 13,5 mil; invalidez permanente, até R$ 13,5 mil; e reembolso por despesas médico-hospitalares, até R$ 2,7 mil.

"Questionamos se a medida de parcelamento é a melhor solução, ou seria buscar ferramentas adequadas para diminuir as fraldes existentes no sistema e desta forma diminuindo o valor cobrado pelo prêmio?"

Saúde e Paz

Paulo Coelho

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Anúbis no Egito










Dentro da nova proposta do Blog, quero compartilhar com você, amigo leitor, um pouco de história, possibilitando aos que desconhecem iniciar na fantástica lenda que trata sobre este trabalho de preparação de corpos, que sendo tão importante era designado a um deus para executá-lo; para aqueles que já conhecem, vale apena relembrar e instigar novas pesquisas e descobertas.
Anúbis no Egito
Anúbis é filho de uma união extraconjugal entre Nephtys e Osíris, onde a primeira, esposa do terrível deus Set, faz-se passar por Ísis, a verdadeira esposa de Osíris para poder desfrutar de seu amor incondicional. Temendo a vingança cruel de Seth ao descobrir sobre sua gravidez, Néftis, também mãe de Sebek (o deus com cabeça de crocodilo) esconde o bebê Anúbis em um pântano, onde mais tarde Ísis, sua tia, o encontra e cria longe do alcance maléfico de seu tio Seth.
Anúbis então crescido adquire inúmeras tarefas como deus da morte e do submundo, e todos seus aspectos relacionados, como o julgamento, ritos de passagem e as tarefas de embalsamamento. Mais tarde, com a morte de Osíris por seu tio Seth, após Ísis e Néftis terem reunido os pedaços esquartejados de Osíris Anúbis se voluntaria para trazê-lo de volta a “vida”, através das práticas de mumificação e de seu infinito conhecimento sobre a pós-vida, tendo sido assim criada a primeira múmia do Egito e do mundo.
Após este ato Osíris, que originalmente era um deus da agricultura, por seu status morto-vivo e seu status de divindade maior, “usurpa” então os aspectos de Anúbis, de deus da morte e do submundo. Anúbis então passa a se dedicar aos outros aspectos relacionados a Morte. Ele passaria a guiar as almas através do submundo, até os salões do julgamento, onde ele também pesaria o coração da alma contra a pena de Maat, a deusa da justiça, do equilíbrio e da verdade, em um tribunal presidido por Osíris, Toth e perante 42 deuses menores, cada um incumbido de julgar uma das 42 confissões que a alma deveria fazer.
Também era o patrono da cidade de Cinópolis, o patrono dos embalsamares e dos conhecimentos obscuros.
Anúbis fora do Egito
Após as invasões Gregas em 332a.c. e Romanas em 31a.c., onde apenas um ano mais tarde o Egito tornaria-se um estado vassalo de Roma, muitos de seus deuses foram "exportados", entre eles Ísis, Toth e Anúbis, que mais tarde, formaria junto com Hermes um híbrido conhecido como Hermanúbis. E as mumificações e necrópoles tornaram-se muito mais populares e espalhadas pelos impérios Grego e Romano, até hoje surpreendendo arqueólogos com seu estilo diferenciado.
O CHACAL, ANIMAL que tem o hábito de desenterrar ossos, de forma paradoxal representava para os egípcios o deus Anúbis, justamente a divindade considerada a guardiã fiel dos túmulos e patrono do embalsamamento. Em algumas versões da lenda ele aparece como filho do deus Seth com sua esposa Néftis. Entretanto, a versão mais comum é a de que ele é filho de Osíris, que se uniu com Néftis por tê-la confundido com sua esposa Ísis. Quando esta última deusa veio a saber do nascimento da criança começou a procurá-la. Néftis, por temor a Seth, escondeu-a logo após o parto. Guiada por cães, Ísis encontrou o recém--nascido depois de grandes e difíceis penas e encarregou-se de alimentá-lo e Anúbis se converteu em seu acompanhante e guardião. Dizia-se que estava destinado a guardar os deuses, assim como os cães guardam aos homens. No alto da página vemos o chacal envernizado, com garras de prata, que guardava a múmia de Tutankhamon (c. 1333 a 1323 a.C.). Na ilustração acima, um detalhe da dança marcial de três Anúbis na tumba do artífice Inherka, em Deir el-Medina.
REPRESENTADO POR UM CHACAL ou por um cão deitado, ou ainda pela figura de um homem com cabeça de chacal ou de cão, o deus Anúbis (Anpu em egípcio) era o embalsamador divino e um dos responsáveis pelo julgamento dos mortos no além-túmulo. No reino dos mortos, na forma de um homem com cabeça de chacal, ele era o juiz que, após uma série de provas por que passava o defunto, dizia se este era justo e merecia ser bem recebido no além túmulo ou se, ao contrário, seria devorado por um terrível monstro. Anúbis tinha seu centro de culto em Cinópolis, cidade do Alto Egito e recebia títulos exóticos como, por exemplo, morador na câmara de embalsamamento, governador da sala do deus ou senhor das colinas do oeste.
O DEFUNTO, TRAJANDO UM VESTIDO DE LINHO, era introduzido por Anúbis no grande recinto onde o julgamento seria realizado. Saudava, então, a todos os deuses presentes. Depois, pronunciava uma longa declaração de inocência formada por frases negativas:

Não pratiquei pecados contra os homens.Não maltratei os meus parentes.Não obriguei ninguém a trabalhar além do que era legítimo.Não deixei de pagar minhas dívidas.Não insultei os deuses.Não fui a causa dos maltratos de um senhor ao seu escravo.Não pratiquei enganos com o peso da minha balança.Não causei a fome de ninguém.Não fiz ninguém chorar.Não matei ninguém.Não pratiquei fraudes na medição dos campos.Não subtrai o leite da boca das crianças.

E assim por diante, alegando que tinha vivido sempre à altura dos padrões de conduta impostos pelos homens e pelos deuses.
ENQUANTO O MORTO FAZIA SUA DECLARAÇÃO, Anúbis ajoelhava-se junto a uma grande balança colocada no meio do salão e ajustava o fiel com uma das mãos, ao mesmo tempo em que segurava o prato direito com a outra. O coração do finado era colocado num dos pratos e, no outro, uma pena, símbolo de Maat, a deusa verdade. O coração humano era considerado pelos egípcios a sede da consciência.A figura acima, de um papiro do Livro dos Mortos, da XVIII dinastia, conservado no Museu de Turim, ilustra bem essa cena. Aqui podemos ver Anúbis pesando o coração de uma sacerdotisa. O órgão foi posto no prato da esquerda, enquanto que no prato da direita está uma figura que representa a verdade. No alto da balança o deus Thoth, tendo a aparência de um babuíno, anota o resultado. Também podemos ver uma mesa com oferenda de um quarto de carne.
É CLARO QUE SEMPRE HAVIA A POSSIBILIDADE, ainda que remota, do coração desmentir o seu dono e falar mal dele. Contra tal perigo foi composta a invocação que se lê no Capítulo XXX do Livro dos Mortos:

Ó meu coração, minha mãe; ó meu coração, minha mãe! Ó meu coração de minha existência sobre a terra. Nada se erga em oposição a mim no julgamento perante os senhores do tribunal; não se diga de mim nem do que eu tenho feito, "Ele praticou atos contra o justo e o verdadeiro"; nada se volte contra mim na presença do grande deus, senhor de Amentet. Homenagem a ti, ó meu coração! Homenagem a ti, ó meu coração! Homenagem a vós, ó meus rins! Homenagem a vós, ó deuses que assistis nas divinas nuvens, e sois exaltados (ou sagrados) graças aos vossos cetros! Falai [por mim] coisas justas a Rá, e fazei que eu prospere diante de Neebca. E contemplai-me, ainda que eu esteja preso à terra nas suas partes mais íntimas, consenti que eu permaneça sobre ela e não me deixeis morrer em Amentet, mas me torne uma Alma Imortal dentro dela.


ASSIM, AO SER PESADO O coração contra a verdade, verificava-se a exatidâo dos protestos de inocência do defunto. Como as negativas vinham de seus próprios lábios, ele seria julgado pelo confronto com o seu próprio coração na balança. Se este se igualasse com a verdade, tudo correria bem e o defunto seria bem-vindo no além-túmulo; caso contrário, o morto estaria cheio de pecados e, então, seria comido por um terrível monstro: Ammut, o devorador dos mortos, visto aqui em um detalhe do papiro do Livro dos Mortos do escriba Ani. Felizmente, os papiros sugerem que o morto em juízo era sempre absolvido. O tal monstro devia passar fome.
Fonte:www.fascinioegito.sh06.com
Blog angie box

Saúde e Paz

Paulo Coelho

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Mudando o Estilo do Blog

O ano iniciou no dia 1º de janeiro, mesmo com a retomada do crescimento, o que modificou um pouco o panorama do Brasil, ainda vale a máxima que apenas após o carnaval é que o ano de fato se inicia, assim para podermos colocar em pratica todos os projetos para 2010 segue um vídeo do Sistema FECOMÉRCIO-RS, apontando para cenário político, Rodrigo Giacomet -Cientista Político desta casa, comenta sobre as eleições deste ano, e traça comparativos dos últimos governos.
Passaremos neste espaço, tratar de temas relacionados a política, como neste vídeo, economia e ainda sobre questões gerais do segmento funerário.
Tendo em vista que nem só de falecimentos vivem os agentes e diretores funerários, buscaremos de forma mais ampla divulgar informações que de alguma forma afetem nossas vidas, de forma mais agradável possível, mesmo quando o assunto for delicado, como corrupção no meio fúnebre.
Destacaremos as boas iniciativas do mercado, sejam provenientes de funerárias, crematórios, cemitérios tanto públicos e privados, fornecedores, parceiros do setor, alem de notícias de relevância nacional e até mesmo internacional.
A participação dos nossos leitores é fundamental para que possamos avaliar o tipo de noticia que estamos vinculando, assim os comentários serão sempre bem vindos, inclusive ou principalmente as críticas.
Acompanhem, indiquem, participem.
Saúde e Paz
Paulo Coelho
O video tem quatro minutos, caso não consiga visualizar na integra acesse: http://videoteca.fecomercio-rs.org.br/?acao=exibe&idvideo=69&idautor=2

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

A Fragiliade

Foto: google- imagens - corrupção

A fragilidade
Há duas semanas o setor funerário esta em evidencia nos meios de comunicação, da forma mais negativa possível, vinculado a escândalos de impostos e associação ao tráfico de drogas.
Da mesma forma que poucos políticos fazem com que todos se sejam chamados de corruptos; como alguns postos de combustíveis transformam toda a rede em adulteradores de combustível; ou determinados funcionários públicos que prevaricam afetam a imagem de todos os demais por sua incompetência ou negligencia no cumprimento de suas atribuições; exemplos como estes temos em todas as representatividades da sociedade, não poderia ser diferente com empresas funerárias, onde meia dúzia não muito mais que esse número, consegue transformar todos em marginais.
É comum a generalização, se um faz normalmente entendemos que todos fazem, assim é a sociedade, mas necessitamos observar melhor para não cometermos injustiças. Falo em especial dos dois casos envolvendo empresas de serviços funerários onde no primeiro caso foi encontrado blocos de notas fiscais com valores previamente preenchidos, mostrando que havia sérios indícios de irregularidades fiscais, o outro caso envolvendo atestado de óbito de traficante do Rio de Janeiro.
Para entendermos estes casos sem buscar justificar o injustificável, é necessário que seja aberta certas questões que podem no futuro corrigir estas.
Inicio questionando como pode empresas que prestam serviços essenciais e caráter público trabalhar sem controle eficaz por parte do município, ou seja, trabalham como se fosse serviço de livre concorrência, onde o poder publico municipal que deve fiscalizá-lo emite alvará como se fosse para boteco que vende cachaça na esquina sem ofender estes estabelecimentos que cumprem seu papel na sociedade, como se não estivéssemos falando em saúde publica, como se fosse possível fazer promoções para atrair clientes, do tipo compre um e leve dois, onde não é considerado o numero estático de óbitos e o empobrecimento da comunidade que cada dia opta por serviços mais simples com valores mais baixos ou ainda pela assistência social.
No passado já tivemos o “Anjo da Morte”, no mesmo Rio de Janeiro, onde o enfermeiro antecipava os óbitos para que pudesse receber os valores das empresas funerárias que o patrocinavam, ou ainda médicos que vendiam Declarações de Óbito, caso comum em todo território nacional, sem ver o paciente, quando não acontece da empresa ter o óbito já assinado aguardando o cliente. Estes fatos que são feitos por marginais, pois esta é a forma correta de denominá-los e não como empresários ou Diretores Funerários, ocorrem apenas por negligencia do setor publico que abre de forma desorganizada para que cada dia novas empresas funerárias se instalem nos municípios, sem levar em conta número de habitantes, número de óbitos na localidade, poder aquisitivo da região, existência ou não de hospitais entre outros fatores relevantes e infra-estrutura de tais empreendimentos. Talvez pensem os Prefeitos “ quantos mais empresas melhor por haver mais arrecadação”, mas lamentavelmente o que se esta produzindo é justamente o contrario, menos emprego, pois os proprietários irão trabalhar sozinhos pela divisão do mercado e número de óbitos estáticos, aumento da informalidade no setor, possíveis associação a negociatas em hospitais na busca da sobrevivência alem da sonegação fiscal, que é um dos primeiro reflexos de excesso de empresas.
Pode o Município tranquilamente convidar as empresas funerárias existentes e instaladas no município a participarem de processo de concorrência com dispensa de licitação, preservando as empresas locais e os costumes da comunidade, onde a cidade vai ter qualidade no serviço, preços justos e controlados, redução nas despesas com os carentes, eliminar a corrupção em IML´s, Hospitais entre outros locais onde ocorrem estes problemas, alem de aumentar consideravelmente a arrecadação deste segmento.
Já temos diversos Municipio trabalhando com este tipo de Legislação, onde o cidadão é respeitado e os empresários podem investir sem risco de perder tudo para aventureiros.
No caso especifico do traficante é necessário apuração dos fatos, para saber até que ponto houve cumplicidade da empresa, tendo em vista que a contratação de serviço sem velório ocorre comumente, a família ter a Declaração de Óbito e chegar à empresa com este documento é normal, mesmo sendo morte em domicilio. Cabe verificar onde foi buscado o cadáver uma vez que o local do óbito estava como sendo a delegacia de policia, caso não foi buscar neste local, cabe explicação. A condenação antecipada é fato perigoso, a final todos merecem o direito constitucional da ampla e irrestrita defesa. Por outro lado havendo a comprovação do envolvimento, deve o poder publico banir tanto a empresa quanto os diretores e gerente do segmento funerário.
Uma morte deve ser tratada como um ato jurídico acima de tudo, onde há desdobramentos que afetam a vida de muitas pessoas e do Estado, por isso entendo que todas as empresas funerárias brasileiras deveriam constar num cadastro federal semelhante ao que existe com as farmácias, devendo haver um responsável técnico pela empresa alem do termo de permissão pelo município.
Não podemos esquecer que realizamos translados intermunicipais, Interestaduais e internacionais, realizamos métodos invasivos como Tanatopraxia, registros em cartórios, casos envolvendo cremação e seguros de vida e DPVAT, todos estes procedimentos de alta complexidade e que necessitam serviços de profissionais especializados, éticos e idôneos.
Necessitamos modificar este panorama, cabe a todas as entidades contribuir para tal mudança e não ficar lamentando por ai, é necessário mudar isso em nossa casa, se em seu município ainda lhe debocham chamando de papa-defunto, de Zé do caixão entre outras formas pejorativas de rotular o agente funerário, é sinal que as atitudes estão erradas, é necessário mostrar respeito e exigir, para isso temos que ter atitudes diferentes das atuais, investir de forma séria e com objetivo de mostrar o valor do segmento funerário; não é possível que líderes em sua cidade ainda sejam taxados de lixo da sociedade, esta mudança cabe a cada agente ou diretor Funerário, através da capacidade de mostrar a importância deste serviço.
Devemos ser exemplos na sociedade, fazer parte, decidir o nosso futuro e dos demais, se envolver no que é relevante para o Município, ai iniciaremos a modificação da imagem publica e poderemos exigir do poder público respeito e reconhecimento, inclusive banindo estes que atualmente apenas denigrem uma classe tão importante e sem o merecido reconhecimento.
Saúde e Paz
Paulo Coelho

domingo, 17 de janeiro de 2010

Homenagem a Flavio Sabaddini

Foto:arquivo ZH

Nesta tarde quente na Capital gaucha as maiores autoridades do RS se reuniram para dar seu último adeus a um dos maiores líderes empresariais do Rio Grande e do Brasil.
Governadora do Estado Yeda Cruzios, o Presidente da CNC Dr. Antonio Oliveira Santos e Diretores desta casa, os Vice Presidentes do Sistema, Deputados Estaduais e Federais, Prefeitos Municipais como Andreson Hoffmeister – Tramandaí, Diretor Geral do SESC Maron Abi-Abib, os mais importantes Sindicalistas do RS, empresários, diretores do Sistema FECOMERCIO, colaboradores do SESC-RS e SENAC-RS, Federações co-irmãs, amigos e familiares, lotaram o Cemitério Jardim da Paz e renderam homenagens a Flavio Sabbadini.
Entre as conversas nas rodas que se formava durante o velório, o que mais foi comentado foi o legado deixado por Sabbadini, que foi a busca da união dentro da entidade que se unificou para se tornar uma das mais fortes e atuantes entidades do Brasil e a forma proativa de ver as questões que envolvia a atividade empresarial.


Que a forma mais adequada de conduzir o processo de transição é regar a semente plantada, cuidando para que esta germine e cresça de forma sadia, para gerar frutos, beneficiando a sociedade.
Lições foram deixadas, cabe neste momento maturidade para saber fazer bom uso e continuar este caminho de sucesso iniciado, sendo esta a melhor forma de homenagear este exemplar cidadão.


No final da tarde sobe chuva crescente, se deu o sepultamento, como se os céus tambem chorasse enquato o corpo era conduzido ao jazigo, mas certamente o choro não era pela perda, mas sim para disfarçar as lagrimas que escorriam dos rostos dos presentes.


Foi honroso ter podido trabalhar com Flavio Roberto Sabbadini.


Força para todos nós.


Paulo Coelho

sábado, 16 de janeiro de 2010

Falece Flávio Sabbadini

O Rio grande do Sul e o Brasil, perdeu nesta sexta feira, 15/01/2010 um de seus mais brilhantes líderes.
Com profundo pesar comunico que FLAVIO ROBERTO SABBADINI, Presidente do Sistema FECOMERCIO do RS, Vice Presidente da CNC (Confederação Nacional do Comércio) faleceu em decorrência de complicações de saúde em virtude de um câncer, em Porto Alegre, os atos fúnebres ocorrerão neste sábado 16/10 a partir das 11 horas da manhã no salão nobre do cemitério Jardim da Paz – em Porto Alegre - e o sepultamento esta programado para as 18 horas no mesmo cemitério.
Mas quem conheceu o líder Sabbadini dificilmente vai esquecê-lo, falo isso porque tive a honra de ser recebido no Sistema por ele e o acompanhado por mais de duas gestões, onde a eficiência tanto administrativa quanto política a frente desta que se transformou sob seu comando numa das mais respeitáveis instituições não apenas do nosso Estado, mas do Brasil, sabe a falta que ele fará para o cenário empresarial .
Em seus pronunciamentos na direção dos trabalhos na Fecomércio sempre convidou os presidentes sindicais e demais membros da diretoria a serem proativos, atentos aos problemas e nos anteciparmos a estes, buscando soluções adequadas para a sociedade.
Construtor de pontes de primeira grandeza, mesmo divergindo e defendendo os interesses do terceiro setor e da sociedade em geral, conseguia manter as relações com outras instituições e órgãos governamentais, mostrando que é possível defender posição sem perder a razão. Esta era a forma de liderar mais de 210 sindicatos do Rio Grande do Sul.
Com programas estratégicos visando 2020, pode envolver todos os sindicatos e diretores na construção de uma Federação mais forte e representativa, com formação de novas lideranças em diversas regionais e cidades gauchas.
Homem que não aceitava ameaças ou acusações levianas, de posição forte, mas extremamente justo, solidário, leal, em fim, um exemplo de cidadão.
Por competência do Presidente Flavio, que foi um dos mentores e articuladores da unificação do Sistema Fecomércio, a entidade é formada hoje por eficientes Vices-Presidentes e demais membros da Direção, o que deverá garantir a sucessão e eleição tranqüila.
Desejo muita força para a família Sabbadini, para enfrentar este momento de dor, que o modelo de exemplar cidadão e líder fique sempre guardado em suas lembranças, tendo a certeza que o tempo que este homem dedicou a defender a posição de sua categoria e crenças, diminuindo o tempo de convívio com a sua família, será sempre valorizado por todos os empresários de bem desta nação.
Recebam Tríplice Fraterno Abraço e o desejo que o Grande Arquiteto do Universo, conforte seus corações e que receba nosso amigo Flavio em sua infinita bondade.

Paulo Coelho
Presidente
ANEF – Associação Nacional de Empresas Funerárias
ABT – Associação Brasileira de Tanatopraxia
Diretor Sistema Fecomércio – RS
Conselheiro SESC-RS

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Novos modelos de Certidões

A partir do dia 1º de janeiro de 2010, todos os cartórios de registro civil do país terão que adotar os novos modelos padronizados de certidões de nascimento, casamento e óbito. Serão modelos únicos de certidões e que foram lançados pela Corregedoria Nacional de Justiça, órgão vinculado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em abril de 2009. Desde o lançamento, os cartórios tiveram esse tempo para se adaptar às novas regras que darão maior segurança aos documentos, evitando erros e falsificações, e ainda facilitarão a conferência da autenticidade dos registros.




Os novos modelos dos documentos deverão incluir na parte superior o número da matrícula de cada registrador adquirida na implantação do Cadastro de Cartórios Civis no país em agosto de 2009. Os seis primeiros números da matrícula correspondem ao Código Nacional da Serventia, e permitirão a identificação imediata do cartório onde o documento foi emitido. Os códigos das serventias podem ser acessados no site www.cnj.jus.br/corregedoria/justica_aberta/ . Os demais números trarão informações sobre o acervo, o tipo do livro de registro, o ano em que a certidão foi extraída e o dígito verificador, que atestará a autenticidade do documento.
Para ampliar ainda mais a segurança dos documentos, a Corregedoria Nacional de Justiça estabeleceu que eles podem ser emitidos utilizando-se papel de segurança ou papel com detalhes coloridos, gráficos, molduras e brasões. Mas, para evitar imposição de custos adicionais aos cartórios, essa regra não é obrigatória, mas deve ser seguida pelos registradores se houver norma local para isso ou se o papel especial for fornecido sem ônus financeiros para os cartórios.
As certidões emitidas até 31 de dezembro de 2009 não precisam ser substituídas e permanecerão válidas por prazo indeterminado. A adaptação às novas regras não vai acarretar nenhum gasto adicional para os cartórios. Basta ter um computador para gerar a matrícula do registro. O Portal do CNJ ( http://www.cnj.jus.br/undefined/ ) deverá dispor de um sistema on-line que permitirá, a partir da digitação da matrícula da nova certidão, a verificação da autenticidade dos documentos. O sistema poderá ser acessado por qualquer órgão público ou cidadão gratuitamente.
Muito pouco muda para as famílias ou empresas funerárias quando do registro, mas é bom lembrar que a padronização do serviço facilitará muito, evitando que as regras se modifiquem de cartório para cartório o que ocorre atualmente.
No sitio da http://www.anef.org.br/ é possível acessar o novo modelo de questionário que pode ser utilizado pelas empresas funerárias para que estas efetuem o registro para seus clientes.
Se necessária segunda via de certidão após 01 de janeiro, esta já será emitida no novo modelo, mesmo que tenha sido registrada anteriormente a este.
Ainda não há informação de como será a obtenção das certidões pela internet, um dos objetivos principais desta modificação.
Mesmo que em alguns lugares já estejam sendo emitido o novo modelo de documento, há outros que a dificuldade de implantação é evidente, por haver cartórios de registro ainda trabalhando de forma manual, ou seja, os acentos são feito de forma manual, como por exemplo, no interior do Maranhão, mesmo nestes locais o modelo a ser utilizado é o novo, para que tenha validade.
Clique na imagem para ver o modelo em detalhes!!!
Lembrem-se estar atualizado é mostrar-se atento ao mercado e respeito aos clientes.
Saúde e Paz
Paulo Coelho

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Consultoria


Muitos amigos e colegas me questionam - Para que eu precisaria de uma consultoria, se conheço o mercado, estou nele desde que nasci, o segmento funerário não muda é sempre o mesmo, atender bem, cobrar o justo e executar o serviço como combinado.
De fato a base do serviço é esta mesmo: Atender BEM, cobrar o JUSTO e ENTREGAR O QUE PROMETEU, mas ai é que esta o perigo...
O que é atender bem será apenas ser cortes, ter um cafezinho pronto, ou quem sabe, estar com ambiente preparado, alem de limpo e organizado, com sala de atendimento em local onde haja privacidade, ter equipe treinada para acolher o enlutado, demonstrando respeito por sua dor, estar pronto para responder dúvidas e dar sugestões quando conveniente, saber quando é conveniente dar sugestões!!!, passar segurança e não, mais ansiedade. Atender bem é estar atento e pronto para resolver os problemas, ir alem das expectativas da família, cumprir prazos.
Cobrar o preço JUSTO, mas junto para quem, pelo que esta se cobrando, pela urna, pelo serviço 24 horas, pela equipe treinada, será que o que cobramos pelo que fazemos é de fato o justo ou é o que necessitamos para cobrir nossos custos, será que ao avaliar os preços não chegaremos a conclusão que o valor não é o correto, seja para mais ou para menos, que podemos ser mais eficaz e cobrar melhor, oferecendo serviços diferenciados, agregando valor ao nosso negócio.
Entregar o que se promete é uma dificuldade, dependemos de fornecedores, urnas, flores, liquidos de Tanatopraxia, entre outros insumos necessários para nosso serviço, será que todos tem a qualidade necessária ou pelo menos a que adquirimos, alem disso na execução do serviço será que estamos observando se não há falhas, como flores velhas (murchas), urnas riscadas – por problema de estocagem ou de transporte-, Tanatopraxia – acondicionamento de liquidos de forma adequada -, são tantas as variáveis para que a entrega seja diferente da prometida, muitas vezes passa de forma desapercebida, mas há mudanças, basta um olhar mais atento. Sob a ótica de um especialista.
Na maior parte das vezes estamos no caminho certo, muito próximos ao ideal, faltando apenas poucos detalhes para sermos eficientes no nosso trabalho, é neste ponto que o consultor funerário entra em ação, para observar de forma criteriosa o que se faz, como se faz e sugerir atualizações, mudanças e criação de processos que venham contribuir com o desenvolvimento da empresa.
Uma consultoria na sede da empresa é um trabalho desenvolvido de forma única e exclusiva, preservando os aspectos locais, possibilitando que sejam implementadas medidas muitas vezes simples e com baixo custo otimizando o potencial da empresa trazendo resultados financeiros e mercadológicos para a organização.
Alem das inovações e tendências mundiais, possibilidades de novos negócios, investimentos, o que os outros segmentos estão fazendo, como estão superando a concorrência dos grandes grupos.
Aproveite a chegada de 2010 para transformá-lo no ano da virada com muita prosperidade, basta que medidas profissionais sejam tomadas, planeje, não espere que seu concorrente faça antes de você.Consulte os serviços disponíveis nas áreas Legislativas, Vendas, Tanatopraxia, Atendimento ao Cliente, Assistência Familiar, Tanatologia Exequial entre outros módulos.
Saúde e Paz
Paulo Coelho

Ele Não pesa, Ele é meu Irmão

Ele não pesa, ele é meu Irmão!!!
Leia e depois assista ao vídeo, para melhor entender o que retrata a letra.
Este vídeo clip é sobre um menino que chegou a entidade "Missão dos Orfãos", em Washington, DC. Numa noite de inverno.Foi lá que ficou eternizada a música "He ain't heavy, he is mybrother" dos "The Hollies ".Talvez se você tiver menos de 50 anos não lembre ou não conheça a musica, mas ao ouvi-lá verá o quanto esta atualizada frente as necessidades e a falta de solidariedade.

A história conta que certa noite, em uma forte nevasca, na sede da entidade, um padre plantonista ouviu alguém bater na porta.Ao abri-la ele se deparou com um menino coberto de neve, com poucas roupas, trazendo em suas costas, com outro menino mais novo.A fome estampada no rosto, o frio e a miséria dos dois comoveram o padre.O sacerdote mandou-os entrar e exclamou:- Ele deve ser muito pesado.Ao que o que carregava disse:- Ele não pesa, ele é meu irmão. (He ain't heavy, he is my brother)Não eram irmãos de sangue realmente. Eram irmãos da rua.

O autor da música soube do caso e se inspirou para compô-la. E da frase fez-se o refrão. Esses dois meninos, foram adotados pela instituição. Desta forma convido a todos os amigos e leitores deste blog, que ao longo do ano tratamos de temas profissionais, para dedicar uns minutos neste momento de final de ano, onde nossos corações e mentes tornam-se naturalmente mais sensíveis, acreditando que vale apena refletir e quem sabe incluir em nossos planos de metas para o ano que se aproxima iniciativas para mudar esta realidade que nos cerca, não é necessário mudar tudo ou resolver todos os problemas, apenas basta fazermos nossa parte, como aquele beija-flor que através de sua ação de buscar minúscula gota d’água no rio para apagar o enorme incêndio na floresta, sem se importar com o resultado total, mas tomando para si a sua responsabilidade e assumindo a sua parte no todo.
Podemos fazer a diferença, seja com dinheiro, tempo, idéias, iniciativas, todos podemos construir um mundo melhor e mais fraterno.
Feliz 2010, com muito trabalho, conquistas, aprendizado e realizações e claro, com Saúde e Paz

Paulo Coelho