sexta-feira, 16 de abril de 2010

Dono de funerária queixa-se de hospital pela perda de clientes

Fonte: Folha do vale 13/04/2010 17:30:00

O comerciante funerário Francisco Antônio Silva do Nascimento, um dos proprietários do Plasfs, que funciona há seis anos na região, procurou a redação da Folha para denunciar um suposto esquema envolvendo alguns funcionários do hospital distrital de Itaporanga para beneficiar uma única mortuária da cidade, prejudicando as demais e causando constrangimento aos familiares das pessoas falecidas.

Conforme Frank, como popularmente é conhecido, o suposto esquema funciona da seguinte forma: quando um paciente do hospital vem a óbito ou tem seu quadro clínico agravado, o dono da funerária é avisado imediatamente por servidores do nosocômio e, a partir daí, é iniciado um trabalho de convencimento e negociação junto à família do falecido, ainda dentro do hospital, segundo ele, “para que os serviços da tal mortuária sejam contratados”, mesmo os familiares do morto já tendo acertado com outra empresa. “Isso tem causando muito constrangimento às famílias, que acertam com uma funerária, mas terminam tendo que desistir porque são convencidos dentro do hospital a contratar os serviços da funerária para a qual trabalha o esquema”, comenta Frank, ao enfatizar que servidores públicos não podem atuar dentro de um hospital a serviço de uma empresa particular, prejudicando as demais: isso é falta de ética e não pode continuar ocorrendo”.

Segundo o denunciante, os servidores ganham uma comissão por cada defunto repassado à funerária.

Em muitos casos, conforme Frank, a família do falecido contrata os serviços de uma empresa e quando o carro chega ao necrotério, o corpo já tem sido retirado pela outra funerária, cujo dono “tem livre acesso no hospital”. “Naquele caso de Curral Velho, a família de um dos homens mortos, o senhor Juca, me contratou para encaminhar o corpo ao velório e sepultamento, mas quando o meu carro chegou no hospital, às 4h da madrugada, para recolher o falecido, o carro da outra funerária já tinha passado lá e levado o corpo do rapaz”, denuncia.

Em um caso mais recente, conforme Frank, o pai de um homem falecido em Cachoeira contratou os serviços do Plasfs, mas o negócio foi desfeito dentro do hospital por influências de funcionários intencionados a beneficiar a funerária do esquema, o que terminou acontecendo, segundo ele.

Além das comissões pagas aos funcionários, o esquema também é alimentado por um componente político: a funerária que atua hoje dentro do hospital é de gente ligada aos aliados do governo Maranhão, conforme Frank, a exemplo do que ocorria na gestão estadual anterior, quando a empresa privilegiada pelo hospital era de pessoas ligadas a Cássio C. Lima.

“Com a mudança de governo, a funerária que atuava no governo passado foi retirada do esquema e, em seu lugar, ficou a que está atuando agora, e a coisa se tornou ainda mais escandalosa: anteriormente a gente podia trabalhar com mais tranquilidade, mas, depois dessa mudança de governo, a gente está sendo impedido de trabalhar por causa desse esquema para beneficiar uma única funerária da cidade”, lamenta.

Até quando estas informações de agenciamento de cadáveres vão continuar existindo, porque estas situações ainda ocorrem?
Estas perguntas são de simples resposta, mesmo que a resolução destes problemas sejam de difícil solução.
O agenciamento de cadáveres é uma pratica muito antiga, tanto que na evolução da telefonia fixa, foi o agenciamento funerário o responsável por sua modificação.

Nos Estados Unidos da América numa pequena cidade onde haviam duas empresas funerárias o dono de uma delas percebeu a diminuição de seus atendimentos.
Buscando as causas desta diminuição, percebeu um fato curioso, que ocorrerá de certo tempo, onde as contratações presenciais, ou seja, das famílias que vinham até a sua empresa continuava normal, mas os óbitos que ocorriam no hospital eram cada vez menor. Iniciou então uma busca pela razão desta diminuição, no primeiro momento acreditava que seria a interferência do pessoal do hospital que estariam a indicar a outra empresa. Após alguma pesquisa o empresário constatou que a diminuição de seus serviços estava na central telefônica da cidade.

Ocorre que na época, poucos tinham telefone em suas residencias, e o sistema utilizado era por intermedio da telefonista, desta forma cada usuário ao retirar o fone do gancho fazia contato com a telefonista que através de um conector ligava ao ramal solicitado, semelhante aos plug´s de microfone.
Ocorre que uma das telefonistas era a esposa do dono da outra agencia funerária, desta forma quando alguém ligava e normalmente de dentro do hospital, por haver telefone neste local, esta telefonista e suas colegas passavam a ligação sempre para a empresa do marido, alegando que a outra não estava atendendo, direcionando assim os serviços. Diante desta realidade o que outro empresário poderia fazer, denunciar, gritar que pouco mudaria.

Decidiu então tomar uma atitude, com seus conhecimentos em física e eletrônica resolveu por um fim nesta situação, passou a desenvolver um aparelho que pudesse dar liberdade ao usuário do sistema telefônico e ainda garantir a privacidade de quem estivesse falando, tendo em vista que neste sistema era possível ouvir todo conteúdo da conversa na mesa de operação telefônica, a forma seria eliminar o intermediário, ou seja, a telefonista, mesmo que fossem apenas nas ligações locais.

Após muito trabalho e testes o funerário-inventor conseguiu desenvolver um sistema de discagem que executava o mesmo trabalho da telefonista que era ligar um ramal a outro, só que este de forma automática a partir de um disco onde ao girar os números, este acionava o ramal desejado diretamente.

A idéia era simples, mas envolvia mudanças, o número de telefonistas diminuiu, tendo em vista que estas eram necessárias a partir daquele momento, apenas para efetuar ligações de longa distância, o que trazia rejeição natural por parte das pessoas que trabalhavam nesta atividade.

Ocorre então que a partir de uma necessidade foi possível evoluir num processo, se não fosse por perda de serviço, talvez este empresário jamais buscasse desenvolver esta alternativa e o mundo demoraria muito mais tempo até que se chegasse a este sistema que se manteve por muitas décadas até que chegasse os telefones de teclas no inicio dos anos 1990.

Porque ocorre agenciamento de cadáver?
Talvés o principal motivo seja a abertura desenfreada de novas empresas funerárias sem a real necessidade e controle do poder publico que trata este serviço como se fosse apenas mais um comércio, esquecendo que tratasse de serviço essencialmente público de interesse local e que pode ser delegado a iniciativa privada conforme preceitos legais. Outro motivo é provavelmente a facilidade de abertura por parte dos investidores que com uma garagem, seis caixões que as fábricas financiam em cinco ou seis vezes, uma caravam velha do cunhado e uma mesa, o sujeito já se considera funerário. A falta de exigência de comprovação técnica é outro fator que também auxilia os problemas no segmento. Isso tudo aliado a baixa demanda do mercado, fazem com que marginais travestidos de agentes funerários e diretores funerários busquem de forma repugnante a obtenção do serviço fúnebre, demonstrando a todas falta de preparo para o mercado, contratando guardas de hospitais, enfermeiros, policiais e outros corruptos que de alguma forma tem informação privilegiada sobre óbitos ocorridos.

Uma forma de combate a estas questões esta numa regulação macro a nível federal, passando pela criação de um cadastro único de empresas funerárias e agentes, criação de leis municipais exeqüíveis, exigência de entidade de classe que congregue todos os diretores em torno de um conselho, sendo imprescindível para o funcionamento de uma empresa que um Diretor Funerário Pleno, atue na organização.

Estas questões não são utópicas, são difíceis de se alcançar, talvez até mais difícil que implantar um sistema de disco no telefone, mas acredito ser plenamente viável por ser algo que trará muitos benefícios para as comunidades e também ao setor funerário como uma todo.

Saúde e Paz



Paulo Coelho

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Transportando cadáver como se vivo fosse

Fonte: Do G1, em São Paulo
Britânicas são acusadas de tentar 'contrabandear' cadáver em avião

Dupla fingiu que homem de 91 anos, de óculos e cadeira de rodas, dormia.
Elas tentavam voar com o corpo do parente até a Alemanha, diz a polícia.


Duas mulheres foram presas no aeroporto de Liverpool acusadas de tentar "contrabandear" o corpo de um parente morto em um voo para a Alemanha, segundo a polícia.
O caso ocorreu no sábado (3), segundo a polícia. A dupla afirmou aos funcionários do aeroporto britânico que o homem, de 91 anos, que estava em uma cadeira de rodas e usando óculos escuros, estava dormindo.
Mas a farsa acabou sendo descoberta antes do embarque, e as mulheres, de 41 e 66 anos, foram presas sob a acusação de não notificar uma morte.
A polícia também investiga a informação de que as mulheres transportaram o cadáver, de táxi, desde a casa delas, em Oldham, na Grande Manchester, em um trajeto de cerca de 60 quilômetro.
As suspeitas foram soltas após pagar fiança, com prazo até 1º de junho. O inquérito continua. O motivo da morte do homem ainda não foi determinado.

No Brasil em cidades de fronteira – principalmente aquelas seca, que é só cruzar a rua e esta no outro País - reza a lenda que tais situações são muito comuns de ocorrerem, tendo em vista a facilidade de travessia e princípalmente pela burocracia imposta para se fazer translado internacional, sem contar ainda as necessidades técnicas que normalmente não estão a disposição em algumas localidades.

Lembro que certa vez recebi na empresa um corpo oriundo de uma cidade que faz divisa com o Uruguai, onde o atestado foi feito pelo médico de um hospital brasileiro, mas que pelo contexto havia indícios que teria ocorrido no país visinho durante as compras. Seria necessário que este corpo fosse ao IML do Uruguai, se tivesse ocorrido naquele País, como o IML é regional e este que fica a mais de 300 km de distancia do local do óbito, devendo ser levado após os exames para Montevidéu, por questões de transportes aereos e  para após toda a documentação e autorizações de consulado, que levaria o processo não menos de 3 a 4 dias, para chegar ao local de sepultamento – São Paulo. Lembro que como o óbito ocorreu em solo brasileiro e sem necessidade de necropsia, em menos de 24 horas já estava sendo velado e o mais importante, a viúva estava ao lado do filho e demais familiares amparada e podendo homenageando seu marido, que descansava em paz.

Mesmo entendendo que a Lei deve ser cumprida, o que no caso da Inglaterra foi algo que não ocorreu e que é reprovavel, inclusive pelos riscos a salubridade pública, já no caso outro caso, sendo em área de fronteira, deveria haver certa tolerância quanto ao repatriamento, como se fosse uma zona de livre transito, desde que o país do falecido aceitasse, fosse notificado e que o transporte ocorresse de forma devida em veículo próprio para este fim, evitando que o falecido tivesse que ser colocado como se vivo estivesse, como normalmente ocorre, conforme contam alguns colegas destas regiões relatam.

Saúde e Paz



Paulo Coelho

domingo, 4 de abril de 2010

Páscoa 2010


A arte de conviver

Viver em grupo é a forma mais segura que o homem encontrou desde os tempos mais remotos, por questões de segurança e pelas facilidades das tarefas do dia a dia.
Mas sem dúvida nenhuma é uma das coisas mais difíceis de fazer é conviver ou “viver com”, pois mesmo sendo da mesma espécie, somos únicos, temos vontades distintas, aspirações desiguais, projetos que normalmente são focados no pessoal e assim vamos.

O eu sempre é mais forte que o nós, o meu é mais importante que nosso, a vida gira em torno do meu  mundo, como se apenas importasse o que nos aflige, como se o mundo girasse em torno do nosso umbigo apenas.
Hoje o demonstrar carinho, respeito, apreço pelas pessoas é considerado perda de tempo, e este tipo de coisa neste mundo corrido e agitado onde vivemos não pode ocorrer. Fazendo isso permitiríamos que nosso concorrente, seja ele quem for, pai, mãe, irmão, colega, empresário, estivesse nos ultrapassando e isso é inaceitável, neste mundo concorrencial em que vivemos, onde mais vale o ter do que o ser, não pode acontecer.
Pois então, meus amigos, convido a todos a parar um pouquinho, refletir sobre as ações, lembrar das promessas de virada de ano, ver para aonde estamos indo e se é este o local que queremos chegar, se as companhias são as ideais, ou se estamos perdendo ao longo do caminho pessoas caras, que fazem parte de nossa vida, que merecem mais do nosso escasso tempo.

Nesta semana Santa, onde temos a sexta feira da paixão e o Domingo de Páscoa, onde para o Cristianismo juntamente é o período mais importante do ano, que nos oferece a oportunidade de ressuscitar, ter vida nova aproveitando o momento que a época nos oportuniza, bastando estarmos cientes das nossas deficiências e buscar a mudança, não para os outros, mas por nós mesmos, a data apenas serve como simbolismo, a referência que nos possibilita o norte, pois temos a dádiva divina de todo o dia, recebermos em nossas contatas corrente da vida 24 horas, que só podemos gastar da zero hora do dia em que estamos vivendo até a vigésima quarta hora deste mesmo dia, não tendo como acumular nem hora nem minuto, recebemos e gastamos, algumas vezes fazemos isso com sabedoria, alegria, entusiasmo, amor, outras vezes nem sabemos o que fizemos com todo este crédito e aliado a isso o livre arbítrio, onde podemos escolher o caminho do bem ou não, dicotomicamente.

Podemos mudar, se quisermos, mas isso é de dentro para fora, normalmente de forma lenta, mas o resultado é maravilhoso, deixar para traz o que apenas ao passado pertence, aproveitando as lições, libertar o coração das magoas, injustiças, mas tendo presente que apenas o nosso ponto de vista não vale para avaliar as injustiças, o que consideramos como algo que nos fizeram de mau, pode apenas ser uma reação as nossas atitudes, precisamos amadurecer, nos colocar no lugar do outro para saber o porque isso esta ocorrendo, ser vitima não é a melhor posição na vida, apenas nos ocasiona perda de tempo e angustia.

Viver intensamente, lutar pelos objetivos, mas sem perder o foco no que é mais caro, a família, os amigos e o Grande Criador dos Mundos - DEUS, pois o restante é efêmero e conseqüência de atitudes que tomamos.

Feliz Páscoa com muita

Saúde e Paz



Paulo Coelho

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Católicos lembram quinto aniversário da morte de João Paulo II

Fonte: Da France Presse/ G1
Os católicos lembram nesta sexta-feira o quinto aniversário da morte do papa João Paulo II, o pontífice mais popular da era moderna e candidato à santidade.
Nenhuma cerimônia será celebrada em seu nome nesse dia, já que o aniversário cai na Sexta-feira Santa, único dia do ano em que a Igreja Católica não realiza missa.
Na última segunda-feira, com uma missa solene na Basílica de São Pedro, seu sucessor, amigo e colaborador Bento XVI fez uma homenagem a João Paulo II, recordando sua "fé indestrutível", "sua generosidade e entrega" aos demais.
O primeiro Papa polonês da história continua suscitando veneração entre os fiéis, que costumam deixar centenas de cartas em seu túmulo, na cripta de São Pedro, no Vaticano.
"É um mito, um amigo, o Papa mais especial do mundo", afirma um dos bilhetes, que faz parte de um livro lançado recentemente na Itália com o título "Querido senhor Papa", que testemunha o desejo de muitos católicos de falar com ele "como se estivesse vivo".
Muitos católicos em todo o mundo esperavam que o chamado Papa "viajante", "andarilho da fé", que se comunicava com facilidade com as massas, alcançasse a glória dos altares antes do quinto aniversário de sua morte.
O pedido da multidão no dia de seu funeral, em abril de 2005, ao gritar "santo subito" (santo já), foi acolhido por Bento XVI que, graças a uma dispensa papal, abriu o processo antes que passassem os cinco anos da morte exigidos pelo Código Canônico.
Eleito em 16 de outubro de 1978 e morto em 2 de abril de 2005 depois de uma longa doença acompanhada pelo mundo inteiro passo a passo, João Paulo II foi proclamado "venerável" em dezembro de 2009.
Tal reconhecimento, chave para alcançar a beatificação, esperada para este ano, foi atrasado pela proclamação do controvertido papa Pio XII, questionado por seu silêncio durante o genocídio promovido pelos nazistas.
Apesar de diversos milagres terem sido atribuídos a João Paulo II, que morreu por conta do mal de Parkinson, o "milagre" selecionado e apresentado à Congregação para a Causa dos Santos ainda deve passar por uma comissão médica, assim como por teólogos, bispos e cardeais.
O caminho rumo à beatificação, primeiro passo para a canonização, requer uma prova de que um milagre aconteceu, o que é um processo longo e complicado.
Uma série de dúvidas acerca do milagre atribuído a João Paulo II, divulgados pela imprensa polonesa e italiana, asseguram que o caso da freira francesa Marie Simon-Pierre, diagnosticada com o mal de Parkinson, que se curou inexplicavelmente em junho de 2005 por intervenção do Papa polonês, poderá não ser aceito.
O Vaticano não se pronunciou sobre as dúvidas, mas lembrou que se trata de um processo com muitas etapas e no qual várias comissões científicas intervêm.
Veículos da imprensa italiana sustentam há alguns meses que a cerimônia será celebrada no Vaticano em 16 de outubro de 2010, 32 anos depois de sua eleição como primeiro Papa polonês da história.
No entanto, o recente anúncio feito pelo Vaticano da celebração de outras seis canonizações em 17 de outubro e os problemas com o milagre de João Paulo II deverão atrasar a esperada beatificação.



Esta questão nos leva a refletir, por que não criamos cerimônias de aniversário de falecimento, onde podemos montar um púlpito com microfone, guarda-sol cadeiras e mesas para acomodar os amigos e familiares, onde aqueles que desejem falar sobre o falecido tenham a oportunidade, enfeitar o tumulo com coroas e arranjos de flores, convidar o religioso do credo da família para proferir uma oração e homenagear mais uma vez a memória daquele que partiu.
Evento semelhante a isso ocorre na Argentina, onde dependendo da família há adesão de cerca de 30 pessoas nestas homenagens.
É mais uma forma da empresa marcar presença na vida desta família e tornar mais branda a imagem das empresas funerárias junto as famílias e ainda diminuir com a ociosidade que por vezes nos perturba.

Boa páscoa com muita
Saúde e Paz



Paulo Coelho

Cadáver é deixado na chuva no Hospital Estadual de Santana

Foi neste "necrotério" que deixaram o corpo do jovem que faleceu. Falta de cobertura fez corpo ficar em baixo de chuva. Telhado foi improvisado pelos familiares revoltados.Fonte: o correineto.com.br Por Eduardo Neves






O caso ocorreu na noite desta terça-feira, 30, e foi denunciado na manhã desta quarta-feira, 31, durante inspeção no Hospital Estadual de Santana, realizado pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Amapá e pelo Sindicato da Saúde (SINDSAÚDE).

De acordo com as denuncias apuradas pelo presidente da CDH/AL, deputado estadual Camilo Capiberibe (PSB/AP) e pelo coordenador do SINDSAUDE Dorinaldo Malafaia, um jovem de 22 anos com sintomas da gripe AH1N1 teria conseguido chegar de bicicleta até em frente ao Hospital de Santana por volta das 9h30 da noite e depois de ataque fulminante acabou caindo e foi a óbito.

O fato poderia passar despercebido não fossem os procedimentos adotados depois do falecimento do jovem que pode ter sido vítima de gripe suína. “Colocaram o cadáver no necrotério que está sendo reformado e deixaram o corpo pegando chuva. O pior é que os familiares, revoltados com a situação, queriam linchar os trabalhadores”, denunciou uma enfermeira que preferiu não se identificar.

Indagado pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa e pelo Sindicato de Saúde sobre o que teria acontecido com o cadáver, o administrador do Hospital, Fernando Cegado admitiu que o fato ocorreu, mas em sua versão ele teria orientado os maqueiros a levar o cadáver para o bicicletário que estaria coberto e teria espaço. Cegado então afirmou que os trabalhadores não seguiram sua orientação e que por isso mandou demitir os maqueiros que colocaram o corpo do jovem no necrotério do Hospital.

Superlotação - No setor de pediatria cada leito estava sendo dividido por duas crianças com acompanhantes. Num dos casos existe um bebê com pneumonia e outro com rotavírus no mesmo leito. “Eles estão sujeito a infecção hospitalar”, alertou Dorinaldo Malafaia.

No setor onde fica a maternidade não é diferente e em muitas ocasiões mulheres grávidas tem que dividir o mesmo leito hospitalar.

Questionado pelo deputado estadual sobre a situação da pediatria, o administrador disse que é “normal” por causa da quantidade de moradores do município de Santana, e que na tarde desta quarta-feira, seria inaugurado o Pronto Atendimento Infantil com 13 leitos. “Mas isso não resolverá a situação em que hoje se encontra a pediatria, alivia, mas é um mero paliativo”, disse Camilo, ao cobrar explicações para diversas obras abandonadas, como a da Maternidade que está parada há mais de dois anos que pela estrutura poderia ter impacto importante na qualidade do atendimento ao povo santanense, mas não foi concluída.

“O que inviabiliza esta obra é a incompetência e a falta de compromisso com o povo de Santana do governador Waldez e do Secretário de Saúde Pedro Paulo Dias de Carvalho”, declarou o deputado durante visita na área em que seria a Maternidade.

O deputado do PSB se irritou ao saber que há recursos da ordem de R$ 12 milhões para investimentos em um projeto de revitalização do Hospital de Santana e o governador Waldez e o Secretário Pedro Paulo Dias de Carvalho, apesar de estarem há sete anos no poder, foram incapazes de tocar a obra.

Nos corredores do hospital, a reclamação dos pacientes foi generalizada. “Aqui agente procura medicamento e não encontra. Se queremos tomar um soro somos sujeito a ficar sentados neste banco porque não tem leito”, disse o aposentado Manoel Viana, que está com dengue há 11 dias.

Se a falta de estrutura provoca caos para atender os pacientes, a situação dos profissionais de saúde está pior ainda. “Teve casos de um técnico de enfermagem aqui no hospital para atender 100 pacientes. Sem contar que a Secretaria de Saúde está usando voluntários para fazer atendimentos”, disse o técnico em enfermagem Richarlisson.

Os técnicos em enfermagem denunciaram ainda a falta de medicamentos e de Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs). “Uma vez eu me furei e o que eles fizeram foi me mandar fazer exame de sangue, não existe acompanhamento psicológico”, disse o mesmo profissional que é técnico em enfermagem.

Diante das denuncias, o deputado Camilo Capiberibe estará encaminhando relatório ao governador do Amapá Waldez Góes (PDT/AP), ao secretário de Saúde Pedro Paulo Dias de Carvalho e aos Ministérios Públicos Estadual e Federal para as devidas providências. “Vamos encaminhar ao Ministério Público, pois o governo Waldez não se sensibiliza . Só com ação e determinação judicial eles fazem alguma coisa”, desabafou.


O respeito pela honra e memória das pessoas falecidas e consideração aos familiares devem ser mantidos, a exposição, maus tratos a cadáveres é crime conforme o Códi Penal Brasileiro Vilipendio art. 212, com pena prevista de 1 a 3 anos de detenção mais multa, bem  sabemos que não é apenas neste hospital que ocorrem situações como esta, há muitos outros locais onde os agentes funerários enfrentam dificuldades para a busca de corpos, assim como as famílias que alem da dor da perda percebem a total falta de respeito, higiene para com quem falece.

É possível se mobilizar para mudar esta problemática, fazendo relatos, fotografando, denunciando estes locais que são inadequados para que a pessoa falecida aguarde a remoção da empresa funerária. Não é porque esta morto que aquele corpo não merece respeito.
Neste momento mais uma vez se mostra fundamental a Tanatopraxia, para evitar que doenças oriundas destes locais possam ser disseminadas através de quem visite o velório.
Saúde e Paz

Paulo Coelho


Padre de cidade francesa chega bêbado e atrasado para funeral

Fonte: Da EFE / G1 

Paris, 31 mar (EFE).- O padre da Igreja de Saint-Jean, na pequena localidade de Muret, no sul da França, chegou bêbado e atrasado para um funeral que realizaria, e, como se não bastasse, agrediu com um soco um dos presentes no velório, informa hoje a imprensa local.
O pároco, cuja embriaguez foi confirmada por um exame, foi detido pela Polícia e agora responderá na Justiça pela agressão que cometeu.
Segundo informações, por volta das 10h50 (5h50 de Brasília) de ontem, o padre, natural de Burkina Fasso e de 46 anos, chegou com atraso e visivelmente bêbado para o funeral.
"Ele cambaleava e mal conseguia falar. Insistiu em celebrar o velório, mas nós nos opusemos", disse ao jornal "La Depeche" uma das pessoas que foi à igreja.
Como o religioso só pronunciava sons sem sentido, os funcionários da funerária contratada interromperam o sermão e pediram ao pároco que se desculpasse com os familiares e amigos da mulher cujo corpo estava sendo velado.
O padre se recusou a atender ao pedido e reagiu violentamente, dando um soco em um amigo do filho da falecida. Pouco tempo depois, chegou a Polícia, que, após comprovar que o sacerdote estava bêbado, levou-o detido.
Em nota, o arcebispado se disse "consternado" com o ocorrido, pediu perdão à família e à comunidade de Muret, e garantiu que tomará todas as medidas necessárias para que o pároco "consiga se livrar de sua dependência em relação ao álcool". EFE


Gostaria que este canal de comunicação servisse apenas para divulgar boas informações, onde o segmento e serviços afins fossem bons exemplos de fato inspiradores, mas como nem tudo são flores, acredito que estas notícias reais nem tão boas nos sirvam de alerta para que nossas empresas e comunidades não sejão as próximas a aparecer nestas manchetes constrangedoras.

Saúde e Paz

Paulo Coelho

sexta-feira, 26 de março de 2010

Porto Alegre 238 anos

Bairrismo
Dizem por ai, Brasil a for a que todo Gaucho é bairrista, e por excelência todo porto alegrense e pós-doutorado neste tema, o que eu gostaria de por em avaliação.

Primeiro vamos estabelecer o que significa ser bairrista... pessoa que tem alto apresso ao que é seu, alguém que valorize tudo que lhe pertence, que cuida como sendo raro algo que até parece ser sem valor, ao olhar do desconhecido.

Se estas definições acima são legitimas, vamos ver se temos o por que ter orgulho de alguma coisa por esta terra.

Temos o mais belo por do sol do mundo, considerado por estrangeiros, temos clubes de futebol (2) que conseguem abranger todo o Estado, ou seja, alguém pode ser juventudino, caxiense, pelotense, Brasil de Pelotas, mas é também Gremista ou Colorado. Tivemos uma revolução que perdurou 10 anos, que se iniciou nesta cidade, onde o objetivo era democratizar as verbas dos impostos, possibilitando que seu povo tivesse acesso a estradas, saúde e educação, estou falando em 1835. Nasceu aqui nesta cidade um dos maiores movimentos culturais do mundo - que se espalharam por todos os cantos do mundo o CTG – Centro de Tradições Gauchas – sim!!! Foi fundado junto ao Colégio Julio de Castilhos – o Julinho – temos no mês de setembro uma cidade dentro da Capital onde o campo invade o concreto, juntando mais de 350 piquetes – que é uma espécie de CTG com dimensões menores – e não se juntam apenas para beber e comer churrasco, o objetivo é questões culturais das origens e valorização da cultura, juntando mais de 500.000 pessoas durante os 20 dias de evento, mesmo sendo chamado de semana farroupilha. Temos ainda o aeromóvel, criação gaucha que já foi exportado, mesmo não tendo sido aproveitado aqui como deveria. Temos um porto que pode ser mais belo que o Madero de Buenos Aires, mesmo escondido por um muro gigantesco.

Certamente poderia ficar aqui falando muito mais das maravilhas da bela Porto Alegre, mas ai seria taxado de Bairrista... prefiro então fazer apenas mais uma referencia para que vocês possam tirar suas conclusões, vou falar das porto alegrenses, as mais belas mulheres do Brasil, seguidas de perto claro pelas demais gauchas...

Aqueles que não acreditarem podem vir a Porto Alegre que irão se encantar e comprovar tudo isso que eu falo.

Desta forma concluo que não somos bairristas apenas apreciadores das boas coisas da vida e valorizadores destes privilégios que Deus nos disponibilizou.

Porto Alegre é que tem um jeito legal, é lá que as gurias etc. e tal... nosso atual prefeito José Fogaça ao compor esta musica foi muito feliz, pode captar nuances da Capital que só quem ama esta terra é capaz de fazê-lo.

Parabéns Porto Alegre pelos seus 238 anos, sabemos que temos muito que melhorar, pois somos exigentes, e trabalharemos para isso ocorrer, mas morar aqui é bom de mais.

Saúde e Paz

Paulo Coelho

O NEO Consumidor

Na noite de quarta feira passada assisti palestra do Diretor Mauro Schaan, para Região Sul da Gouveia de Souza Consultoria, uma das mais respeitadas empresas do seu segmento, tendo em seu portifólio empresas como a Vivo Celulares entre outras gigantes dos setores de bens, serviços e industria, que veio falar sobre o NEO CONSUMIDOR.


As novidades chegarão, mais cedo ou mais tarde mas elas estarão entre nós querendo ou não, um exemplo disto é o telefone celular, a dez anos passados era raro, a quinze não tínhamos e não sentíamos falta, hoje ter um é imprescindível, sair sem ele de casa é inaceitável, ter dois já passa a ser normal e esta é a amostra básica desta mudança de habito do consumidor.

As empresas necessitam estar atentas as estas mudanças, hoje já é comum as empresas se dividirem no atendimento através de ferramentas como o Twitter, onde o consumidor acompanha as novidades em tempo real. Nos EUA clientes pesquisam na internet mesmo dentro das lojas físicas, comparando preços e serviços e decidindo através do atendimento, forma de pagamento e tipo de mercadoria.

O foco no mercado continua sendo a base para o crescimento da empresa seja física ou virtual, sem Isto é impossível manter clientes, que e sabido é mais econômico que conquistar novos.

Cerca de 40% das empresas sem comunicação com seu público fecharão diz uma pesquisa americana. No Brasil o resultado de pesquisa semelhante chegou a 76%.

A internet é o principal cana de comunicação. A loja física dentro da virtual e vice-versa. Há uma grande rede de lojas na América do norte que vende pela internet e o cliente passa na loja física no Dryve e retira sua mercadoria, se quiser tem a possibilidade entrar na loja, mas o espaço da frente é reservado para este serviço de entrega.

No Brasil empresas como Tok Stock já disponibiliza serviços através de celular para que o cliente localize a mercadoria dentro da loja – qual corredor, prateleira... outra grande empresa que investe pesado neste segmento é o Ponto Frio.

Empresas desenvolveram aplicativos para Iphone com o intuito de facilitar esta localização de mercadorias dentro de lojas.

Sustentabilidade

Pesquisas mostram que 60% dos consumidores pesquisados já compraram mercadoria com apelo ecológico e mais ainda 68% consideram a possibilidade de comprar com mais freqüência tais produtos. E o mais alarmante, 80% não aceitam pagar mais por estes produtos ou serviços, querem que estes tenham preço igual ou inferior aos produtos ecologicamente incorretos.

O Brasil será a bola da vez durante os próximos 10 anos.

Mudanças nos hábitos dos americanos e irá se alastrar para o restante do mundo. Marcas próprias farão parte cada vez mais da iniciativa das empresas e grandes redes. Assim como marcas que apenas forneciam passam a vender diretamente através de lojas próprias, para não ter que vender aos varejistas que em determinados segmentos fazem o preço, claro exemplo disto é a Via uno de calçados com mais de 200 lojas espalhadas pelo mundo.

Todo movimento é com o foco no cliente, para o cliente. Os consumidores das classes “C, D e E”, estão mais exigentes do que nunca, não bastando oferecer o “basicão”, eles querem mais, mais qualidade, mais comprometimento, mais serviços agregados, mais atenção, mais valorização.

Entramos novamente numa roda de desenvolvimento, onde haverá mais empregos formais, que irá gerar mais renda, que por sua vez possibilitará o aumento da oferta de crédito que irá propiciar mais confiança que por sua vez irá gerar mais produção, que resulta em mais emprego e tudo novamente.

Para que tenhamos o sucesso merecido será necessário que tenhamos o foco no cliente e nisto o mais importante conselho que pudesse ser ofertado seria Cumpra o que promete, este é o básico, se sua empresa oferece atendimento diferenciado entregue, se oferece preço baixo, pratique preço baixo, se for facilidade no pagamento cumpra.

Conforto, preço baixo, acessibilidade, isso tudo conquista não apenas clientes, mas sim os melhores e mais eficientes vendedores do seu negócio, e o que é melhor com custo zero.



Saúde e Paz



Paulo Coelho

quarta-feira, 24 de março de 2010

Curitiba 27 empresas Funerárias disputam 26 vagas

Prefeitura vai selecionar empresas para atuar na cidade nos próximos dez anos.
Fonte: Gazeta do Povo
Publicado em 23/03/2010
Ari Silveira

Apenas 27 empresas permanecem na concorrência pública para a contratação das 26 concessionárias de serviços funerários que atuarão em Curitiba nos próximos dez anos. A comissão de licitação da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMMA) publicou a lista das empresas habilitadas no último sábado, na Gazeta do Povo. Outras 26 funerárias foram eliminadas. Entre elas haveria até empresas “fantasmas”. O prazo para apresentação de recursos começou ontem e termina na sexta-feira. Se ninguém recorrer, a licitação será concluída na semana que vem.

Uma das empresas apontadas como inexistentes é a Funerária Campo do Tenente, de propriedade do presidente do Sindicato das Funerárias do Paraná, Gélcio Miguel Schibelbein. Gélcio garante que a funerária existe e funciona regularmente. “É um escritório simples, acanhado, porque Campo do Tenente é uma cidade pequena, tem duas funerárias e registra dois a três óbitos por mês”, argumenta.

Saiba mais
A Empresa Funerária Nossa Senhora de Fátima também foi desclassificada por não ter caracterizado que presta serviços funerários. Já as demais concorrentes foram desclassificadas por não cumprirem outros itens do edital, como capital social de pelo menos R$ 100 mil, sede com área mínima de 60 m², dois veículos adaptados para o transporte de caixões e urnas funerárias, apresentação da documentação exigida e restrições à composição societária. Empresas cujos sócios tenham participação em outras funerárias estão impedidas de concorrer.
Das atuais concessionárias de Curitiba, foram eliminadas as funerárias São Francisco, Pinhei­­rinho, Bom Pastor, Müller e Bom Jesus, que podem entrar com recurso até sexta-feira.

Recursos
O advogado da Associação dos Estabelecimentos de Serviços Funerários dos Municípios da Região Metropolitana – que congrega funerárias da região, com exceção da capital –, Geraldo Mocellin, contesta o resultado. “Foram habilitadas empresas que têm o mesmo sócio e que compõem grupo econômico, o que é vedado pelo edital e pela Lei das Licitações”, acusa. “Também foi inabilitada uma empresa da associação, a Prevenir, de Pinhais, que é melhor prestadora de serviços funerários da região na atualidade, por um erro de análise da documentação por parte da comissão de licitação.”
Mocellin promete recorrer das habilitações e inabilitações supostamente indevidas. Segundo ele, há indícios de direcionamento do processo licitatório.
Próxima fase
A próxima fase da licitação é a proposta de valores. As empresas terão de destinar um porcentual mínimo de 4% do valor registrado em nota fiscal dos serviços ao Fundo do Meio Ambiente, responsável pela conservação dos quatro cemitérios municipais de Curitiba – São Francisco de Paula, Água Verde, Santa Cândida e Boqueirão.
Classificassão
“A classificação será feita pelo maior porcentual oferecido”, explica Augusto Canto Neto, diretor de Serviços Especiais da SMMA, ao qual está subordinado o Serviço Funerário Municipal. Não haverá limite máximo, mas porcentuais muito altos, incompatíveis com a realidade contábil das empresas, não serão aceitos. “Se não conseguirmos contratar todas as 26 empresas nesta concorrência, abriremos nova licitação para preencher as vagas”, avisa o diretor. O prazo é de dez anos, prorrogáveis por mais dez.

Entenda o caso cronológicamente
 
Rodízio de funerárias existe desde 1987, mas licitação só foi anunciada 20 anos depois.

Agosto de 1987 – Decreto assinado pelo então prefeito Roberto Requião institui o rodízio entre as 21 funerárias de Curitiba, para evitar o agenciamento de corpos. Nenhuma delas foi selecionada por meio de licitação, como determina a Constituição.
Setembro de 2005 – Uma ordem de serviços do departamento de Serviços Especiais da SMMA libera as funerárias do rodízio para funerais ocorridos fora da cidade.
Junho de 2007 – Depois de uma exigência do Ministério Público, a pre­feitura de Curitiba anuncia que vai abrir licitação para a escolha das funerárias.
Fevereiro de 2009 – Matéria da Gazeta do Povo mostra que funerárias da capital mantêm agenciadores em cemitérios e no Instituto Médico-Legal.
Maio de 2009 – Um novo decreto, o 699, volta a instituir a obrigatoriedade do rodízio.
Outubro de 2009 – Devido a uma série de irregularidades, a prefei­tura lança outro edital para a licitação.
Dezembro de 2009 – 53 em­presas entregam os documentos para a fase de habilitação.
Março de 2010 – Comissão de licitação divulga lista das 27 empresas habilitadas.

Ponto de vista
O processo deflagrado em Curitiba não é o melhor para as empresas locais, o que pode ser evitado, mas esta oportunizando melhoria no sistema, se houver rigido controle, o que acontecia por exemplo na Capital dos Gauchos onde após o processo semelhante a este de Curitiba, a Comissão Municipal de Serviços Funerários atuou de forma proativa exigindo o cumprimento da legislação em vigor.
Os empresários da Capital Paranaense tiveram tempo para se organizar, buscar acessoria e adaptar-se as exigencias de um processo licitatório, neste momento havendo uma empresa mais que o número determinado pela Prefeitura para exploração do serviço, cabe ao grupo selecionado prudencia para não inviabilizar o seu negócio oferecendo ao poder público valores incompativeis com a realidade do segmento.

Saúde e Paz

Paulo Coelho

segunda-feira, 22 de março de 2010

Funerárias arrecadam contribuições e não cumprem o combinado no enterro

Fato já conhecio por muitos fuerários no Brasil mas que pouco é levado em consideração, vem sendo discutido pela SUSEP, mesmo não se tratando de Seguro. Ocorre que o crescimento dos planos de assistência familiar sem as reservas para garantias futuras pode deixar que muitas famílias não recebam pelo serviço contratado.
A muito tempo alerto que os planos da forma que estão configurados atualmente são como piramides, onde muitos contribuem para poucos utilizarem, mas chegará o tempo em que muitos utilizaram e não haverá recursos suficientes para fazer frente as despesas, mesmo considerando apenas os insumos do serviço. Trata-se de apenas constatação matemática, a forma que esta se administrando os planos o inviabilzam a curto médio prazo, resta saber o que se deixará para os sucessores das empresas funerárias, um legado ou maldição com muitas contas para pagar.
Leiam a reportagem e tirem suas próprias conclusões.    


Fonte:correio Brasiliense
Vicente Nunes e Victor Martins
Publicação: 22/03/2010 08:22

A Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão que regula e fiscaliza o mercado de seguros no Brasil, foi incumbida pelo Ministério da Fazenda de botar a mão em um vespeiro: trazer para a legalidade os planos mútuos ou auxílios-funerais, que prometem um enterro digno a quem pagou pelo serviço por anos a fio. Dados colhidos pelo governo mostram que 25 milhões de famílias contribuem, religiosamente, com parcelas entre R$ 10 e R$ 15 por mês a funerárias espalhadas pelo país, mas, na maioria dos casos, não há nenhum tipo de contrato garantindo o que foi acertado. Ou seja, pelo menos R$ 3 bilhões por ano estão engordando os caixas das funerárias, baseados apenas na confiança entre consumidores e empresários, sem qualquer fiscalização oficial.

Nos levantamentos realizados pelo governo, quase todo o dinheiro pago às funerárias por meio dos planos ou auxílios vai para o patrimônio pessoal dos donos das empresas. Em vez de formarem uma poupança para assegurar a prestação dos serviços quando solicitados, muitos empresários preferem comprar o carro do ano ou mesmo construir casas suntuosas, apostando que, com o fluxo de pagamentos, nunca ficarão no vermelho. A realidade, porém, é outra. O excesso de confiança e a certeza do dinheiro fácil estão levando a exageros, a ponto de empresas falirem e fecharem as portas, deixando na mão os que lhes foram fiéis por décadas.

Contrato de gaveta
A disseminação de funerárias vendendo auxílios funerais sem garantia e solidez financeira é gritante. Em Goiás, há casos em que não existem nem mesmo um carnê para comprovar os pagamentos efetuados. Um contrato de gaveta é assinado e um motoboy percorre, mês a mês, a casa dos clientes para cobrar o dinheiro do futuro enterro. "Sem o motoqueiro, a inadimplência aumenta muito. Se não tomar cuidado, de 30% a 40% da carteira de beneficiários dos planos deixam de pagar. Mas o contrato (mesmo que de gaveta) é claro: se não pagar por três meses seguidos, a pessoa perde o dinheiro e o direito ao auxílio", afirma o dono da funerária Boa Esperança, Fernando Viana, localizada em Valparaíso, distante 50km de Brasília.

Viana conta que chegou a ter uma carteira de mais de 2 mil clientes, mas ela não se sustentou. Inadimplência e desistências demais impediram a continuidade do serviço. Hoje, não chega a 50 o número de beneficiários atendidos por ele. "Não dá para sobreviver sem esses planos. Mas o dinheiro não vai para um fundo nem para uma conta. Vai para as coisas da funerária", diz o empresário.
Na empresa Bom Pastor, instalada no Pedregal, cidade distante 60km da capital do país, Igor Candido da Silva, o dono da funerária, montou uma carteira de 200 clientes. A mensalidade mínima é de R$ 15 - os valores variam de acordo com os serviços exigidos. Por mês, são R$ 3 mil arrecadados. Isso, se todos os clientes tiverem apenas o plano mais simples e arcarem com a dívida no dia certo. "Muita gente nos procura, vale muito a pena para a família não ter dor de cabeça. As pessoas pagam, no mínimo, 140 parcelas. A garantia para o cliente é a palavra do vendedor", enfatiza. Ele vai além: a depender do plano, as mensalidades podem se estender por 15 anos, para velórios que custam entre R$ 2 mil e R$ 3 mil.

Venda casada
Sem se identificar, o dono de uma empresa denuncia que as irregularidades não estão restritas às funerárias. Ele afirma que já prestou serviço para seguradoras e teve problemas. “Quase toda pessoa, quando faz um seguro de carro, um cartão de crédito ou um empréstimo, faz sem perceber um plano de assistência funerária. Tem gente que tem até mais de um plano desses. É venda casada”, destaca. "Quando prestei serviço para uma grande seguradora, se a apólice do cliente era de um enterro de R$ 3 mil, ela só repassava para a gente R$ 1 mil. E, se eu reclamasse, ameaçava não fazer mais os serviços comigo", assegura.

Saúde E Paz

Paulo Coelho

sábado, 20 de março de 2010

DNIT écondenado a indeizar por acidente em rodovia federal

Mesmo sendo noticia do ano passado, considero importante a divulgação, por tratar-se de tema do nosso dia-a-dia, por percorrermos centenas e até milhares de quilometros por ano, nos deparando com estradas com ineficaz conservação, para usar termo ameno.
Esta decisão é apenas uma amostra que o Estado é o responsável por eventuais acidentes e danos causados nas estradas.
O outro alerta é sobre a forma adequada de se produzir as provas: documentar com fotogafias a estrada e o acidente, solicitar 3 orçamentos descriminados em nome da vitima, em se tratando de veículo comercial apresentar declaração de rendimentos da empresa, notas de abastecimentos, notas fiscais de serviços onde conste o valor cobrado pela remoção. Desta forma será mais simples buscar reparação dos danos sofridos. Muito importante é a questão da velocidade ser compativel com  o trecho e a condição da estrada, tendo em vista que nenhuma indenização será grande o suficiente para repor uma vida.   

Publicado em 04 de Setembro de 2009, às 18:43
A Quinta Turma do Tribunal Regional Federal da 1.ª Região (TRF/1.ª) decidiu, por unanimidade, nos termos do voto do relator, juiz federal convocado Pedro Francisco da Silva, condenar o DNIT a pagar indenização por acidente em razão de má conservação de rodovia federal.

Apela o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) contra a sentença que julgou procedentes os pedidos de indenização por danos morais e materiais, inclusive lucros cessantes, em decorrência de acidente ocorrido em estrada federal, motivado por má conservação, que causou danos ao veículo do autor.
Alegou que o autor não colacionou os três orçamentos indispensáveis para a aferição do prejuízo material e que o documento juntado para aferição do dano material é anônimo. Reclamou ainda que o autor deveria ter comprovado que o acidente foi ocasionado pela existência do buraco na pista. Afirmou que o segmento em que ocorreu o evento danoso estava em perfeito estado de conservação, com contratos de manutenção e restauração. Disse que o condutor do veículo não teve os cuidados necessários ao trafegar pela rodovia, que a velocidade que o condutor desenvolvia era alta. Afirmou que não houve comprovação dos lucros cessantes nem tão pouco prova do abalo psicológico do autor.
Para o relator, restou suficientemente comprovado, pelo boletim de ocorrência e oitiva das testemunhas, que o acidente ocorreu em estrada federal - BR 364, sendo que os danos causados ao veículo do autor foram provocados por um buraco na estrada, do qual o condutor do aludido veículo tentou desviar-se, o que o levou a invadir a pista contrária de forma brusca e, ao retornar para sua pista, o caminhão acabou tombando.
O relator verificou que, pela prova produzida nos autos, o estado de conservação da pista em que ocorreu o acidente não era adequado. Não havia sinalização, o acostamento era estreito e ainda havia buracos na pista, o que leva à conclusão, à míngua de provas em contrário, de que a causa do acidente foi, exclusivamente, o mau estado de conservação da rodovia federal. Assim, ficou patente a responsabilidade subjetiva do DNIT, haja vista que a situação precária da rodovia BR-364, no ponto em que ocorreu o acidente, não poderia ter passado despercebida dos servidores responsáveis pela conservação da referida rodovia, os quais demonstraram incúria em não providenciar os reparos necessários.
Explicou que os lucros cessantes foram evidenciados pela impossibilidade de o autor utilizar o veículo durante o tempo que esteve em reparo, pois o seu caminhão era empregado na sua atividade laborativa, consistente em fazer transporte de cargas. Por outro lado, razoável se afigura o critério adotado pelo juiz a quo para o seu arbitramento, consistente em fixar um salário mínimo por mês em que o veículo permaneceu em reparo, ante a ausência de comprovação de renda do autor.
Acrescentou que danos materiais originários do conserto do veículo devem ser reduzidos diante da impossibilidade de se extrair, do documento juntado, se a venda lá referida foi efetuada em favor do autor. Portanto esse documento deve ser afastado da condenação, que deverá ser reduzida para o valor de R$ 1.200,00 (mil e duzentos reais). O fato de não ter o autor apresentado três orçamentos não é capaz de macular a aferição dos danos materiais, pois o seu veículo era utilizado na sua atividade comercial, razão pela qual é óbvio o interesse de que ele fosse consertado o mais rapidamente possível. Ademais, o DNIT não apresentou outro orçamento que infirmasse os gastos apresentados pelo autor, deixando assim de exercer faculdade processual que lhe é conferida.
Fundamentou que a responsabilidade civil da Administração Pública é, a princípio, objetiva, de acordo com o art. 37, § 6.º, da Constituição Federal. Todavia a responsabilidade por omissão estatal assenta-se no binômio falta do serviço - culpa da Administração. Em tais hipóteses, o dever de indenizar surge quando o Estado devia e podia agir, mas foi omisso, e dessa omissão resultou dano a terceiro. De fato, não se pode dizer que o Estado é o autor do dano. Na verdade, sua omissão ou deficiência teria sido a condição do dano e não a sua causa, razão pela qual se aplica, para o caso em tela, a teoria da responsabilidade subjetiva, aferindo-se, também, a culpa da administração.
O relator, considerando o fato de não ter o autor sofrido qualquer dano à sua integridade física, mas apenas o susto e a perturbação mental de se envolver no acidente, e tendo em mira que a orientação jurisprudencial deste Tribunal Regional Federal da Primeira Região reclama a necessidade de moderação no momento de fixação do valor reparatório, a indenização por danos morais deve ser reduzida de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) para R$ 2.000,00 (dois mil reais).

Apelação Cível n.º 2004.36.00.010978-7/MT
Marconi Dantas Teixeira
Assessoria de Comunicação Social
Tribunal Regional Federal da 1.ª Região

Saúde e Paz
Paulo Coelho

sexta-feira, 19 de março de 2010

Serviços funerários X custo insumos

A população em geral vem ao longo dos tempos diminuindo os investimentos em vários serviços e produtos, entre eles claro inserem-se os serviços fúnebres, como alternativas surgiram os seguros funerais e auxílios funerais, buscando garantir dignidade no momento que venham precisar.

Anos pagando seguro a fio, com a promessa de garantir a dignidade da sua última homenagem, ou seja, uma urna funerária que seja compatível com sua forma de viver, uma ou duas coroas de flores, para enfeitar a capela, o famoso manto de flor da estação, o livro de presença para que os amigos deixem mensagem a família, transporte do corpo, preparação do seu corpo, documentação, locação de capela (municipal)locação de jazigo em (cemitério municipal) ou cremação.

No momento da utilização vem a surpresa para a família, a urna é de Eucatex, diferente da dignidade de vida do falecido, que quando é o contratante principal, menos mal, pois apenas os familiares sofrerão com a falta de qualidade, a preparação do corpo é a mais básica possível, normalmente sai do hospital ou local do óbito para a capela do cemitério (municipal) o carro e as flores são os possíveis ou os disponíveis. Bem diferente do prometido. Quando o contratante não é falecido, o problema é maior, pois sabe normalmente dos seus direitos básicos, ou seja, percebe a falha no cumprimento dos serviços contratados.

Quem sofre neste momento é a empresa prestadora do serviço, quem esta a frente desta relação, a FUNERÁRIA, que recebe autorização para execução do serviço conforme “combinado”, que por motivos obscuros não aparece na autorização.

Ao receber tal autorização e buscando o atendimento as empresas funerárias, baixam a qualidade das flores, urnas, o número de funcionários... A fabrica de urnas buscando diminuir os custos de fabricação passa a comprar pregos e grampos mais simples, madeira mais fina ou de qualidade inferior, alças de material inferior... e assim vai...

Ao utilizar o material durante o transporte no cemitério cai a urna por quebrar a alça, a urna abre e o corpo fica exposto...

Fato infelizmente não é fictício, ocorre com freqüência no Brasil, a família busca indenização da funerária, a funerária da fábrica, a fábrica aciona o fabricante de alças e ai vai. Mas a seguradora, que contratou a assistência, que repassou a terceiros e que por sua vez contratou outro...

A pergunta é: as companhias de seguro buscam este tipo de relação comercial com seus clientes, ou buscam honrar os contratos, entregando o que promete.

Tá na hora dos consumidores de seguros, os corretores, as companhias, as plataformas, as funerárias, a mudarem a forma de trabalhar, pois da forma que vem ocorrendo chegará o tempo em que as urnas entregues serão caixas de maçã usadas, sem preparação dos corpos, e o transporte se dará em carroça puxadas por pessoas, tudo em nome do ganho sem critério.
Imagine o que poderá ocorrer após a implantação do microseguro!?!
Passa pela mobilização de todos a mudança destas pratica.

Saúde e Paz
Paulo Coelho