quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Custo dos Serviços

Cliente se queixa de preço de bistrô e recebe resposta inusitada do dono do local

Fonte: HuffPost Brasil http://www.brasilpost.com.br/2016/01/27/preco-bistro-bennett_n_9088866.html
Publicado: 27/01/2016 14:45 BRST
O que era para ser uma queixa de um estabelecimento em York, feita no Trip Advisor, se tornou uma verdadeira "aula de economia", depois que o dono do estabelecimento resolveu explicar o porquê do "alto preço" de uma xícara de água com limão.
Hannah C. escolheu o Bennett Café e Bistrô para ir com amigos e, de acordo com sua opinião, a experiência foi ruim.
"Este lugar é absolutamente horrível. Fui ali para tomar um chá da tarde com alguns amigos, e estava com pouco dinheiro. Pedi então água quente com uma rodela de limão. Em primeiro lugar, a água não chegou junto com o bolo e a bebida dos meus amigos. Depois, me cobraram 2 libras (cerca de R$ 12) pela água quente e por uma fina rodela de limão. Quando eu perguntei porque estava sendo cobrada uma quantia tão alta por um pouco de água, o garçom disse, rudemente: 'bom, você sabe quando custa um limão?'. Sim, e definitivamente não é duas libras. Depois, ele me informou, erroneamente, que um bule de chá para uma pessoa (que foi o que me cobraram) custa o mesmo preço que um limão. Para demonstrar o quão ridículo isso era, meu amigo pediu um doce de chocolate, que custava 1,90 libras. Lugar horrível, sem dúvida não o recomendo, e o garçom rude que me atendeu deveria ser despedido. Não voltarei, e aconselharei meus amigos e familiares a não irem lá".
O dono do Bennett, Jay Rayner, resolveu então responder a resenha.
"Lamento que você tenha se sentido explorada, e vou te explicar porque não deveria ser assim. Você entrou no café, e o garçom mostrou onde você deveria se sentar, entregou um cardápio, esperou para anotar o seu pedido... Foi no caixa, pegou uma xícara, um prato e uma colher, e os levou à cozinha. Lá, ele pegou uma faca, uma tábua e um limão. Cortou um pedaço e colocou na xícara. Depois, voltou ao salão, pegou a água quente e levou a xícara à sua mesa. Quando você ia embora, ele imprimiu sua conta, levou até você, processou seu pagamento com cartão de crédito e fez a cobrança fora do caixa. Depois que você foi embora, ele pegou a xícara, o prato e a colher, levou até a cozinha, lavou, secou - junto com a tábua e com a faca - e guardou o limão. Depois, ele voltou ao salão para arrumar a xícara, o prato e a colher, limpou sua mesa e deixou o cardápio ali, a espera do próximo cliente, Isso toma, pelo menos, de 2 a 3 minutos de trabalho do garçom."
E ele continua:
"O custo dos gastos gerais da empresa, quero dizer, o aluguel, as taxas do negócio, os custos de eletricidade, os gastos bancários, entre outros, giram em torno de 25,50 libras. Eu pago aos meu colegas um salário digno e decente, levando em conta o pagamento de férias, seguro, e o tempo produtivo antes de abertura e depois do fechamento do bistrô. O garçom que lhe serviu me custa 12,50 libras por hora. Portanto, em conjunto, o custo é de 40 libras por hora, o que significa que o custo de proporcionar o serviço de 2 a 3 minutos seria entre 1,34 a 2 libras. Então, o governo ainda acrescenta 20% de impostos, o que faz com que a xícara com água e limão, custe entre 1,60 e 2,40 libras".
"Tenho que pagar os meus fornecedores, caso contrário as instalações não estarão disponíveis para outras pessoas no futuro. Concordo que tudo faz com que o preço de uma xícara de chá no centro da cidade seja caro, comparado ao que você faz em casa, mas por desgraça, essa é a cruel realidade da vida. Na verdade, são as instalações que custam dinheiro, muito mais do que os ingredientes. Talvez, a má educação que você percebeu em mim foi provocada pela falta de respeito que eu percebi em você por presumir que poderia usar nossas instalações e ser atendida gratuitamente".

Trazendo isso para o segmento funerário, será que sabemos calcular os custos de nossos serviços ou estamos cada dia mais aviltando preços?
Nos próximos dias estaremos publicando artigos sobre o assunto...
Comentem e vamos debater o tema.

Saúde e Paz

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

O melhor curso de Tanatopraxia do Brasil

O curso de Tanatopraxia é realizado pela ABT, em parceria com a ULBRA e Laboratório São Carlos
Com 102 horas, é  mais completo do Brasil.
A divisão da carga horária é a seguinte:
30 horas, na modalidade EaD, através da internet;
60 horas pratica em laboratório e sala de aula;
12 horas de estágio em empresa funerária;


O investimento do curso é R$2.500,00 - havendo necessidade pode ser solicitado parcelamento.

As aulas praticas são ministradas em finais de semana, sábado e domingo, das 08:00 às 21 horas;
Dias das aulas praticas: 12, 13, 19, 20 e 26 de Março 2016



Os conteúdos contemplados são:
  • Ética
  • EPI's
  • Anatomia

Estão dentro do valor do investimento, material didático eletrônico, EPI's (exceto bota), acompanhamento durante o estágio, provas, suporte durante o curso, emissão de certificado e carteira da associação;
Em cada turma poderá ter até 22 alunos para as aulas praticas
O corpo docente é composto por especialistas nas áreas: Paulo Coelho - Tanatopraxista, André Cechin - Médico Legista, Edemilson Silva - Técnico de anatomia;  
Temos ainda vagas para esse curso que iniciou no final de dezembro, uma vez que os colegas ainda estão nas aulas teóricas.

Local das aulas:
Teóricas: Internet

Pratica: Laboratório Funerária São Pedro - POA - RS
Estágio: Empresa funerária credenciada 

Exigências: 
Acesso a internet;
Segundo grau completo;
Domínio mínimo de informática;


Cadastro para o curso www.tanatopraxia.org.br/cursos
Novas datas das aulas praticas: 12, 13, 19, 20 e 26 de Março 2016

Convênio entre IGP-RS e SESF-RS ativo desde o ano 2000

Imagem: Internet - Top Sul
Convênio entre IGP-RS e SESF-RS ativo desde o ano 2000
Cadáveres são transportados para fins de perícia por empresas funerárias no Estado do Rio Grande do Sul.
No inicio poucos acreditaram que poderia dar certo, mas contrariando uma pratica antiga, onde muitos se beneficiavam, e a família pagava, o convênio inicialmente assinado sob o número 64/2000, sucedido pelo 62/2005, previam muitas regras para adesão das empresas ao sistema.
Quando da assinatura do convênio, haviam apenas 35 empresas aptas a realizar a remoção, por serem associadas a entidade patronal.
Através da visão de dois diretores funerários, a época Presidente Zélio Bentz de Oliveira e Secretario Ari Bortolotto, foi possível iniciar as tratativas a pedido do Dr. Marcos Rovinski, Diretor Geral do DML, que buscava agilizar os processos e terminar com denúncias de corrupção envolvendo os serviços.
Fui convidado para implantar o sistema no Estado todo, credenciando empresas, e montando um sistema que pudesse oferecer garantias ao Estado do Rio Grande do Sul e as famílias vítimas de morte suspeitas e violentas.
Foram rompidas muitas “tradições” entre as quais, policial-funerária, PDML-Funerária, Brigada-Funerária...
Através dos cursos de formação para os agentes funerários, pudemos normatizar os procedimentos, garantindo a correta compreensão do programa.
Ao longo dos aproximadamente oito anos, que estive a frente do programa, sendo três como coordenador e cinco como Presidente do SESF-RS, pude instruir e qualificar mais de 3.000 profissionais, seja como iniciação ou reciclagem, o que muito me orgulhou.
O SESF-RS se tornou a primeira PPP (Parceria Público Privada) do Estado, absorvendo o custo que deveria ser do ente público.
Valeu para o SESF-RS, pois esse pode se interiorizar, mostrar sua cara, sua razão de existir, integrou o Estado, mas nem tudo apenas flores...
Dentro de uma parceria, o Sindicato sempre foi o fiel da balança, onde nem tudo que o Estado pedia era possível de ser realizado, cito alguns casos:
Retirada do corpo de locais de risco como nos casos de:
Enforcamento;
Afogamento;
Ribanceiras;
O Estado queria que a empresa funerária realizasse o resgate, muito dialogamos, até ajustar que quem deveria realizar essa parte, seria o Estado, através de seus agentes, seja Policia Civil, Brigada/Bombeiros.
Uso esse exemplo para mostrar que há questões que o parceiro deve se impor.
Soube recentemente que no caso de fechamento de PDML de uma localidade, os corpos devem ser levados para outro Posto, no caso concreto, Camaquã estará em FÉRIAS, e os corpos deverão ser levados para a cidade de Pelotas, o que dificultará para muitas empresas e principalmente para as famílias, que terão que se deslocar até aquela cidade para liberar o corpo.
Quem irá ressarcir as despesas da empresa, com combustível, funcionário, entre outras despesas?
Ser parceiro é ter parte, não é apenas pagar para ajudar a outra parte.
Se o Estado vive momentos de crise, e bem sabemos disso, as empresas funerárias também passam por dificuldades, então essa é a hora de retribuir os 15 anos que realizamos essa parceria que serve de exemplo a todo o Brasil.
Espero que seja revisto esse caso, uma vez que as empresas ao aderirem ao programa, assinaram dizendo para onde iriam conduzir os corpos, e nesse caso de desvio, caberia até mesmo ressarcimento das despesas.
Espero para o bem dessa parceria que dura mais de 15 anos e funciona bem, desde lá, que a posição do Governo do Rio Grande do Sul, seja revista.

Paulo Coelho
Presidente da Associação Brasileira de Tanatopraxistas e Tanatologia

Presidente SESF no período 2003-2008

domingo, 2 de novembro de 2014

Associação Brasileira de Tanatopraxia completa 10 anos

A ABT, como é conhecida a completou em setembro 10 anos de fundação.
Criada para congregar os profissionais e empresas que atuam no segmento manipulando corpos e para garantir a melhoria frequente da técnica que nasceu nos primórdios da civilização.






Os primeiros a utilizarem a técnica, muito diferente desta que conhecemos, hoje foram os egípcios, que tinham por questões religiosas a necessidade de conservar os cadáveres.
Os como principais produtos eram os óleos, balsamos e o sal, aliados ao clima seco e temperatura elevada, garantiu a qualidade das conservações.
A técnica se destinava aos nobres, e a realeza, essa pratica era realizada pelos sacerdotes que eram educados, treinados e mantidos pelos nobres tendo essa como uma de suas principais finalidades.

Na guerra civil norte americana surge a segunda grande fase de conservação de corpos, onde a necessidade de conservar os corpos dos combatentes, para devolver para suas famílias, nessa época o principal insumo utilizado era o arsênico.
Com a descoberta do Formaldeido, menos nocivo que o anterior sua substituição foi progressiva.
Novas técnicas e químicos surgiram para propiciar melhor qualidade aos serviços, a entrada das máquinas elétricas possibilitaram serviços ainda melhores.


No Brasil, a entrada dessa técnica ocorreu no ano de 1994, através de empresários de São Paulo e Curitiba que trouxeram o Professor Mário Lacape – Guatemalteca que trouxe o primeiro curso.
Dez anos depois nascia na cidade de Porto Alegre, dentro II Congresso do Mercosul de Diretores Funerários e I Congresso de Tanatopraxia do Brasil a ABT – Associação Brasileira de Tanatopraxia.
O objetivo da ABT que vem sendo perseguido desde a sua criação é a regularização dos cursos de capacitação e a criação de curso superior.


A Tanatopraxia hoje está em quase todo o Brasil e tem aproximadamente 5 mil técnicos formados.
A Associação emite carteira de filiação e certificado de regularidade aos inscritos, difunde o código de ética da profissão e trabalha pelo aperfeiçoamento da técnica através de cursos, seminários e simpósios.

Dia de Finados

Dia de reverenciar a vida

No Brasil o dia 02 de novembro é dedicado para reverenciar a vida daqueles que foram importantes para o País, ou mesmo para a família.
Pórtico de entrada do Cemitério São Miguel e Almas - POA - RS - Brasil
Em boa parte do mundo isso também ocorre, mesmo com datas diferentes, mas sempre há uma data especial para aqueles que de uma forma ou de outra, contribuíram para a existência do mundo como conhecemos.

Na Indonésia ocorre o festival de Ma’nene. As pessoas aqui têm o costume de vestir as múmias de seus ancestrais com as roupas que usavam. Ainda na Ásia, os chineses celebram o “Ching Ming”. As famílias visitam os túmulos de seus antepassados e os enfeitam com flores. No fim do dia, todos se reúnem e realizam um piquenique no cemitério.
Na Coréia do Norte, o dia dos mortos e o de Ação de Graças são celebrados juntos, durante o “Chuseok”, um dos feriados mais importantes do país. Os coreanos agradecem aos antepassados pela fartura do ano que passou e dividem seu alimento com os parentes. Já no Japão, os mortos são homenageados no festival “Bom Odori”, que acontece entre os meses de julho e agosto. Os japoneses vão às ruas depois do pôr do sol (eles creem que os espíritos saem às ruas à noite), e dançam, tomam banhos de lama e carregam lanternas, celebrando a sabedoria dos antepassados.
No México, o “dia de los muertos” é comemorado com comidas típicas, festas, música e caveirinhas feitas de açúcar. Os mexicanos acreditam que nessa época os mortos visitam seus parentes vivos. Na nossa vizinha, Bolívia, eles só comemoram o dia de Finados na próxima sexta-feira, 9. Lá ele é chamado de “Dia das Caveiras”. Os bolivianos vestem as caveiras de seus parentes falecidos com roupas, e fazem oferendas de cigarro, folhas de coca, álcool, entre outras coisas, como agradecimento pela proteção recebida durante o ano.
No Peru, o dia dos mortos foi celebrado nesta quinta-feira, 1. Esse ano, os jovens maquiaram os rostos como caveiras e homenagearam seus antepassados durante um passeio de bicicleta, na capital do país, Lima.
No Brasil além da tradicional visitação para limpeza e colocar flores nos túmulos, as tradicionais homenagens e reflexões por parte das famílias e amigos, as empresas de Assistência que comercializam planos aproveitam para vender seus produtos, assim como os cemitérios e crematórios oferecem serviços como missas e outros voltados a assistência à saúde para fidelizar e acolher seus clientes.
O transito nessa época é transformado pelo deslocamento que ocorrem nesse dia de homenagem, a data de visitação dos cemitérios é o maior do ano, seguido do dia das mães e dia dos pais.
Mesmo que aparentemente as questões de homenagem a quem já partiu esteja cada vez menor e com a chegada dos crematórios, o que acreditam alguns que faça perder o referencial e necessidade de visitação posterior, essa pratica da visitação permanece em alta.
A homenagem aos antepassados é a forma de perpetuar as ações, reconhecendo o que foi feito e projetar o futuro, evitando erros e aperfeiçoando atos, para um futuro melhor.
Que descansem em paz todos aqueles que participaram desse mundo, rendo aqui minha homenagem, não a morte, mas sim a vida que foi vivida.   

Fonte: Correio de Alagoas (história de finados no mundo)
Cemitério São Miguel e Almas - Porto Alegre - RS - Brasil







quarta-feira, 6 de agosto de 2014

EBOLA assombra o mundo

Ebola à quatro horas do Brasil e América do Sul

Fotos Internet

O Vírus do EBOLA, doença viral que provoca hemorragia que leva ao óbito, está a cerca de quatros horas de voo do Brasil e América do Sul, de avião.
Na África já dizimou 255 pessoas no país desde março, sem uma droga que possa combater com eficácia o vírus, a morte é praticamente certa. Uma droga experimental trás esperança, mas ainda sem muita certeza.
Mas o que fazer num caso de óbito por contaminação do EBOLA?
Como se proteger, há necessidade de preparação do corpo, como e onde pode ser feito o sepultamento?

Proteção:
Os EPIs, habituais não são o suficiente para esses casos, devendo ser usado macacão, botas de borracha, mascara de respiração forçada, luvas e todas as partes vedadas entre si. Entre as luvas e o macacão, deve se passar uma fita, assim como entre as botas e o macacão, a mascara com respiração forçada e alimentada por oxigênio é a alternativa mais eficaz para evitar que o vírus contamine quem estiver no ambiente.
Tão importante quanto utilizar EPI, é a forma de tirá-lo e descartá-lo, assim antes de retirar as botas, deve-se lava lá com solução de hipoclorito de sódio em concentração ½ a ½, após essa descartar em saco plástico, tirar o macacão e a mascara, por último as luvas, descartando todos os que não sejam permanentes, e sendo entregue para coleta especial, sendo devendo passar por incineração ou autoclave.

O ambiente deve ser ventilado e preferencialmente com temperatura baixa – entre 16º e 18º C.

Preparação do corpo:
O corpo deve ser preparado através da técnica de Tanatopraxia e os fluidos recolhidos e levados para autoclave.

Velório:
O velório, mesmo com os cuidados da preparação, é recomendado que ocorra em urna lacrada, hermeticamente fechada, grande dificuldade nas urnas nacionais.
Temperatura da sala deve ser baixa, bem ventilada, evitar aglomeração e se possível menor espaço de tempo possível.

Sepultamento:
Mesmo sabendo que o ato de sepultar envolve muitos aspectos, entre eles a crença religiosa e cultura, o zelo pela saúde dos amigos e familiares recomenda a cremação, como melhor opção.

Lembramos que pouco a ciência avançou neste campo, mas diferente de doenças infectocontagiosas como a SIDA, em que o vírus morre em segundo no contato com o oxigênio, o EBOLA pode contaminar pelo ambiente e secreções de animais e humanas.

Então todo cuidado é pouco, devem os familiares e responsáveis, agentes funerários e demais pessoas em contato com esse tipo de óbito tomar todo o cuidado, para evitar a contaminação e a proliferação da doença.

Paulo Coelho
Presidente ABT
Tanatopraxista

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

A busca pela excelência


Imagens da internet
Organizações e pessoas buscam a cada dia melhorar seus processos e rotinas.
Com início no final da década de 1980, a difusão de programas que avaliam a qualidade, a produtividade dos processos, foi sendo alvo das empresas mais arrojadas.
O objetivo desses programas seja na modalidade que for, ambiental, social ou processos, entre outros, são o aperfeiçoamento pela repetição e a melhoria continua pelo emprego de procedimentos padrões.
As grandes empresas buscam parceiros com certificação por ser mais confiável seus processos pela utilização de normas descritas e documentadas.
As avaliações podem ser internas e externas, as internas são feitas pelos próprios colaboradores da organização, onde após treinamento aplicam indicadores e medidores de índices, semelhante processo ocorre com os avaliadores externos, que são contratados pela empresa a ser certificada que aplicam questionários de avaliação.
Quem recebe tais certificados passa a ostentar esses títulos como diferencial dentro daquele modelo, mostrando para seus clientes e mercado que essa organização é diferenciada.
A lisura do processo, na maior parte das vezes é confiável, mas não impede que haja certificação que não correspondem à realidade, uma vez que o papel aceita tudo, como bem sabemos.
Processos gerenciais por exemplo, levam em conta desde os fornecedores até a forma do descarte do material utilizado, passando pelo atendimento aos clientes internos e externos. Significa dizer que a compra de material deve ser avaliado, assim como o que se faz com o que sobra, mas o pagamento dos fornecedores em dia, também faz parte da avaliação, o recolhimento do FGTS dos funcionários, o pagamento por fora ou até a chamada marreta, muito utilizada em certos segmentos, onde o funcionário recebia 50% do valor majorado, seguindo pelas compras de produtos sem nota fiscal, contratação irregular de mão de obra e por ai vai...
Claro que o avaliador externo não tem como verificar certas questões, se essas forem escondidas, mas como o objetivo mais importante para a instituição avaliada não é o certificado, que é uma consequência, mas sim o aprimoramento dos processos, mas alguns não entendem muito bem, buscando mais o “parecer ser”, do que ao invés disso o “SER”.
As organizações que utilizam o sistema de avaliação apenas com esse objetivo, de mostrar o que não é, rapidamente são descobertos, pois deixam rastros de incompetência em seus processos, no segmento funerário vai desde a compra sem critério até a troca de cadáveres, enquanto as empresas que investem no aprimoramento dos processos estão fadadas ao sucesso, não que essas não possam ter problemas, inclusive financeiros, mas certamente poderão avaliar e corrigir suas rotas mais facilmente, por conhecer mais profundamente seus processos, gargalos, pontos fortes e fracos entre outros fatores.
Lembro que no passado, enquanto Presidente de entidades de classe patronal, que algumas organizações solicitavam declarações de probidade, como se fosse uma espécie de “ISO declaratório”, o que por falta de certificação setorial, apresentávamos a ausência de reclamação, principalmente no meio das prestadoras de serviços de Assistência, as chamadas Plataformas, que ao longo do tempo muitos problemas de pagamentos as funerárias se amontoavam.
As organizações que realmente são sérias e idôneas, cobram não apenas gestão da empresa, mas também de seus encarregados, gerentes, diretores, sócios e controladores, tais atitudes, onde a dívida de um funcionário ou um diretor, significa pontos desfavoráveis a própria organização.
A má gestão da vida financeira particular irá repercutir de forma negativa dentro da organização e cabe a empresa a auxiliar seu colaborador a se organizar e sair desse problema, claro que, quando isso não é causado pela própria empresa por atrasos no salário...
Por mais de 15 anos fui diretor de uma empresa do segmento funerário e as dificuldades financeiras foram muitas, fornecedores receberam com atraso, mas sempre todos receberam, mas me orgulho de nunca os colaboradores deixaram de receberam em dia, podia atrasar aluguel, imposto entre outros, mas as famílias que dependiam da empresa, essas estavam resguardadas, e ao sair do segmento, não existia nenhuma dívida a ser quitada, inclusive as trabalhistas. O administrador de verdade, é aquele que administra o vermelho, pois o azul é para qualquer cabeça de bagre...
Assim dentro dos processos de qualidade, mesmo após os certificados pendurados na parede, cabe a organização manter e aprimora-los, e isso quando levado a sério, é muito mais difícil que conquistar.
Parabéns a todas as organizações que investem verdadeiramente nas certificações e cumprem com verdade os processos.
Saúde e Paz
 
Paulo Coelho

domingo, 10 de março de 2013

Funcionário de funerária é notificado por preparar corpos irregularmente

Fonte: Do G1 Vales de Minas Gerais - 09/03/2013 12h33- Atualizado em 09/03/2013 12h33
Corpo do jornalista estava sendo preparado no momento da abordagem. Funerária em Santana do Paraíso, nega a informação.

Funcionário de uma funerária em Santana do Paraíso (MG) foi notificado nesta sexta-feira (8), por preparar corpos de maneira irregular, segundo a assessoria de comunicação da Prefeitura. A Vigilância Sanitária chegou até uma residência, através de denúncias anônimas, onde o funcionário usava espaços da própria casa, como pia e mesa, para preparar os corpos.

Ao chegar no local, a equipe do Código de Postura do município, juntamente com a Vigilância Sanitária, constataram a prática ilegal do procedimento. Durante a abordagem, o corpo do jornalista Rodrigo Neto, morto na madrugada desta sexta em Ipatinga (MG), estava sendo preparado. O funcionário foi notificado, mas o valor ainda não foi divulgado.

Segundo a Polícia Militar, ninguém foi preso. A notificação será passada para o setor jurídico da Prefeitura para calcular o valor da multa.

Procurada pelo G1, o responsável pela Funerária Paraíso disse que nenhum funcionário foi notificado e que a informação não procede.

A preparação de corpos serve para garantir a segurança sanitária dos presentes em velórios, do meio ambiente, dos trabalhadores do serviço funerário.

A pratica deste serviço deve ser feito em local especialmente construído par tal fim, com piso e paredes especiais, revestidos de material impermeabilizante, com ventilação adequada, com instalações hidro sanitárias conforme normas as saúde, com produtos químicos devidamente registrados e aprovados para esta função e principalmente por profissional capacitado, tudo isso precedido de autorização da família para manipular o corpo, ainda mais quando se trata de método invasivo.
O local onde é descartado material infectado, seja solido ou liquido, deve ter tratamento especial, conforme norma da ANVISA, o que inviabiliza que este trabalho seja realizado em domicilio, devendo preferencialmente que a empresa funerária tenha sala de preparação de corpos para evitar contaminação de pessoas e ambientes.
Uma norma nacional que trate do assunto seria a solução para estes casos que hoje são omissos pelo poder concedente do serviço funerário.
Que esta atuação sirva de exemplo a todos  
Paulo Coelho

sábado, 9 de março de 2013

Corpo de Hugo Chávez será Eternizado



A importância de Hugo Chávez para o povo Bolivariano da Venezuela, não pode ser contestado, gostando ou não de sua forma de conduzir questões politicas e econômicas de sua nação e mundial.
A homenagem que deverá ser feita, com a criação do museu da revolução e a eternização do corpo através do processo de mumificação para apresentação, será uma forma de homenagem e reverencia para a eternidade.
Como já ocorrerá com outras celebridades e políticos do mundo, o Governo da Venezuela quer que Chávez também seja Eternizado, servindo como referencia a população.
Tutankamón, Ramsés, Nefertiti, no Egito antigo, Vladimir Lenin, Iosif Stalin, na Rússia, Mao Zedong, China, Kim Jong II, Corea do Norte, Evita Peron, Argentina, Ferdinand Marcos, Filipinas, todos estes de forma sitética, ou externa, através da utilização de técnicas cientificas de conservação.
Raras vezes ocorrem o fenomeno de conservação natural, que ocorreu no caso da Santa Bernadette de Lourdes, França, que após trinta anos de seu falecimento, ao ser aberto o sepulcro, o corpo estava intacto, sem que tivesse sido utilizado qualquer produto químico para tal conservação.  
 
Antes de tudo, deverá ainda ser escolhida a técnica de conservação mais apropriada, para garantir além da estabilização da matéria corpórea, a apresentação do corpo seja contemplada.
Poderá ser utilizado tanto a plastinação, que consiste em utilizar polímeros para manutenção da matéria, como método moderno da preservação de matéria biológica, criado pelo artista e cientista Gunther von Hagens que desde 1977, e que consiste em extrair os líquidos corporais, tal como como água, através de métodos químicos (acetona fria e morna), para o substituir por resinas elásticas de silicone e rígidas epóxicas.
Poderá ser utilizado também, material como os fabricados pela COMPLUCAD, que tem ótima conservação, com custo alto e que deve ter manutenção anual, e perda na qualidade da apresentação, mas que o seu tempo de execução é curto.
Ainda técnicas utilizando como base a glicerina, com componentes a base de formaldeído e acido fênico.
Independente da técnica utilizada o mais importante é a forma e o cumprimento dos protocolos a serem utilizados para garantir a eficácia do procedimento.
Paulo Coelho
Embalsamador - Tanatopraxista

sexta-feira, 8 de março de 2013

As mulheres funerárias

Cada vez mais percebe-se que o mundo esta ficando mais igualitário, vagarosamente, estas mudanças ocorrem, mas já podemos perceber, estas mudanças, como mostra disto temos a crescente inclusão cada vez maior das mulheres no segmento funerário mundial.
Poderia aqui enumerar agentes e diretoras funerárias no Rio Grande do Sul, Brasil, América do Sul e no mundo.
 
A entrada das mulheres neste segmento seda desde muito tempo, mas nos últimos anos temos cada vez mais a entrada e permanência delas, trazendo a sensibilidade , a determinação e a competência a um segmento que antigamente era dominada pelos homens.
No passado, não muito distante, o ramo funerário, era atribuição do Estado e como agente ainda tínhamos os apenados, que eram obrigados a trabalhar neste serviço que ninguém queria realizar.
Com a passar dos tempo, empresas passaram a explorar este mercado, mas apenas homens realizavam este trabalho.
Após 1990, muitas mulheres passaram a atuar como Diretoras Funerárias, algumas como Tanatopraxistas, passaram então a trazer uma visão mais humana a um segmento que apenas homens podiam atuar.
Hoje, além dos cargos de comando nas empresas, o que foi conquistado pela capacidade e dedicação, muitas vezes herdados, de família, outras tantas conquistadas através da compra ou abertura de novo negócio, o que apenas enobrece esta história de lutas e conquistas, passaram a ser admitidas também como agentes funerárias.
Esta conquista e na disputa com os homens, fez com que as empresas se tornassem mais humanas, sensíveis e acolhedoras, não que estes predicados não se encontrem nos homens, mas a mulher tem isso na sua essência, enquanto que o homem necessita exercitar isso a cada dia.
Por isso brindo neste dia, pela entrada da mulher, capaz, profissional, comprometida, sensível, neste segmento que foi transformado ao longo destes anos.
Feliz dia das mulheres, do segmento funerário ou de qualquer outro setor da sociedade, por esta data de luta, de conquista que já vieram e por todas as outras que ainda virão, pelo valor real que vocês têm na vida de toda sociedade evoluída.

Paulo Coelho

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Tragédia de Santa Maria, comprova ineficácia da segurança publica do RS

Com a conclusão preliminar que os Bombeiro não fizeram laudos como deveriam, que licenças da Prefeitura permitiram que a boate funcionasse de forma irregular, trouxe a tona problemas em decorrência destas falhas iniciais que foi no momento de o atendimento da ocorrência do incêndio, pela falta de pessoal e material em número suficiente para não expor civis ao perigo de resgate sem a devida preparação.

Que o Estado não investe em setores como segurança, saúde e educação o que deveria, é mais que sabido.

No caso da segurança que é o que esta mais em evidencia neste momento pós traumático em virtude do ocorrido em Santa Maria RS, podemos registrar dois aspectos que retratam muito bem esta situação que necessita ser modificada.

No ano de 2000 foi assinado pelo Sindicato das Funerárias do RS e o Governo do Estado do RS, convenio para organizar e coordenar o sistema de remoções de corpos vitimas de mortes violentas e suspeitas, ocorridas no Estado, com exceção de Porto Alegre. Este convenio que foi um marco para moralização e organização deste serviço no interior foi criado de forma gratuita para o Governo Estadual, sendo arcado pelas empresas envolvidas no processo, através de um sistema de rodizio para as remoções. Convenio este renovando em 2004, e teve seu ápice com mais de 580 empresas dentro do sistema em 2007, agilizando o serviço a comunidade e tirando do Estado a obrigação que ele tem de transportar os corpos para necropsia, vitimados por causas externa, suspeitas ou violentas.

O Estado alega não ter condições de dispor de veículos e pessoal para fazer este trabalho, lembramos ainda que muitos postos do Departamento Médico Legal, funcionam em Cemitérios, Hospitais e Universidades, através de cedência de local de entidades públicas e no passado até privada, algumas com fins lucrativos e similares ou com interesses no resultado no serviço do DML. No caso de Santa Maria por exemplo, os corpos falecidos, não foram ao Posto do DML, por este não ter estrutura para receber a demanda, assim como o transporte que foi feito por caminhões frigoríficos até o ginásio, mostrando falta de condições técnicas para o funcionamento do sistema.

Já melhorou muito desde que se criou o sistema, mas o Estado não tem previsão de investimento para terminar com este serviço através da despesa das empresas funerárias.

Outro ponto que exemplifica esta falta de investimento é a SVO – Serviço de Verificação de Óbito,  em Porto Alegre o prédio no fundo do DML, junto ao Palácio da Policia, esta pronto a mais de três anos, mas não há investimento em pessoal e equipamento para inicio das atividades deste serviço. Atualmente cerca de 40% dos exames necroscópicos realizados nos cadáveres que ali são trazidos não tem necessidade de ser submetido a este procedimento. Lembrando que há portaria em vigor do Conselho Federal de Medicina e outra conjunta da Secretaria da Saúde e da Segurança Pública do Estado do RS, que proíbe que o DML – Departamento Médico Legal, realizar necropsia em cadáver que não proveniente de morte suspeita ou violenta, o que vem sendo desrespeitado a muitos anos.

Poucos são os locais no Brasil onde o transporte de cadáveres não é feito por empresas funerárias, as suas custas e ainda menos são os locais que o Serviço de Verificação de Óbito – SVO, estejam funcionando.

Esta na hora de mudarmos esta realidade, o estado tem que assumir seus compromissos, fazendo jus ao que nos é cobrado na forma de impostos.

Enquanto isso a população sofre por serviços ineficientes e muitas vezes feitos por voluntários sendo expostos a riscos que não poderiam.

 

Saúde e Paz

 
Paulo Coelho

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Tragédia em Santa Maria, agilidade demasiada nos sepultamentos.

Hoje, passados três dias do ocorrido em Santa Maria, cumprida minha missão de auxiliar naquela localidade dando suporte material, humano e técnico, passo a encarar o ocorrido como cidadão, refletindo sobre causas e conseqüências, buscando explicações sobre o que acompanhei, seja pelo noticiário, ou no local junto ao ginásio de esportes da cidade.

Desde as primeiras horas da manhã de Domingo ao acompanhar a reportagem na rede Globo e Globo News, fui tomando por grande tristeza como todos que souberam, de forma pratica e na busca de auxiliar meus colegas de Santa Maria e do restante do Estado, fiz contato com as empresas AM Brum e Cauzzo, me colocando a disposição, assim como os produtos do Laboratório São Carlos de Somatoconservação.

Ainda assistindo as reportagens, ouvi o Cel. da Brigada Militar – Corpo de Bombeiros – GUIDO, afirmando categoricamente rede nacional que havia superlotação do local, que os ocupantes foram impedidos de sair até que pagassem as comandas, que fora utilizado artefato pirotécnico no local que ocasionara o incêndio, que os extintores não estavam funcionando, tudo isso por volta das 10 horas da manhã.

Foi montado a central de crise com os comandos do IGP, Policias Civil e Militar, Secretaria da Saúde e Prefeitura, com certa agilidade, que conforme noticiado por volta das 12 horas.

Por volta deste mesmo horário os corpos estavam praticamente todos no ginásio de esportes da cidade, aguardando o reconhecimento e as devidas liberações, que se iniciaram próximo às 14 horas.

Fora montado neste local uma verdadeira força tarefa multidisciplinar com médicos, psicólogos, enfermeiros, policiais, agentes funerários e muitos voluntários.

Já no inicio desta mesma da noite alguns corpos já estavam sendo sepultados em Santa Maria, muitos outros viajavam para suas cidades para homenagens e posterior sepultamento.

Enquanto alguns familiares decidiram velar seus entes no próprio ginásio, outros optaram por fazê-lo em capelas da cidade.

As liberações era feitas de forma dinâmica, podendo chamar até de frenéticas, corpos e mais corpos, passam entre as diversas barreiras de contenção que havia entre os ginásios, com urnas funerárias sendo levadas de um lado para o outro, ora vazias, e ora já com mais um corpo.

No terceiro ginásio, agentes funerários vestiam os corpos, enquanto voluntários seguravam lonas pretas para evitar o constrangimento de quem passava por perto, enquanto eram vestidos os corpos, noutro canto do mesmo galpão, famílias velavam seus entes e amigos.

No cemitério municipal, homens trabalhavam para construir e limpar sepulturas a fim de abrigar um contingente de novos hospedes equivalente a quase um mês normal naquela cidade.

Na tarde de segunda feira, terminava o velório coletivo do ginásio, passando a ser desmontada a estrutura improvisada que ali havia.

O que pude perceber de forma muito clara e positiva é que a solidariedade tomou conta do Pais, Estado e principalmente do Município, pessoas se doaram de forma poucas vezes vista.

Do ponto de vista negativo aponto algumas questões para refletirmos.

1- declarações feitas em momento indevido, poderiam trazer ainda mais trauma a cidade e seus moradores;

2- a agilidade nas liberações nem sempre é eficaz, ainda mais nestes casos onde o Luto deve ser trabalhado, elaborado, deveriam ter dado tempo as famílias para sofrer o momento da perda, com velório de tempo mínimo de doze horas;

3- todos os corpos antes de serem liberados deveriam ter sido submetido a processo de higienização e conservação, pois a aparência é fator importante para evitar ou diminuir questões traumáticas;

4- a emissão das Declarações de óbito no local para facilitar os registros de translados;

Já em outra esfera tivemos prisões preventivas decretadas, sob a alegação de facilitar as investigações, ou seria por clamor público?

Qualquer uma das justificativas entendo que serviu assim como as declarações do Bombeiro relatada no inicio, para desviar o foco.

O foco da questão é se houve irregularidade no município na liberação do local, ou se os bombeiros vistoriaram de forma correta o local.

Apenas no segundo momento, após a conclusão do inquérito será possível ter as respostas e apontar os culpados, e ainda assim, com o direito a ampla defesa dos envolvidos.

Hoje pela manhã acompanhei o pronunciamento de outro oficial do Corpo de Bombeiro, com muita coerência, cautela ponderou muitos pontos e justificou outros dizendo que ao seu tempo deve s avaliar tudo que aconteceu. Igualmente o Delegado Regional da Policia Civil, que informava que há muito que se investigar para concluir o inquérito.

Com as liberações e sepultamentos muito rápidos, o objetivo estava em se mostrar solidariedade para as famílias, contudo isso poderá trazer traumas e seqüelas a curto, médio ou longo prazo, pela falta da elaboração correta do luto.

Há fazes a serem superadas durante a perda, Negação, Perseguição, Aceitação, tendo estas como básicas, há profissionais Psicólogos que apontam como havendo sete e não três, que entendo ser um desdobramento destas principais, mas o mais importante é que se faz necessário um tempo mínimo para iniciar este processo e mudanças de fazes.
O momento do choro no velório é único, e deve ser feito ali, ao lado do corpo sem vida, é a forma que se inicia o processo da perda e do luto, por tudo que ocorreu isso também foi tirado de forma não proposital destas famílias e dos amigos.

A partir de hoje, as autoridades tem todo tempo do mundo para buscar causas para as conseqüências, alem dos culpados, espero se constatado negligencia, imprudência ou imperícia de quem quer que seja, setor privado ou público, que estes recebam o que a lei determine.

Quanto aos ainda internados esperamos que corra tudo bem, pois estão sendo tratados com o que há de melhor em nosso País, com a solidariedade de outros paises.

Percebo que saí diferente do que quando entrei neste episódio trágico de Santa Maria, isso como profissional, cidadão e pai.

Com este artigo encerro este episodio, esperando que na venhamos mais passar por isso.



Saúde e Paz



Paulo Coelho