quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

A Fragiliade

Foto: google- imagens - corrupção

A fragilidade
Há duas semanas o setor funerário esta em evidencia nos meios de comunicação, da forma mais negativa possível, vinculado a escândalos de impostos e associação ao tráfico de drogas.
Da mesma forma que poucos políticos fazem com que todos se sejam chamados de corruptos; como alguns postos de combustíveis transformam toda a rede em adulteradores de combustível; ou determinados funcionários públicos que prevaricam afetam a imagem de todos os demais por sua incompetência ou negligencia no cumprimento de suas atribuições; exemplos como estes temos em todas as representatividades da sociedade, não poderia ser diferente com empresas funerárias, onde meia dúzia não muito mais que esse número, consegue transformar todos em marginais.
É comum a generalização, se um faz normalmente entendemos que todos fazem, assim é a sociedade, mas necessitamos observar melhor para não cometermos injustiças. Falo em especial dos dois casos envolvendo empresas de serviços funerários onde no primeiro caso foi encontrado blocos de notas fiscais com valores previamente preenchidos, mostrando que havia sérios indícios de irregularidades fiscais, o outro caso envolvendo atestado de óbito de traficante do Rio de Janeiro.
Para entendermos estes casos sem buscar justificar o injustificável, é necessário que seja aberta certas questões que podem no futuro corrigir estas.
Inicio questionando como pode empresas que prestam serviços essenciais e caráter público trabalhar sem controle eficaz por parte do município, ou seja, trabalham como se fosse serviço de livre concorrência, onde o poder publico municipal que deve fiscalizá-lo emite alvará como se fosse para boteco que vende cachaça na esquina sem ofender estes estabelecimentos que cumprem seu papel na sociedade, como se não estivéssemos falando em saúde publica, como se fosse possível fazer promoções para atrair clientes, do tipo compre um e leve dois, onde não é considerado o numero estático de óbitos e o empobrecimento da comunidade que cada dia opta por serviços mais simples com valores mais baixos ou ainda pela assistência social.
No passado já tivemos o “Anjo da Morte”, no mesmo Rio de Janeiro, onde o enfermeiro antecipava os óbitos para que pudesse receber os valores das empresas funerárias que o patrocinavam, ou ainda médicos que vendiam Declarações de Óbito, caso comum em todo território nacional, sem ver o paciente, quando não acontece da empresa ter o óbito já assinado aguardando o cliente. Estes fatos que são feitos por marginais, pois esta é a forma correta de denominá-los e não como empresários ou Diretores Funerários, ocorrem apenas por negligencia do setor publico que abre de forma desorganizada para que cada dia novas empresas funerárias se instalem nos municípios, sem levar em conta número de habitantes, número de óbitos na localidade, poder aquisitivo da região, existência ou não de hospitais entre outros fatores relevantes e infra-estrutura de tais empreendimentos. Talvez pensem os Prefeitos “ quantos mais empresas melhor por haver mais arrecadação”, mas lamentavelmente o que se esta produzindo é justamente o contrario, menos emprego, pois os proprietários irão trabalhar sozinhos pela divisão do mercado e número de óbitos estáticos, aumento da informalidade no setor, possíveis associação a negociatas em hospitais na busca da sobrevivência alem da sonegação fiscal, que é um dos primeiro reflexos de excesso de empresas.
Pode o Município tranquilamente convidar as empresas funerárias existentes e instaladas no município a participarem de processo de concorrência com dispensa de licitação, preservando as empresas locais e os costumes da comunidade, onde a cidade vai ter qualidade no serviço, preços justos e controlados, redução nas despesas com os carentes, eliminar a corrupção em IML´s, Hospitais entre outros locais onde ocorrem estes problemas, alem de aumentar consideravelmente a arrecadação deste segmento.
Já temos diversos Municipio trabalhando com este tipo de Legislação, onde o cidadão é respeitado e os empresários podem investir sem risco de perder tudo para aventureiros.
No caso especifico do traficante é necessário apuração dos fatos, para saber até que ponto houve cumplicidade da empresa, tendo em vista que a contratação de serviço sem velório ocorre comumente, a família ter a Declaração de Óbito e chegar à empresa com este documento é normal, mesmo sendo morte em domicilio. Cabe verificar onde foi buscado o cadáver uma vez que o local do óbito estava como sendo a delegacia de policia, caso não foi buscar neste local, cabe explicação. A condenação antecipada é fato perigoso, a final todos merecem o direito constitucional da ampla e irrestrita defesa. Por outro lado havendo a comprovação do envolvimento, deve o poder publico banir tanto a empresa quanto os diretores e gerente do segmento funerário.
Uma morte deve ser tratada como um ato jurídico acima de tudo, onde há desdobramentos que afetam a vida de muitas pessoas e do Estado, por isso entendo que todas as empresas funerárias brasileiras deveriam constar num cadastro federal semelhante ao que existe com as farmácias, devendo haver um responsável técnico pela empresa alem do termo de permissão pelo município.
Não podemos esquecer que realizamos translados intermunicipais, Interestaduais e internacionais, realizamos métodos invasivos como Tanatopraxia, registros em cartórios, casos envolvendo cremação e seguros de vida e DPVAT, todos estes procedimentos de alta complexidade e que necessitam serviços de profissionais especializados, éticos e idôneos.
Necessitamos modificar este panorama, cabe a todas as entidades contribuir para tal mudança e não ficar lamentando por ai, é necessário mudar isso em nossa casa, se em seu município ainda lhe debocham chamando de papa-defunto, de Zé do caixão entre outras formas pejorativas de rotular o agente funerário, é sinal que as atitudes estão erradas, é necessário mostrar respeito e exigir, para isso temos que ter atitudes diferentes das atuais, investir de forma séria e com objetivo de mostrar o valor do segmento funerário; não é possível que líderes em sua cidade ainda sejam taxados de lixo da sociedade, esta mudança cabe a cada agente ou diretor Funerário, através da capacidade de mostrar a importância deste serviço.
Devemos ser exemplos na sociedade, fazer parte, decidir o nosso futuro e dos demais, se envolver no que é relevante para o Município, ai iniciaremos a modificação da imagem publica e poderemos exigir do poder público respeito e reconhecimento, inclusive banindo estes que atualmente apenas denigrem uma classe tão importante e sem o merecido reconhecimento.
Saúde e Paz
Paulo Coelho

domingo, 17 de janeiro de 2010

Homenagem a Flavio Sabaddini

Foto:arquivo ZH

Nesta tarde quente na Capital gaucha as maiores autoridades do RS se reuniram para dar seu último adeus a um dos maiores líderes empresariais do Rio Grande e do Brasil.
Governadora do Estado Yeda Cruzios, o Presidente da CNC Dr. Antonio Oliveira Santos e Diretores desta casa, os Vice Presidentes do Sistema, Deputados Estaduais e Federais, Prefeitos Municipais como Andreson Hoffmeister – Tramandaí, Diretor Geral do SESC Maron Abi-Abib, os mais importantes Sindicalistas do RS, empresários, diretores do Sistema FECOMERCIO, colaboradores do SESC-RS e SENAC-RS, Federações co-irmãs, amigos e familiares, lotaram o Cemitério Jardim da Paz e renderam homenagens a Flavio Sabbadini.
Entre as conversas nas rodas que se formava durante o velório, o que mais foi comentado foi o legado deixado por Sabbadini, que foi a busca da união dentro da entidade que se unificou para se tornar uma das mais fortes e atuantes entidades do Brasil e a forma proativa de ver as questões que envolvia a atividade empresarial.


Que a forma mais adequada de conduzir o processo de transição é regar a semente plantada, cuidando para que esta germine e cresça de forma sadia, para gerar frutos, beneficiando a sociedade.
Lições foram deixadas, cabe neste momento maturidade para saber fazer bom uso e continuar este caminho de sucesso iniciado, sendo esta a melhor forma de homenagear este exemplar cidadão.


No final da tarde sobe chuva crescente, se deu o sepultamento, como se os céus tambem chorasse enquato o corpo era conduzido ao jazigo, mas certamente o choro não era pela perda, mas sim para disfarçar as lagrimas que escorriam dos rostos dos presentes.


Foi honroso ter podido trabalhar com Flavio Roberto Sabbadini.


Força para todos nós.


Paulo Coelho

sábado, 16 de janeiro de 2010

Falece Flávio Sabbadini

O Rio grande do Sul e o Brasil, perdeu nesta sexta feira, 15/01/2010 um de seus mais brilhantes líderes.
Com profundo pesar comunico que FLAVIO ROBERTO SABBADINI, Presidente do Sistema FECOMERCIO do RS, Vice Presidente da CNC (Confederação Nacional do Comércio) faleceu em decorrência de complicações de saúde em virtude de um câncer, em Porto Alegre, os atos fúnebres ocorrerão neste sábado 16/10 a partir das 11 horas da manhã no salão nobre do cemitério Jardim da Paz – em Porto Alegre - e o sepultamento esta programado para as 18 horas no mesmo cemitério.
Mas quem conheceu o líder Sabbadini dificilmente vai esquecê-lo, falo isso porque tive a honra de ser recebido no Sistema por ele e o acompanhado por mais de duas gestões, onde a eficiência tanto administrativa quanto política a frente desta que se transformou sob seu comando numa das mais respeitáveis instituições não apenas do nosso Estado, mas do Brasil, sabe a falta que ele fará para o cenário empresarial .
Em seus pronunciamentos na direção dos trabalhos na Fecomércio sempre convidou os presidentes sindicais e demais membros da diretoria a serem proativos, atentos aos problemas e nos anteciparmos a estes, buscando soluções adequadas para a sociedade.
Construtor de pontes de primeira grandeza, mesmo divergindo e defendendo os interesses do terceiro setor e da sociedade em geral, conseguia manter as relações com outras instituições e órgãos governamentais, mostrando que é possível defender posição sem perder a razão. Esta era a forma de liderar mais de 210 sindicatos do Rio Grande do Sul.
Com programas estratégicos visando 2020, pode envolver todos os sindicatos e diretores na construção de uma Federação mais forte e representativa, com formação de novas lideranças em diversas regionais e cidades gauchas.
Homem que não aceitava ameaças ou acusações levianas, de posição forte, mas extremamente justo, solidário, leal, em fim, um exemplo de cidadão.
Por competência do Presidente Flavio, que foi um dos mentores e articuladores da unificação do Sistema Fecomércio, a entidade é formada hoje por eficientes Vices-Presidentes e demais membros da Direção, o que deverá garantir a sucessão e eleição tranqüila.
Desejo muita força para a família Sabbadini, para enfrentar este momento de dor, que o modelo de exemplar cidadão e líder fique sempre guardado em suas lembranças, tendo a certeza que o tempo que este homem dedicou a defender a posição de sua categoria e crenças, diminuindo o tempo de convívio com a sua família, será sempre valorizado por todos os empresários de bem desta nação.
Recebam Tríplice Fraterno Abraço e o desejo que o Grande Arquiteto do Universo, conforte seus corações e que receba nosso amigo Flavio em sua infinita bondade.

Paulo Coelho
Presidente
ANEF – Associação Nacional de Empresas Funerárias
ABT – Associação Brasileira de Tanatopraxia
Diretor Sistema Fecomércio – RS
Conselheiro SESC-RS

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Novos modelos de Certidões

A partir do dia 1º de janeiro de 2010, todos os cartórios de registro civil do país terão que adotar os novos modelos padronizados de certidões de nascimento, casamento e óbito. Serão modelos únicos de certidões e que foram lançados pela Corregedoria Nacional de Justiça, órgão vinculado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em abril de 2009. Desde o lançamento, os cartórios tiveram esse tempo para se adaptar às novas regras que darão maior segurança aos documentos, evitando erros e falsificações, e ainda facilitarão a conferência da autenticidade dos registros.




Os novos modelos dos documentos deverão incluir na parte superior o número da matrícula de cada registrador adquirida na implantação do Cadastro de Cartórios Civis no país em agosto de 2009. Os seis primeiros números da matrícula correspondem ao Código Nacional da Serventia, e permitirão a identificação imediata do cartório onde o documento foi emitido. Os códigos das serventias podem ser acessados no site www.cnj.jus.br/corregedoria/justica_aberta/ . Os demais números trarão informações sobre o acervo, o tipo do livro de registro, o ano em que a certidão foi extraída e o dígito verificador, que atestará a autenticidade do documento.
Para ampliar ainda mais a segurança dos documentos, a Corregedoria Nacional de Justiça estabeleceu que eles podem ser emitidos utilizando-se papel de segurança ou papel com detalhes coloridos, gráficos, molduras e brasões. Mas, para evitar imposição de custos adicionais aos cartórios, essa regra não é obrigatória, mas deve ser seguida pelos registradores se houver norma local para isso ou se o papel especial for fornecido sem ônus financeiros para os cartórios.
As certidões emitidas até 31 de dezembro de 2009 não precisam ser substituídas e permanecerão válidas por prazo indeterminado. A adaptação às novas regras não vai acarretar nenhum gasto adicional para os cartórios. Basta ter um computador para gerar a matrícula do registro. O Portal do CNJ ( http://www.cnj.jus.br/undefined/ ) deverá dispor de um sistema on-line que permitirá, a partir da digitação da matrícula da nova certidão, a verificação da autenticidade dos documentos. O sistema poderá ser acessado por qualquer órgão público ou cidadão gratuitamente.
Muito pouco muda para as famílias ou empresas funerárias quando do registro, mas é bom lembrar que a padronização do serviço facilitará muito, evitando que as regras se modifiquem de cartório para cartório o que ocorre atualmente.
No sitio da http://www.anef.org.br/ é possível acessar o novo modelo de questionário que pode ser utilizado pelas empresas funerárias para que estas efetuem o registro para seus clientes.
Se necessária segunda via de certidão após 01 de janeiro, esta já será emitida no novo modelo, mesmo que tenha sido registrada anteriormente a este.
Ainda não há informação de como será a obtenção das certidões pela internet, um dos objetivos principais desta modificação.
Mesmo que em alguns lugares já estejam sendo emitido o novo modelo de documento, há outros que a dificuldade de implantação é evidente, por haver cartórios de registro ainda trabalhando de forma manual, ou seja, os acentos são feito de forma manual, como por exemplo, no interior do Maranhão, mesmo nestes locais o modelo a ser utilizado é o novo, para que tenha validade.
Clique na imagem para ver o modelo em detalhes!!!
Lembrem-se estar atualizado é mostrar-se atento ao mercado e respeito aos clientes.
Saúde e Paz
Paulo Coelho

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Consultoria


Muitos amigos e colegas me questionam - Para que eu precisaria de uma consultoria, se conheço o mercado, estou nele desde que nasci, o segmento funerário não muda é sempre o mesmo, atender bem, cobrar o justo e executar o serviço como combinado.
De fato a base do serviço é esta mesmo: Atender BEM, cobrar o JUSTO e ENTREGAR O QUE PROMETEU, mas ai é que esta o perigo...
O que é atender bem será apenas ser cortes, ter um cafezinho pronto, ou quem sabe, estar com ambiente preparado, alem de limpo e organizado, com sala de atendimento em local onde haja privacidade, ter equipe treinada para acolher o enlutado, demonstrando respeito por sua dor, estar pronto para responder dúvidas e dar sugestões quando conveniente, saber quando é conveniente dar sugestões!!!, passar segurança e não, mais ansiedade. Atender bem é estar atento e pronto para resolver os problemas, ir alem das expectativas da família, cumprir prazos.
Cobrar o preço JUSTO, mas junto para quem, pelo que esta se cobrando, pela urna, pelo serviço 24 horas, pela equipe treinada, será que o que cobramos pelo que fazemos é de fato o justo ou é o que necessitamos para cobrir nossos custos, será que ao avaliar os preços não chegaremos a conclusão que o valor não é o correto, seja para mais ou para menos, que podemos ser mais eficaz e cobrar melhor, oferecendo serviços diferenciados, agregando valor ao nosso negócio.
Entregar o que se promete é uma dificuldade, dependemos de fornecedores, urnas, flores, liquidos de Tanatopraxia, entre outros insumos necessários para nosso serviço, será que todos tem a qualidade necessária ou pelo menos a que adquirimos, alem disso na execução do serviço será que estamos observando se não há falhas, como flores velhas (murchas), urnas riscadas – por problema de estocagem ou de transporte-, Tanatopraxia – acondicionamento de liquidos de forma adequada -, são tantas as variáveis para que a entrega seja diferente da prometida, muitas vezes passa de forma desapercebida, mas há mudanças, basta um olhar mais atento. Sob a ótica de um especialista.
Na maior parte das vezes estamos no caminho certo, muito próximos ao ideal, faltando apenas poucos detalhes para sermos eficientes no nosso trabalho, é neste ponto que o consultor funerário entra em ação, para observar de forma criteriosa o que se faz, como se faz e sugerir atualizações, mudanças e criação de processos que venham contribuir com o desenvolvimento da empresa.
Uma consultoria na sede da empresa é um trabalho desenvolvido de forma única e exclusiva, preservando os aspectos locais, possibilitando que sejam implementadas medidas muitas vezes simples e com baixo custo otimizando o potencial da empresa trazendo resultados financeiros e mercadológicos para a organização.
Alem das inovações e tendências mundiais, possibilidades de novos negócios, investimentos, o que os outros segmentos estão fazendo, como estão superando a concorrência dos grandes grupos.
Aproveite a chegada de 2010 para transformá-lo no ano da virada com muita prosperidade, basta que medidas profissionais sejam tomadas, planeje, não espere que seu concorrente faça antes de você.Consulte os serviços disponíveis nas áreas Legislativas, Vendas, Tanatopraxia, Atendimento ao Cliente, Assistência Familiar, Tanatologia Exequial entre outros módulos.
Saúde e Paz
Paulo Coelho

Ele Não pesa, Ele é meu Irmão

Ele não pesa, ele é meu Irmão!!!
Leia e depois assista ao vídeo, para melhor entender o que retrata a letra.
Este vídeo clip é sobre um menino que chegou a entidade "Missão dos Orfãos", em Washington, DC. Numa noite de inverno.Foi lá que ficou eternizada a música "He ain't heavy, he is mybrother" dos "The Hollies ".Talvez se você tiver menos de 50 anos não lembre ou não conheça a musica, mas ao ouvi-lá verá o quanto esta atualizada frente as necessidades e a falta de solidariedade.

A história conta que certa noite, em uma forte nevasca, na sede da entidade, um padre plantonista ouviu alguém bater na porta.Ao abri-la ele se deparou com um menino coberto de neve, com poucas roupas, trazendo em suas costas, com outro menino mais novo.A fome estampada no rosto, o frio e a miséria dos dois comoveram o padre.O sacerdote mandou-os entrar e exclamou:- Ele deve ser muito pesado.Ao que o que carregava disse:- Ele não pesa, ele é meu irmão. (He ain't heavy, he is my brother)Não eram irmãos de sangue realmente. Eram irmãos da rua.

O autor da música soube do caso e se inspirou para compô-la. E da frase fez-se o refrão. Esses dois meninos, foram adotados pela instituição. Desta forma convido a todos os amigos e leitores deste blog, que ao longo do ano tratamos de temas profissionais, para dedicar uns minutos neste momento de final de ano, onde nossos corações e mentes tornam-se naturalmente mais sensíveis, acreditando que vale apena refletir e quem sabe incluir em nossos planos de metas para o ano que se aproxima iniciativas para mudar esta realidade que nos cerca, não é necessário mudar tudo ou resolver todos os problemas, apenas basta fazermos nossa parte, como aquele beija-flor que através de sua ação de buscar minúscula gota d’água no rio para apagar o enorme incêndio na floresta, sem se importar com o resultado total, mas tomando para si a sua responsabilidade e assumindo a sua parte no todo.
Podemos fazer a diferença, seja com dinheiro, tempo, idéias, iniciativas, todos podemos construir um mundo melhor e mais fraterno.
Feliz 2010, com muito trabalho, conquistas, aprendizado e realizações e claro, com Saúde e Paz

Paulo Coelho

domingo, 25 de outubro de 2009

Tantologia Exequial


Caros amigos
Será neste próximo dia 29 e 30 de Outubro na cidade de Três Rios, no Estado do Rio de Janeiro que acontecerá o Seminário Internacional de Tanatologia Exequial, onde o brilhante Mestre em pompas fúnebres, o Argentino - Ricardo Péculo dividirá seu vasto conhecimento e experiências com os colegas brasileiros. Para quem tiver a possibilidade recomendo este evento, como fonte importantíssima de desenvolvimento pessoal e profissional.
Na imagem é possível ter maiores informações, ao clicar vai ampliar, possibilitando melhor leitura, a organizadora do evento esta viabilizando transporte entre a Capital e a cidade do evento.
Grande abraço e até lá.

Paulo Coelho

domingo, 20 de setembro de 2009

Microsseguro – Nadando contra a maré

Esta tramitando em Brasília a Projeto Lei que trata do microsseguro, de autoria do Deputado Adilson Soares/PR - RJ, que apresentou na casa o referido PL sob número 3266/2008 e que teve nova redação/apresentação em julho de 2009, onde visa regulamentar serviço especial de seguro de pequenas montas, delimitando os operadores deste serviço e impedindo que não seguradoras possam operar como garantidor destes serviços.
Transcrevo a redação do artigo “5º.Os contratos que prevejam assistência funeral de qualquer natureza, inclusive auxílio funeral, na modalidade de pré-pagamento parcelado ou não, somente poderão ser garantidos por sociedades seguradoras devidamente autorizadas a operar seguros no País, inclusive aquelas de que tratam os incisos I e II do art. 2º desta Lei”.
Segue a proposta: “Parágrafo único. As empresas não constituídas sob a forma de sociedade seguradora que comercializem contratos que prevejam assistência funeral deverão adaptar-se às exigências legais no prazo e condições fixados pelo órgão regulador de seguros privados”.
Que o texto nos mostra que a partir da aprovação da proposta legislativa, apenas seguradoras poderão vender e administrar serviços de assistência funeral, terminando com a possibilidade de existência de planos funerais mantidos direto por funerárias.
Lembramos que esta idéia de planos que desde a década de 60 vem sendo introduzida no Brasil e que possibilitou a fortuna para alguns empresários estão à margem da Lei, uma vez que não oferecem garantias reais aos usuários desta modalidade de serviço, o que o mercado segurador percebeu e busca para si por entender que para garantir riscos deve haver autorização do órgão regulador do setor no caso a SUSEP.
No parágrafo único, foi proposto que as empresas que atuarem com este tipo de serviço que não sejam seguradoras, terá prazo para se enquadrar, ou seja, constituir uma seguradora, ou na impossibilidade disso transferir a uma sua carteira.
Mais uma vez estamos atuando no processo de forma reativa; explico, as lideranças do segmento de planos de assistência que venderam a idéia que esta seria a única saída para o segmento, que se associaram com seguradoras e lhes ensinaram como funcionava o negocio, deveriam ter chamado toda a classe para esta discussão quando o projeto estava sendo elaborado, neste momento onde se apresenta, gastaremos energia, dinheiro e prestigio, sem garantias de reverter o quadro, tendo em vista que as seguradoras já fizeram acordos e venderam sua idéia. Perdemos mais uma vez o bonde da história, se a mobilização fosse antes, cerca de três ou quatro anos, poderíamos ter desenhado todo este processo, mas não, o pensamento era apenas não mexer em nada para não chamar a atenção.
Quando estoura a bomba, a mobilização é feita, para dividir o efeito com todos; este tipo de gestão é comum no nosso meio, abala as empresas que investiram, acreditaram numa proposta e iniciaram a implantação de produto no meio da década de 90 e hoje passam a colher incertezas.
A legalidade de planos de assistência funeral é inviável pelas garantias necessárias, e isso é fato, mas que ninguém quer falar. Alguns que de forma leviana ou imprudente se manifestam alegam que a previsão de tributo pelo fisco municipal é indicativo de legalidade, argumento este extremamente fraco do ponto de vista legal, tendo em vista que o serviço bancário por exemplo, tem previsão de tributação em todas as secretarias de fazenda dos municípios do Brasil, contudo não podemos abrir uma porta como se banco fossemos e no final do período recolher o imposto cabido a esta atividade, devemos preencher tos os pré-requisitos para constituirmos uma banco, licenças e garantias, o recolhimento do imposta é apenas uma determinação para a atividade exercida, pagar imposto como banco ou como plano funeral não garante a nenhuma empresa a sua legalidade.
Os líderes devem ter visão mais a frente dos demais, por este motivo que estão ocupando esta função, se eficazes nesta tarefa, muito bem esta é a função, caso contrario devem arcar com a responsabilidade frente a classe.
Questiono qual será o motivo de no passado terem aberto as portas da informação a todos que quisessem saber como funcionava este sistema, onde foram oferecido: seminários, modelos de contratos, e até visitas guiadas; não seria para aumentar o numero de envolvidos para este momento de litígio, terem mais famílias e empresas envolvidas e fazer pressão aos políticos envolvidos. Acredito que a mobilização poderá amenizar este problema, mas dificilmente resolver, em mais de 15 anos, esta é a primeira vez que há mobilização da classe para discutir este tema, será que apenas hoje surgem as incertezas, dúvidas e os riscos.
Resta saber quais as medidas a serem tomadas, se associação nacional vai transferir para sindicatos as despesas desta luta, se os sindicatos irão despender valores para defender uma causa que é de poucas empresas, se apenas as empresas de plano funeral irão arcar como no passado ocorreu sem haver resultado eficaz ou pratico aos investidores...
Desejo muita clareza para o Diretor Funerário, a fim de escolher o caminho mais adequado, que não permita ser manipulado e que dentro do problema possam tirar lições onde a pró-atividade é o melhor caminho aliado a humildade e dialogo das pessoas que lideram o segmento.
No sitio da http://www.anef.org.br/ acesse o Projeto de Lei na integra.
Saúde e Paz
Paulo Coelho

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

O cliente

Vídeo postado no youtobe – enviado por Shirley Galeano
Sem dúvida a razão pela qual existe uma empresa é a conquista e manutenção de clientes, a conseqüência desta ação eficaz está no lucro e desenvolvimento da organização empresarial, mas a forma que tratamos nosso cliente seja interno ou externo, esta atendendo as suas expectativas, ou estamos permitindo que nossa imagem seja abalada.
Em estudo cientifico ficou provado que um atendimento bem feito pode gerar novos sete clientes, já ao contrario um atendimento que deixe a desejar pode render menos 21 clientes em nossas empresas, mas no caso de atendimento desastroso, o que isso pode nos render...
Esse vídeo que recebi de uma amiga demonstra claramente, até que ponto pode chegar um cliente descontente, observem o número de pessoas que já assistiram a este vídeo, para compreender qual devastador pode se transformar uma ação equivocada por parte da empresa no momento de uma operação e a falta de habilidade gerencial, para tratar o caso posteriormente, um fato que poderia ser facilmente resolvido, se transformando em uma ação desastrosa, o que poderia ser a fidelização do cliente, se transforma como no caso uma campanha publicitária contra a empresa.
Disputa de longos nove meses e a empresa decidiu não indenizar, como resultado, foi criado e apresentado vídeo clip postado no youtube, que já recebeu mais de 1 milhão acessos, com a promessa de mais três vídeos a serem disponibilizados, importante ressaltar que esta campanha contra esta girando o mundo inteiro.
Quanto vale averiguar com atenção o caso reclamado, chamar os responsáveis, negociar, no caso específico era um violão, com custo relativamente baixo, buscar compensar o cliente de forma sincera pela falha, aprender com o episódio e ter um aliado neste cliente.
Ou vale a soberba e não admitir que a falha ocorra vezes, que não precisamos deste cliente e deixando a entender que ele “vá se queixar ao bispo”, no caso este não foi ao bispo, mas a “Deus”, que é o cliente da empresa e possíveis novos clientes, dentro da metáfora que o Deus de uma empresa comercial é o publico.
Podemos transformar nosso cliente mais exigente, o que reclama, em nosso aliado. Entendo ser uma das formas de maior consciência empresarial e ferramenta imprescindível de avaliação dos nossos processos e busca da melhoria continua.
Respeito ao cliente, foco no negócio pode certamente garantir o crescimento das empresas sem ter que investir milhares de reais para construir uma imagem ou pior ainda para desfazer imagem de desrespeito.

Saúde e Paz
Paulo Coelho

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Velório - Elaborando um cerimonial


Como deve ser conduzido um velório, qual a finalidade deste momento, pode haver elaboração, dramatização, quais as possibilidades dentro de um ato que marque aos familiares a ponto de tornar a empresa organizadora inesquecível aos presentes.
O velório tem como função básica o inicio da elaboração do luto, dentro do ponto de vista psicológico; também para possibilitar a despedida de amigos e familiares que não tiveram a oportunidade de visitar o falecido quando de sua doença ou por motivos de morte súbita, mas o principal objetivo é confortar a família por este momento de consternação.
Desta forma a família necessita extravasar esta dor, raiva entre outros sentimentos que neste momento aflora, mas qual a melhor maneira para fazer isso, para uns é através do choro, para outros através do silencio, há aqueles que através do riso, depende de cada pessoa.
E como podemos contribuir para que estes sentimentos possam ser libertados e facilitar esta elaboração do luto.
Através dos cerimoniais de despedida! Podemos criar um roteiro nas funerárias onde serão coletados os dados da pessoa falecida para poder identificar em que tipo de cerimonial este falecido e sua família mais se enquadram. Para que não se execute um ritual onde a doutrina católica, por exemplo, seja aplicada para um protestante. Mas alem das questões de cunho religioso temos um universo de possibilidades para utilizar para homenagear o falecido e confortar a família.
Quem não gosta de ouvir falar bem de um filho, cônjuge, irmãos, pais, amigos, pois desta forma em nosso intimo, pensamos que também somos boas pessoas, por sermos próximo a esta que esta sendo elogiado, que contribuímos de alguma forma para que esta pessoa se tornasse alguém admirável.
Necessitamos após colher os dados, saber quem pode ter algo a dizer sobre esta pessoa, colegas de trabalho, companheiros de clube, amigos de escola, familiares, sacerdote e os mais próximos como filhos, genros/noras, afilhados, irmãos e em alguns casos até o cônjuge, mesmo que este momento seja muito dedicado a confortar filhos, cônjuge e pais, pode ser disponibilizado a estes momentos para falar do seu ente.
Importantíssimo é ter um roteiro pré-estabelecido para auxiliar as pessoas que iram se pronunciar, tendo em vista que muitos não têm o habito de falar em publico, estão sofrendo pela dor da perda, podem ser inconvenientes buscando contar estórias engraçadas que pode constranger a família.
Dentro deste cerimonial, deve estar previsto desde a chegada do corpo para velório, onde a urna é carregada por membros da família desde o veículo até a sala velatória, como uma demonstração de horária, onde são convidados seis amigos para conduzir a urna, não sendo feito de forma com que se entrega a geladeira na casa do cliente com dois funcionários quase morrendo para carregar o caixão. É necessário mostrar que apenas seis pessoas terão a honra de conduzir a urna até a sala de velório.
Com base nas informações obtidas nos questionamentos a família, será possível fazer alguns contatos e buscar que pessoas ligadas ao falecido e a sua família tenham acesso ao velório, tornando estes um ato social desta comunidade, já buscando verificar a disponibilidade de pessoas chaves para se pronunciarem, colocando a disposição o pessoal do cerimonial da empresa para auxiliar nas linhas gerais do pronunciamento.
Atualmente, os velórios vêm diminuindo de tempo, dificultando a venda de serviços como Tanatopraxia, urnas funerárias e arranjos florais, pois o argumento da família é, mas já vamos sepultar hoje mesmo, pode ser qualquer “caixão”, desta forma questionamos o porquê isso ocorre, será por falta de amor ao falecido, falta de tempo das pessoas homenagearem quem gostam, ou será por falta de atrativos no velório?
Afirmo que por falta de atrativo. Não que com isso tenhamos que contratar malabaristas, palhaços para entreter velórios, mas podemos criar rotinas mostrando que estamos à disposição e efetivamente trabalhando durante todo o período desde a nossa contratação até após o sepultamento.
1 - Inicio da cerimônia com a chegada do corpo onde a urna é conduzida por amigos mais próximos até a sala velatória;
2 – Leitura de algum poema ou oração quando da abertura da urna;
3- Faltando três horas mais ou menos para o sepultamento iniciam-se os pronunciamentos, na ordem dos mais distantes aos mais próximos, onde todos foram informados do tempo médio dos discursos, colocação de som ambiental mecânica ou ao vivo, pré-selecionada conforme gosto do falecido e da família.
Importante comunicar a sociedade que haverá pronunciamentos a partir de certo horário, desta forma inicia-se um novo habito, das pessoas chegarem ao velório cerca de três horas e não 15 minutos antes do sepultamento.
4 – O sacerdote se apresenta na capela cerca de 30 minutos antes do horário marcado para o sepultamento para os procedimentos atinentes, mas com diferenciais previamente combinados, onde o nome do cônjuge, filhos, netos e pais já foram informados pela empresa, assim como o que fazia o falecido, onde trabalhou o que de bom fez para a sociedade.
Para outras oportunidades deixarei os seguintes tópicos:
5 – A condução da última despedia, que pode se dizer que é o clímax do velório;
6 – Fechamento da urna funerária;
7 – Condução da urna entre a capela e o local de sepultamento;
8 – Introdução da urna no jazigo;
9 – Agradecimento da presença em nome da família;
10 - Entrega de livro de condolências a família;
11 – Sétimo dia de falecimento, oportunidade a ser explorada;
12 – Anúncios, comunicados e homenagens póstumas, um marketing não explorado pelas empresas funerárias.
Não se trata de mega produção, havendo um planejamento, esta execução se dará de forma normal, basta saber a quem atender como atender e porque atender. Dois ou três modelos distintos de cerimonial basta para uma empresa.
Um modelo emotivo, outro pomposo, outro mais sofisticado.
Este é o momento que a empresa funerária pode entrar para sempre no coração da comunidade, mostrando que vender caixão qualquer um pode, mas prestar assistência a família poucas tem capacidade.
Nada disso é de graça, cada minuto deve ser cobrado e tenha certeza que a família pagará de muito bom grado, por perceber que este tipo de trabalho contribuirá para a elaboração do luto, e que a empresa funerária realmente atuou neste momento tão delicado e isso irá fidelizar o cliente.
Saúde e Paz
Paulo Coelho

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Seminário para o setor funerário


Um dos mais capacitados consultores funerários da América do Sul estará no Brasil durante seminário de desenvolvimento na cidade de Tres Rios no Estado do Rio de Janeiro, será grande oportunidade que os Diretores Funerários, Presidentes de Associações e Sindicatos e funerários em geral terão para escutar e dividir experiências com Ricardo Péculo, conhecido na Argentina como o Papa da Pompa Fúnebre.
O evento que esta sendo promovido pelo Instituto Argentino de Tanatopraxia Exequial e o Grupo Funerário PLASF.
Tenho convicção que as empresas que participarem retornaram para suas empresas com muita informação na mala.
Saúde e Paz

Paulo Coelho

domingo, 9 de agosto de 2009

Funerários, Tanatopraxistas, Gerentes e Diretores parabéns pelo dia dos Pais.


Felicito todos os amigos e colegas por esta data. Mas a figura de pai não é apenas para aqueles que através do espermatozóide fecundou um óvulo, ou aquele que num gesto altruísta adota ou aceita dentro de uma relação e cria o filho de outro. É dito que Pai é aquele que cria que educa que protege que dá amor, carinho e acima de tudo valores e exemplo do que é certo e digno.
Mas podemos dizer que também que pai é aquele que através de um empreendimento possibilita o ganho do pão nosso de cada dia, através de nosso trabalho, aquele que ao termos necessidade batemos a porta e dentro da sua possibilidade nos atende, Pai é aquele que mesmo quando falhamos nos chama a atenção com respeito e dignidade, que ao não atendermos as determinações nos orienta na busca da correção de rota.
Desta forma, meus amigos, quero homenagear, neste dia também os nossos empresários do Brasil, que, mesmo com todas as dificuldades enfrentadas, por vivermos num país com um dos custos mais altos, ainda conseguem promover o desenvolvimento, como um Pai que investe num filho.
Vejo que estes empreendedores são verdadeiros pais e heróis, deles dependem chefes de famílias, que sendo pai, mãe ou filho.
Parabéns aos mãe/pai, filho/pai e todos aqueles que através de sua dedicação e trabalho honesto provem outros que de si dependem.
Saúde e Paz

Paulo Coelho