segunda-feira, 13 de junho de 2011

Seguro DPVAT libera estatísticas sobre acidentes no Brasil

A seguradora Líder do Consórcio DPVAT, responsável por administrar o imposto proveniente do Seguro Obrigatório de veículos no Brasil – conhecido como DPVAT – Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre, pago por toda frota de veículo do Brasil, buscando implementar estudos que visem a transparência e a aplicabilidade de gestão em processos eficazes no combate ao grande número de acidentes de transito que vitimam a sociedade brasileira lançou em seu sitio www.dpvatseguro.com.br uma sessão destinada a estatísticas das indenizações pagas. O primeiro relatório traz os meses de Janeiro a Março de 2011.
Através destes números diversas ações poderão ser tomadas, na busca da diminuição dos números dos acidentes com campanhas educativas visando o cada público alvo, ou seja, onde mais ocorrem acidentes.
Sabemos muito bem que os números podem ser apresentados de forma que modifiquem a realidade, distorcendo desta maneira o que deve realmente ser combatido, como o relatório traz questões de pagamentos e não o número de acidentes do período, pode que neste, a prioridade de pagamento possa ter sido um em detrimento de outro, por exemplo motos ao invés de ônibus, e com isso poderia ser justificado aumento do valor do imposto a estas em razão daquelas. Tudo é possível, e neste caso mesmo distorcido, não esta sendo passada informação errada, pois o que mais se indenizou foi esta modalidade, o que para evitar tais distorções poderia ser apresentado paralelamente o número real de acidentes por período, e sub relatório das indenizações pagas, inclusive para ter idéia mais precisa do tempo médio de pagamentos.
Lembramos que o judiciário vem fazendo em todo Brasil mutirões para que a seguradora Líder pague indenizações trancadas a mais de dois anos, o que também pode alterar os números apresentados.
Mesmo correndo tais riscos quanto os números apresentados, o que entendo ser o mais importante, é que a Seguradora Líder, busca maior eficiência e transparências em suas ações, o que será bom para usuários, empresas seguradoras e sociedade como um todo.
Torno a reafirmar, o seguro DPVAT é valioso, deve continuar existindo, como obrigatório, mas abrir seus horizontes e ir de encontro as novas necessidades da população brasileira é fundamental.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Preço dos combustiveis provoca movimentação nas redes sociais

Com todas estas questões envolvendo gasolina e alcool, disseram que a Petrobras esta procurando novo logo tipo para a companhia, acima algumas sugestões recebidas!!! 
Mesmo não sendo este espaço para tratar de questões econômicas e políticas, tomo a liberdade de comentar este assunto que afeta todos os brasileiros e empresas.

Que a PETROBRAS é uma eficiente empresa do ponto de vista da tecnologia de exploração de petróleo em áreas profundas, todos sabemos, que sua eficiência transformou o Brasil em auto-suficiente na produção, extração e refino do petróleo, também é sabido, e fato de orgulho para nosso povo.

Que transformações do passado a deixaram boa parte na mão de investidores estrangeiros, poucos sabem, onde o controle acionário é governamental, mas que há interesse dentro deste negócio que poucos falam também, e que vem trazendo muitos problemas para a população brasileira pela suba dos preços.

O governo do Estado do RS arbitra o preço do combustível, ou seja, ele diz a quando pode ser vendido... ex: poderá ser vendendo a R$3,50 o litro, assim o valor do ICMS será sob o valor de R$3,50, mesmo que nas bombas seja vendido a R$2,00 por exemplo. Isso é uma forma de assinar a incompetência de um governo que não sabe fiscalizar, jogando a conta para o contribuinte. Não estou falando deste governo, isso acontece a muitas décadas e nós nada fazemos.

Imaginem se isso vai para a rede de supermercados, pois nas farmácias já acontece o mesmo, onde o valor do imposto em muitos medicamentos supera o valor do custo do produto, chamado de ST (substituição tributária) forma organizada de meter a mão no bolso do contribuinte, tendo em vista que o comerciante apenas repassa o valor do imposto, mas quem paga é o contribuinte.

Reproduzo alguns tetos recebidos nos últimos dias sobre o tema.Veja outros exemplos que circulam na internet em geral e no face boook.

Composição do preço gasolina (em reais) :
Gasolina ("A") 800ml (pura, vendida pela Petrobrás) R$ 0,80
Álcool Anidro 200 ml (os 20% misturados à gasolina) R$ 0,24
TOTAL = R$ 1,04 / Litro + CIDE - PIS/COFINS (Imposto Federal) R$ 0,44
ICMS (Imposto Estadual) R$ 0,64
TOTAL DE IMPOSTOS (104% do Preço Bruto) R$ 1,08
TOTAL (CUSTO + IMPOSTOS) R$ 2,12
LUCRO DA DISTRIBUIDORA (Média por Litro) R$ 0,08
FRETE (Média por Litro) R$ 0,02
LUCRO DO POSTO (Média por Litro) R$ 0,25
FINALIZANDO:

VALOR NA BOMBA COM IMPOSTOS R$ 2,47
VALOR NA BOMBA SEM IMPOSTOS R$ 1,39
Portanto, se você consome 200 litros de gasolina por mês, o bolo fica dividido assim:

DONO DO CARRO (otário 01- Você, no caso)        GASTA: R$  494,00
DONO DO POSTO (otário 02)                                 GANHA: R$   50,00
DONO DO CAMINHÃO (otário 03)                        GANHA: R$     4,00
PETROBRÁS                                                            GANHA: R$   16,00
GOVERNO (nem um pouco otário)                       GANHA: R$ 216,00
Deveríamos comemorar a "auto-suficiência" em roubo também.
Nós produzimos nossos próprios corruptos...
CIRCO BRASIL: AQUI O PALHAÇO É VOCÊ!!!

GASOLINA ARGENTINA ???
VALE A PENA LER... E VER COMO ESTÁ O NOSSO PAÍS !!!
É GASOLINA NA ARGENTINA !
Buenas... Para os leitores aproveitarem bem o final de semana, vou mandar alguns números da nossa vizinha Argentina. Falamos muito sobre combustíveis, e por lá os números são os seguintes:
Gasolina comum (igual a nossa mas sem álcool)                                                  1,99 pesos = R$ 1,00
Gasolina Super                                                                                                   2,30 pesos = R$ 1,15
Gasolina Fangio de alta octanagem                                                                     2,89 pesos = R$ 1,45
Como sabemos, nossa gloriosa PETROBRÁS exporta para a Argentina gasolina a R$ 0,65. Podemos ver - como estamos sendo ROUBADOS - pelo governo.
O contrabando de gasolina na fronteira com o Rio Grande do Sul foi motivo de uma reportagem na RBS TV (acho que foi encomendada). Nela um Professor de uma Universidade de Porto Alegre foi alertar para os 'perigos' de se abastecer os carros brasileiros com a gasolina da Argentina. Segundo ele, o motor pifa pra já. Só ficou faltando a explicação para os carros produzidos em larga escala aqui e exportados para lá.
Serão um modelo especial? Para mim o que pode acontecer é nossos carros se engasgarem ao entrar em contato com gasolina de verdade, pois estão acostumados com estas ‘garapas mixurucas’ que nos vendem a R$ 2,89.
No setor veículos não é diferente.
Veículos NOVOS:
Gol 3 portas Power - 27.600 pesos (R$ 14.800,00)
Ford F250 - 108.500 pesos (R$ 54.300,00)
Vectra CD - 82.600 pesos (R$ 41.300,00 )
Ford Eco Export DIESEL 4X4 - R$ 35.000,00
Nissan Frontier 4x4 - 22.000 dólares - menos de R$ 44.000,00
Isso em uma agência em Oberá. E por aí vão as diferenças, ressaltando que praticamente todos os carros de todas as marcas, tem a opção de virem com motor diesel.
Eu estava esquecendo...
As estradas pedagiadas, com terceira trouxa (terceira pista), mantidas em muito boas condições, custa para cada 300 quilômetros 3,40 pesos ou R$ 1,70 .
Para nós gaúchos para percorrer a mesma distância o preço é de R$ 28,00 .
Existe uma explicação lógica para uma diferença tão brutal? Claro que existe, e muitas:
Cartões corporativos, Senadores a 600 mil por mês, Deputados a 200 mil por mês, e o resto vocês conhecem.
Tem de sair dinheiro de algum lugar para manter isto.
Somos uns trouxas. (*) trouxas, não... Somos realmente é covardes, pusilânimes, pois num povo com dignidade esta ‘merda’ já teria mudado há muito tempo!
É isso aí minha gente: “Meu BRASIL brasileiro, Terra de samba e pandeiro!”

Não foi divulgado o autor dos textos das comparações gasolina no Brasil e na Argentina e valores de veículos.
Boa reflexão e atitude


Saúde e Paz






Paulo Coelho

A nomenclatura modifica o trabalho – Enterrar ou sepultar


Ao longo dos anos diversos nomes vêm se transformando, o que era carpim passou a meia, o que era guides virou tênis, o que era automóvel passou a ser carro, isso tudo na busca de melhor comunicar e expressar o que se quer dizer.

E no segmento fúnebre não deve ser diferente, deve haver a evolução dos termos, mesmo que não altere o sentido do ato, pois vejamos o que ocorre com o corpo sem vida após o velório é o sepultamento que pode ser de duas formas, o tradicional – no cemitério – e tambem o alternativo – como é considerada a cremação; mas se tratando de cemitério, as pessoas em geral e a mídia ainda chamam de enterro, o fulano vai ser enterrado, mesmo que o ato não envolva terra diretamente sobre a urna!!!

O termo enterrado vem dos primórdios, onde o cadáver era literalmente, colocado sob a terra, após ser cavado um buraco – cova, mas atualmente, esta situação pouco se utiliza, com exceção dos campos santos e cemitérios municipais, que nem deveriam estar em funcionamento frente às questões ambientais e possivel contaminação do meio ambiente.

Pois muito se evolui no mundo, mas no serviço fúnebre, principalmente nos nomes quase nada se modificou, continuam chamando os agentes funerários de papa-defuntos, e pior estes aceitam, assim como muitos ainda chama o cadáver de presunto ou até mesmo querosene, uma forma tão pejorativa quanto o nome dados aos profissionais da àrea, as urnas funerárias ou ataúdes ainda são chamados de caixão, o que nos remete a pensar numa caixa de tamanho grande, sem que seja remetida mentalmente a uma peça possível de se fazer a última homenagem a um ente querido.

Pois é chegado o momento de modificar esta realidade, nem aceitar o papa-defunto, nem chamar por apelidos pejorativos os falecidos.

Quanto a evolução entendo por bem, para minimizar o impacto ao se escutar o termo “enterrar” que para quem esta vivendo o momento da perda é muito duro, dá impressão que seu ente esta prestes a ser tratado como desejo, que se cobre com terra para que não importune os outros, o termo transforma o ato de despedida em algo menos cerimonioso do que realmente é.

Parece bobagem, pois estamos acostumados com o termo, mas para quem esta passando pela dor da perda faz diferença, mesmo que este use o termo, a missão do agente é justamente esta, de informar e ser suporte para a família neste momento, incluído até mesmo modificar tais questões semânticas.

O falecido não será enterrado, ele será sepultado, pois o que lhe espera é um sepulcro – câmara mortuária. Mesmo que se coloque terra sobre o local, como se faz nos cemitérios parques, mas a terra não esta em contato com a urna funerária.

Parece pouco, mas este tipo de mudança qualifica e diferencia muito uma empresa, a utilização de termos técnicos ao invés de palavras coloquiais demonstra preparação e capacidade profissional.

Voltaremos a tratar neste espaço do tema relacionado a termos técnicos.

Saúde e Paz



Paulo Coelho

terça-feira, 26 de abril de 2011

Curso de Tanatopraxia no SETEC - mais um Capitulo

CPI da Setec ouve responsáveis por empresas de tanatopraxia

Oitiva da CPI da Setec
Nesta terça-feira (26/04), a partir das 13h30, no Plenarinho da Câmara Municipal de Campinas, a CPI da Setec, presidida pelo vereador Petterson Prado (PPS) ouve o depoimento dos responsáveis pelas empresas que realizavam curso de tanatopraxia no necrotério municipal, de responsabilidade da autarquia, localizado no Cemitério Parque Nossa Senhora da Conceição, nos Amarais, em Campinas.
Quatro pessoas devem prestar depoimento na reunião. São eles a diretora do Centro de Tecnologia em Administração Funerária (CTAF), Dulce Cristina C. Nascimento e as duas proprietárias da Tanatus - empresa especializada em tanatopraxia – Silvia Maria Sayeg H. Tamega e Noemia Rivas Alves Garcia. Também será ouvido o diretor do Instituto de Biociências do Campus de Botucatu da Unesp – Prof. Dr. Renato Eugênio da Silva Diniz.
Esta é a 6ª oitiva que começou com o depoimento da atual presidente da Setec, Tereza Dóro, no último dia 06 de abril.
A CPI da Setec foi aberta após denúncias na imprensa de que corpos que passaram pelo necrotério do Cemitério Nossa Senhora Conceição, nos Amarais, estavam sendo utilizados como objetos de estudo em cursos particulares, irregulares, de tanatopraxia (técnica de conservação de cadáveres), sem que os familiares fossem informados ou tivessem autorizado os procedimentos.
A comissão já ouviu também os ex-presidentes da autarquia, José Antonio de Azevedo e Achilli Sfizzo Júnior, além do funcionário afastado, Erivelto Luís Chacon, até então responsável pela Divisão Funerária da Setec. Também foram ouvidos o agente de suporte técnico da Setec Heitos Fernandes de Freitas Filho e o médico da Clínica Nossa Senhora da Conceição, Luiz Cesar Almeida. A clínica responde pela assinatura dos atestados dos corpos que passam pelo Serviço de Verificação de Óbito (SVO) no necrotério do cemitério dos Amarais.
Além de Petterson, fazem parte da comissão os vereadores Arly de Lara Romeu (PSB), Artur Orsi (PSDB), Jairson Canário (PT), Leonice da Paz (PDT), Sérgio Benassi (PC do B) e Tadeu Marcos (PTB).
Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas


As informações chegadas desde Campinas mostram que as investigações estão sendo levadas a sério, uma vez que surge inclusive a informação que os Professores que ministravam os cursos, não são os proprietarios da empresa Tanatus, mas sim suas esposas, mesmo estas nada tendo com o negócio alem de empresatar os nomes, particularmente nunca as vi em cursos ou nas feiras e eventos, ou pelo menos não fui apresentado a estas.
Sabe-se que não é proibido que os conjuges emprestem seus nomes, ainda mais tratando-se atividade em que os parceiros não podem figurar como titulares.
O valor cientifico e sua legalidade academica do curso ministrado em Campinas, não é o ponto de debate neste momento, assim, tranquilizo todos os colegas que como eu fizeram curso através do CTAF. Saliento ainda a preocupação do CTAF, que não permite que pessoas estranhas ao setor funerário aprendam o oficio, para que permaneça a Tanatopraxia dentro das empresas Funerárias.
Vamos aguardar os desbobramentos destes depoimentos e que tudo fique claro para o progresso da Tantopraxia brasileira.
Saúde e Paz
Paulo Coelho

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Feliz Páscoa - Ame, abra seu coraçào e emocine-se

Chegou a Páscoa, a mais importante data do calendário cristão.

Época de comemorar o renascimento, a nova vida, término de uma etapa e inicio de outra.

Tudo que precisamos para superar dificuldades, a forma simbólica de encerrar uma faze e de forma livre do passado iniciar outra, projetando futuro próspero, com realizações.
No vídeo mostra-se que arriscar-se pode ser a forma mais fácil de chegar em nosso objetivo, buscamos muitas vezes o mesmo objetivo que outros, mas por não falar, não se expor, perdemos oportunidades únicas.
Vamos comemorar esta data, refletindo, projetando e se expondo mais, pois vale correr o risco para estas questões.
Se for viajar, não se arrisque, neste quesito a prudência e a cautela é a melhor receita, para ir e voltar com segurança.

Saúde e Paz



Paulo Coelho







quarta-feira, 20 de abril de 2011

Seguro DPVAT, surge a solução

Matéria sobre ADPVAT, que surge para auxiliar, familias, usuários, empresas do Serviço DPVAT.
http://www.jrscomunicacao.com.br/informativo/INFO1441.html

terça-feira, 12 de abril de 2011

IATE – Instituto Argentino de Tanatologia Exequial – Inova com vídeo conferência


Ontem dia 11 de abril, como representante para o Brasil deste importante Instituto, participei do primeiro encontro via vídeo conferência para testar o sistema que deverá ser usado em seminários e aulas.

O sistema funcionou perfeitamente por mais de hora e meia, com sinal de áudio e vídeo, de forma inteligente, quando o interlocutor fala, o vídeo se ativa automaticamente, facilitando a interatividade.

Quando ocorrer os seminários o local poderá ser coletivo ou individual, diferenciando a forma de apresentação de caso para caso.

Percebo que a forma de integrar eficientemente os profissionais de toda América Latina, do segmento funerário, aproximando e unificando normas, difundindo cada vez mais rápido a informações é através desta ferramenta.

Nos próximos meses poderemos trazer maiores informações sobre estes seminários e cursos, podendo inclusive chegar a formações mais complexas como extensão universitária e MBA's, a custos acessíveis, e o que é mais importante, podendo juntar os mais capacitados profissionais do IATE, entre eles Ricardo Péculo, que é reconhecido como o mais importante formador de Cerimonial Fúnebre da América Latina.

Os seminários poderão ser presenciais ou assistidos através da internet, facilitando que outros profissionais de lugares distantes, e que as empresas menores e mais distantes possam participar destes eventos e se desenvolverem.

Como toda inovação dependerá da aceitação do público e da forma de aplicação, certamente haverá criticas, tanto as construtivas quanto as provenientes da falta de iniciativa e medo do novo, mas tudo isso faz parte da liberdade de expressão, mas o que mais importa é a possibilidade de disseminar conhecimento no meio empresarial funerário.

Parabéns a todos do IATE, em especial ao Leandro Carrizo – acessor de Ricardo, por esta iniciativa inovadora que unirá cada vez mais o conhecimento as empresas funerárias, sem limite de nacionalidade ou língua.

Saúde e Paz



Paulo Coelho





















segunda-feira, 4 de abril de 2011

Curso de Tanatopraxia no SETEC é Ilegal

Atualizada em 29/03/2011 – 21h50 Fábio Gallacci

Curso terceirizado contraria medida



Resolução de 2008 previa que autarquia exploraria serviços de tanatopraxia em Cemitério de Campinas, há três anos, consta no regimento interno da Serviços Técnicos Gerais (Setec) uma determinação oficial para que seja criado no Cemitério Nossa Senhora da Conceição, nos Amarais, um espaço para a prática e realização de cursos de tanatopraxia (conservação de cadáveres) em Campinas. O dinheiro arrecadado seria revertido aos cofres da autarquia.


A implantação das atividades — determinada pela Resolução nº 9, de 17 de junho de 2008, — deveria ser coordenada pelo então responsável da área, Erivelto Luís Chacon. Até agora, nada saiu do papel.
Ele é um dos investigados pela sindicância interna da autarquia e pela CPI da Setec, na Câmara de Campinas. As apurações foram abertas após a revelação pelo Correio do esquema de uso de corpos para cursos particulares no necrotério do Cemitério dos Amarais, sem autorização das famílias.
Segundo fontes, a criação do espaço para cursos de tanatopraxia foi uma medida tomada pelo então presidente da Setec, José Antonio de Azevedo, para acabar com os cursos particulares, que já ocorriam ali e cujos recursos arrecadados não eram revertidos para a autarquia.
Enquanto a proposta não vira realidade, o mesmo espaço do Amarais já serviu para que fossem realizados pelo menos nove cursos privados do ano passado até agora, com os alunos pagando R$ 1.987,00 de matrícula cada um. Nenhum centavo disso foi para a Setec.


Segundo o texto da resolução, o responsável tinha 30 dias, a partir da publicação do comunicado no Diário Oficial do Município (DOM), para implantar o serviço público de necromaquiagem e tanatopraxia. Num prazo de 60 dias, era preciso elaborar e enviar à diretoria da autarquia um projeto para a criação de um centro de estudos que ministrasse e/ou intermediasse cursos de tanato.


Enival Alves Ferreira, que ocupa o cargo de Chacon interinamente, confirma que a autarquia possui todos os equipamentos para a atividade, mas nunca teve pessoal suficiente para trabalhar da forma como determina a resolução. O procedimento tem até preço estabelecido, conforme aponta tabela publicada em dezembro do ano passado.
Na época, (o projeto da área de tanatopraxia) foi criado para fazermos isso lá no Amarais. Compramos todo o maquinário e foi deixado tudo lá”, confirma Ferreira, que garante não lembrar quanto foi gasto. “O projeto só não saiu do papel por falta de funcionários mesmo. O Erivelto era o responsável por lá na época, ele não deu sequência... Uma das desculpas, digo, das explicações, era a falta de pessoal. Nosso número de funcionários é pequeno para fazer esse trabalho.”

O gerente reforça: “Se você precisar da tanato, eu até faço. Eu mesmo já fiz em alguns corpos. Temos pessoas capacitadas, inclusive eu, para fazer o procedimento, mas não temos como deixá-las apenas com isso. Diversas pessoas aqui fizeram o curso”, diz Ferreira.


O curso é organizado com frequência em Campinas pelo Centro de Tecnologia em Administração Funerária, CTAF, e pela Tanatus Indústria e Comércio Ltda, ambas empresas de Botucatu, alvo das investigações.


Ainda de acordo com ele, na Divisão Funerária, existem atualmente menos de 60 pessoas trabalhando. “Pelo tamanho do município, é pouca gente. Temos como fazer a tanato, mas pode haver a questão do atraso dos velórios... Para fazer uma tanatopraxia bem feita é preciso de, no mínimo, quatro pessoas, e pode levar de duas a quatro horas... Há casos mais complicados”, justifica.


Orientação
O atual responsável pela Divisão Funerária afirma também que, hoje em dia, justamente para não comprometer o andamento do serviço, não há qualquer orientação aos agentes funerários para que ofereçam a tanatopraxia na Setec. “Não tem essa oferta. Se alguém pedir, vou fazer embalsamamento... É mais prático”, completa.
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Campinas perde com a orientação.


Imagine a quantidade de famílias expostas a doenças infecto-contagiosas que o município de Capinas pode ter que tratar ao longo dos anos, por não ofertar este serviço a população.

Pois esta é a constatação que chego ao ler esta reportagem, por falta de estrutura, não é ofertado o serviço adequado a população, pois se isto é verdade, deveria o Executivo Municipal abrir vagas no serviço ou delegar a iniciativa privada, o que não pode é a população ficar a mercê de administradores incompetentes, como se mostra a situação atual.

Quanto aos cursos, há sim necessidade de adequar, pois não é correto que profissionais sejam qualificados dentro de um esquema de corrupção ou no mínimo de contrariedade a normas do sistema do município, sem mencionar o mais grave que é justamente a falta de autorização por parte da família para que seja realizado o procedimento.

A Faculdade responsável pela validação do curso também deve ser ouvida, tendo em vista esta série de irregularidades existente, para verificar se naquele local também não há erros, o que particularmente acredito que não, mas como há este envolvimento na certificação, poderia ser verificado. O que sempre me questionei é como pode cursos que envolvam praticas anatômicas onde Faculdades estão envolvidas, permitem que certificados sejam emitidos, mesmo como extensão universitária, fora de seus centros acadêmicos, em outras Cidades ou até mesmo em outros Estados, é como se fosse passado cheque em branco aos docentes dos cursos, sem nenhuma garantia real do que se faz.

Há que se investigar e reparar irregularidades, posterior a isso, alinhar e prosseguir com os programas de formação de Tanatopraxistas, até que possamos evoluir para o curso de Tanatólogo.

O serviço fúnebre qualificado e o mercado cada dia mais exigente precisam desta evolução.

Saúde e Paz
Paulo Coelho

domingo, 13 de março de 2011

Circuito Verão SESC-RS 2011 - Nando Reis

Nos últimos anos o SESC-RS, trouxe os mais renomados artistas e bandas brasileiros, Capital Inicial – Dinho Ouro Preto, Paralamas do Sucesso – Robert Viana, Barão Vermelho - Roberto Frejat e ontem Nando Reis e os Infernais, e acreditem, todos estes artistas se apresentaram gratuitamente para o público que comparece à Torres-RS, após a temporada de férias, tal iniciativa que comemora o encerramento do Circuito de verão SESC-RS, serve para demonstrar a valorização do comerciário gaúcho, através do esporte, lazer e cultura, através do carinho, respeito e valorização, destes profissionais do terceiro setor de Comércio de Bens, Serviços e Turismo, que contribuem para o desenvolvimento sustentável de nosso Estado.


Na noite do dia 12/03, ontem, sob fina chuva, na cidade de Torres – RS, as 21:30 horas, no palco montado na Prainha, iniciou mais um show, desta vez o “Ruivão” Nando Reis e o Infernais, comemorando as finais do circuito verão SESC-RS de esportes 2011 na sua 10º edição do evento, que neste ano, movimentou em suas etapas classificatórias e na final, mais de 10 mil comerciários em mais de 100 cidades do RS.

O local escolhido, mesmo com a fina chuva que caia sobre a cidade de Torres, não prejudicou a quem foi prestigiar o evento, foram mais de duas horas e meia de apresentação, onde o artista mostrou alem de grande presença de palco, muita generosidade, ao permitir que os auxiliares de palco pudessem tocar algumas músicas junto com a banda, a interação junto à platéia também foi ponto alto, alem da filosofia do artista, e suas divagações que também permitiram que os espectadores conhecessem um pouco mais de perto o lado poético, que fez de Nando Reis, hoje um dos melhores compositores brasileiros, autor de letras que podem ser consideradas verdadeiros POEMAS.

A iluminação e a colocação do palco na posição em que foi disposto foram de uma perfeição impar, o espaço aos cadeirantes, mostrou que o SESC-RS, como sempre faz, preocupasse com a inclusão, dando preferência de chegada e visibilidade excelente a quem necessita de cuidados especiais, a área VIP também teve remodelação e melhorou muito, podendo até mesmo dizer que chegou muito próximo a perfeição, o que não o dizemos, apenas para dar chance que os organizadores continuem nos surpreendendo e inovando.

Para os quase dois mil expectadores que assistiram a mais este belo show, tenho absoluta convicção que valeu muito, o pouquinho de chuva que apanharam, percebi a adesão em massa das equipes que disputavam as finais do circuito verão SESC-RS 2011, da população e veranistas de Torres-RS, alem dos valorosos e inestimáveis colaboradores da entidade, assim como do Superintendente Everton Dalla Vecchia e dos Conselheiros do SESC-RS, que fizeram questão de prestigiar o evento, mostrando-se integrados e participantes das iniciativas do Sistema FECOMERCIO-RS e do SESC-RS.

Foi uma noite maravilhosa, com a proteção da eficaz Brigada Militar do RS, sem que tenha sido percebido qualquer problema de segurança, onde foi possível chegar com a família e aproveitar o evento sem nenhuma preocupação.

Parabéns a todo os Sistema FECOMERCIO-RS, e em especial ao SESC-RS mas principalmente aos Comerciários, razão maior disto tudo acontecer, que em 2012 possamos estar todos juntos novamente, recarregando as baterias para mais um ano de luta, com mais qualidade de vida através do Esporte, Cultura e Lazer.

Saúde e Paz

Paulo Coelho

sexta-feira, 11 de março de 2011

Tanatopraxia – Licenças para procedimentos

Fonte: RAC.com.br e Colega Luis Otavio
Corpos são profanados em cemitério de Campinas
Alunos em treinamento de Tanatopraxia utilizam mortos recentes sem conhecimento das famílias
Corpos que passam pelo necrotério do Cemitério Nossa Senhora da Conceição, nos Amarais, em Campinas, têm servido como objetos de estudo num curso particular de tanatopraxia sem que seus parentes sejam sequer informados sobre isso. O aprendizado da técnica de higienização e conservação dos corpos para serem velados ou transportados por mais tempo tem turmas de até 16 alunos, a maior parte de funcionários de funerárias da região, que desembolsam R$ 1.987,00 de matrícula cada um.
Nas aulas práticas, os mortos, que deveriam estar ali só pra ser necropsiados, preparados e enviados pros velórios, são abertos e manipulados por todos os alunos, o que também atrasa em até quatro horas a liberação dos corpos à família. As informações foram obtidas pela reportagem após 3 semanas de investigações, com auxílio de servidores da Setec. Numa edição do curso, até 15 corpos podem ser usados.

Fiz curso de Tanatopraxia através da parceria existente com as Universidade UNESP – Botucatu e da Universidade de Ciências Médicas de Belo Horizonte.

Na modalidade de extensão Universitária, as aulas se deram da seguinte forma, na primeira – UNESP, o curso se deu no Sedetec, em Campinas – SP, coordenado pelo CTAF, vinculado a ABREDIF e Tanatus, já o segundo organizado pela Protanatus, com certificação pela Universidade de Ciências médicas de BH, e ocorre dentro de empresas funerárias nas cidades de BH ou Curitiba conforme o local do curso.

A primeira orientação, passada para os alunos, é relativa à autorização dos procedimentos de Tanatopraxia, ou seja, que nenhum corpo pode entrar no laboratório sem a devida autorização assinada pelo familiar responsável pelo serviço fúnebre, com cópia da declaração de óbito/certidão de óbito na empresa.

O fato de não ser feito o curso na instituição de Ensino - Universidade já deixa margem para questionamentos, mesmo se tratando de extensão universitária, por ser tratar de curso técnico pratico, diferente de cursos teóricos que podem ser até mesmo EAD – Ensino a Distância. Mas esta é uma discução para o futuro, a forma adequada da formação dos profissionais.

Muito se estranha que os ensinamentos passados aos alunos não sejam aplicados por parte dos organizadores do curso, ainda mais se tratando de doação de serviço que irá garantir profilaxia interna e externa do corpo, que na maior parte das vezes, as família não optam, por falta de recurso financeiro.

Os benefícios da Tanatopraxia são indiscutíveis, contudo, isto não basta, para que não seja observado os protocolos de cuidados e autorizações.

A matéria trata de profanação dos corpos, podemos falar até mesmo em vilipendio – mesmo que não haja desrespeito do ponto de vista técnico, mas se declarado, pode ser considerado contravenção penal ou crime, dependendo do enquadramento ou da condenação, que não pode ser permitido que ocorra, para que não se perca todo o trabalho realizado desde 1994 no Brasil.

Quem ensina deve dar o exemplo, pois destes formadores é que depende a correta inserção no mercado de trabalho de profissionais capacitados, comprometidos e cumpridores dos deveres.

Acredito que haja algum mau entendido, pois conheço bem os responsáveis do curso e sei de sua seriedade, mas não custa ficarmos atento, Tanatopraxia é mais que apenas um negócio.

Há muito que se evoluir, discutir, saber que ninguém é dono da verdade.

Saúde e Paz

Paulo Coelho






















O velho mundo e a tradição cemiterial

Agencia Efe

10/03/2011 às 17h06min - Atualizada em 10/03/2011 às 17h06min
Europa tem circuito turístico de 54 cemitérios em 18 países

Um total de 54 cemitérios europeus são, desde setembro passado, destinos turísticos oficiais do continente, espalhados por 18 países.

Por meio deles, é possível conhecer o patrimônio funerário e parte da história dos povos e cidades locais. A Rota dos Cemitérios, montada pelo Conselho Europeu em seu Programa de Circuitos Culturais, passa por Oslo, na Noruega, ilha de Cerdena, na Itália; Bucareste, na Romênia; até Porto, em Portugal.
A promotora do projeto foi a espanhola María Luisa de Yzaguirre, presidente da Associação de Cemitérios Significativos da Europa (ASCE). "Os cemitérios guardam os diferentes costumes e crenças dos povos e isso permite compreender muitos dos valores europeus", diz ela. "Devem ser considerados uma parte importante do patrimônio cultural europeu, do ponto de vista artístico, histórico e antropológico".

FAMOSOS
Entre os muros de todos estes cemitérios, há esculturas, sepulcros refindos, capelas, panteões monumentais, lápides e inscrições, fontes, histórias curiosas e, o que chama a atenção de muitos visitantes, tumbas de personagens famosos. Um exemplo é o Cemitério Católico, de Roma, mais conhecido como o "dos poetas e artistas", onde estão as tumbas do poeta inglês John Keats (1795-1821) ou a do fundador do Partido Comunista da Itália, Antonio Gramsci (1891-1937). O mais famoso de todos é o parisiense Père Lachaise, onde foram sepultados a cantora francesa Edith Piaf, o escritor irlandês Oscar Wilde, o compositor italiano Gioachino Rossini e o escritor francês Marcel Proust. Suas tumbas recebem milhares de visitas por ano.

A presidente da ASCE explica que os cemitérios surgiram na Europa após serem proibidos os enterros dentro das igrejas. "Houve uma época em que as pessoas queriam ser reconhecidas depois de sua morte, e foi quando se construíram grandes panteões com esculturas em sua homenagem", diz Yzaguirre.

No entanto, conta ela, "no início do século 20, o costume de se enterrar os mortos diminuiu muito, e agora é muito comum a cremação; as pessoas já não visitam os cemitérios como antes".

Não há como dizer que os cemitérios não fazem parte do acervo histórico de todas as cidades do mundo. No Brasil, não poderia ser diferente, como não é. Temos diversos cemitérios espalhados de norte a sul de nosso País que deveriam ser visitados por alunos, turistas, alem da comunidade em geral.

A riqueza destes locais é sem dúvida importantíssima para a preservação da história, dos valores culturais que formaram a população das localidades.

Saber como viviam, seus hábitos e costumes são possíveis estudar e conhecer, a partir dos cemitérios.

Mas aqui no Brasil, alem de não haver programa publico nacional de visitação a cirquito cemiteriais, ainda passa por total sucateamento destas unidades em todo país.

Os cemitérios municipais que são destratados, com raras exceções, passam por problemas que vão desde falta de manutenção, superlotação, violação de sepulturas, furtos de placas e metais, falta de segurança. Já os cemitérios privados, vem desenvolvendo a cada dia mais serviços a comunidade, com a limpeza e manutenção impecáveis, iluminação e segurança de primeira qualidade, capelas velatórias adequadas as necessidades da comunidade, transmissão de velório via internet, serviço de Buffet, dormitório aos familiares mais próximos, entre muitos outros serviços.


As taxas cobradas pelos cemitérios municipais não fazem frente aos custos deste locais, e a sociedade que utiliza os equipamentos, preferem a falta do serviço ao pagar valor adequado e ter equipamento em condições, ou seja, faz de conta que paga e o município faz de conta que entrega o serviço. Esta na ora de a municipalidade tomar frente a esta questão e cobrar taxa de manutenção adequada, taxa de serviço para sepultamento e de uso de Capela, locação de jazigo, que façam frente aos custos e permita o investimento na melhoria e inovações destes cemitérios.

Cemitérios como De La Recoleta – Buenos Aires, é um bom exemplo, como um dos mais importantes da América do Sul, onde através de uma associação dos amigos do cemitério, captam recursos para aplicar em melhorias locais, entregam aos visitantes em troca das contribuições folder, chaveiros, catalogo com fotos e histórico do cemitério. Posso dizer que a limpeza, manutenção das obras de arte estão em bom estado, este cemitério recebe anualmente mais de 1.000.000 de visitantes por ano, com contribuição média de U$5,00.

Espero que as autoridades se conscientizem desta necessidade e se entenderem que falta capacidade para gerir como deve tal negócio, que deleguem a quem possa fazê-lo, de forma adequada.

O certo é dizer que a preservação dos cemitérios, seja por doações, taxas, ou orçamento público, ou delegação, se faz necessário para que não se perca esta importante fonte de história da humanidade.

Saúde e Paz

 
Paulo Coelho

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Seguro DPVAT, questionamentos

Do total arrecadado pelo Seguro DPVAT, 44% são destinados ao pagamento de indenizações e à constituição de suas reservas técnicas; 4% ao custeio das despesas gerais de operação, como processamento de dados e pagamento de pessoal; 2% é a margem das seguradoras; 45% ao SUS (Sistema Único de Saúde) para o custeio da assistência médico-hospitalar de vítimas de acidentes de trânsito em todo o País; e 5% ao Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), para aplicação em programas destinados à prevenção de acidentes e de educação no trânsito.

Esta é a suposta distribuição dos valores arrecadados pela Seguradora Líder do Seguro DPVAT, mas sua aplicação é feita de forma correta?

Esta é a dúvida que não quer e não pode calar. Iniciamos pelos 44% destinados a indenização e a reservas técnicas – esta indenização vai tanto para DAMS (Despesas de assistência medica e suplementares) quanto Morte e Invalidez?

A reserva técnica que esta dentro da faixa de indenização não deveria estar em rubrica específica para maior transparência? Qual o valor acumulado ao longo dos anos desta reserva e qual o destino desta no final do período?

Pagamentos ao SUS de 45%, este valor é aplicado exclusivamente nos tratamentos com acidentados ou vai para o caixa único e é distribuído sem critério?

Qual o motivo de hospitais que são 100% SUS, criarem fundações e receberem, alem do repasse do SUS, referente ao DPVAT, valores encaminhados pelo DAMS e fazer cobrança dos procedimentos como se particular fosse?

Que educação para o transito foi feitas nos últimos 30 anos que justifiquem os repasses ao DENATRAN, onde os números de acidentes cressem a cada dia?

E esta margem de 2% das seguradoras, que é um produto social, que é imposto, adesão obrigatória por tanto, que é isenta de imposto, qual o motivo desta retenção?

O valor arrecadado anualmente, onde há excedente desde sua criação, o que acontece com estes valores que não retornam aos segurados que pagaram o imposto, como deveria ocorrer???

Estas questões somadas a forma de criação (instituição) deste seguro devem ser questionada e respondida por quem de direito.

O certo é que o DPVAT é um instrumento útil, mas a gestão, custo e operacionalização continuam sendo exercido de forma que permitem no mínimo muitas dúvidas e inseguranças sobre a lisura do processo.

Se ainda existem fraudes neste sistema, quem sabe não seja justamente para garantir que se encubram outras falhas administrativas.

Chegou a hora de abrir esta eterna caixa preta e responder a sociedade estas e muitas outras questões que envolvem este seguro.
Conheça mais em Lei 6.194/74 - Lei que criou o Seguro DPVAT, atualizada com as alterações trazidas pelas Leis 8441/92, 11.482/07 e 11.945/09. www.dpvatseguro.com.br




Saúde e Paz



Paulo Coelho



domingo, 6 de fevereiro de 2011

Londrina - 12 pessoas serão processados por "golpe da tanatopraxia"

FONTE: Agência Londrix
Ex-superintendente, 8 servidores e 3 funcionários das empresas particulares são acusados de concussão, lucro ilícito e formação de quadrilha.
O delegado Alan Flore, do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), indiciou nesta terça-feira (20) doze pessoas (e não 11, como o Portal Londrix havia informado) por supostos crimes cometidos na Administração de Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (Acesf) de Londrina.
O inquérito apurou a denúncia de um esquema que "empurrava" a parentes e amigos de mortos em Londrina o serviço de tanatopraxia (conservação de cadáveres) - o chamado "golpe da tanato".
Foram indiciados o ex-superintendente da Acesf, Osvaldo Moreira Neto, o plantonista Mauro Pinto Ferreira, os preparadores de corpos Claudemir Mendes e Antônio Vaz Viana. A lista inclui ainda os servidores Luis Carlos Teodoro, Ilson Marcolino Barbosa, Neio Lúcio Martins Bandeira, Geraldo Lopes da Silva Júnior e Carlos Marineli. Além deles, três representantes das empresas de tanatopraxia, que são Gefferson Martins, Osmar Camaçano Martins (da empresa Tanatorium Bom pastor) e André Luiz Maia (da empresa Tanatol).
Segundo o delegado Alan Flore, os servidores serão indiciados por concussão (extorsão praticada por agente público) e formação de quadrilha. Já quanto aos funcionários das empresas particulares, a denúncia é de que teriam auferido vantagem ilícita para a empresa. Não ficou comprovado, segundo o delegado, que eles tenham obtido vantagem pessoal.

Coação
O procedimento de conservação de cadáveres seria praticamente "empurrado" aos parentes e amigos de mortos em Londrina nos últimos anos, sob a ameaça de velórios abreviados ou com caixão fechado. Parentes de sepultados - mais de 20 até agora, de uma lista de 70 - disseram ao delegado que foram constrangidos a pagar pelo serviço, sendo levados a salas frias da Acesf para ver os mortos em situações constrangedoras e traumatizantes para pessoas que acabaram de perder um ente querido.
O procedimento é oferecido em Londrina por duas empresas particulares por valores que variam entre R$ 1.200 a R$ 1.800, até 500% superior à média cobrada em outros municípios. Um ex-funcionário de uma dessas empresas depôs ao Gaeco e afirmou que alguns servidores da Acesf recebiam até R$ 400 de propina por cada procedimento.
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Esclarecimentos
Inicio dizendo que a Tanatopraxia, diferente do que é dito, não serve apenas para prolongar velórios, através da estabilização da matéria orgânica,  e possibilitar translados longos, serve também, e este é o principal objetivo do procedimento de Tanatopraxia, a garantia da profilaxia do corpo tanto interno quanto externo.

A população deve ser orientada sobre as reais funções deste trabalho, utilizado no mundo inteiro e em especial nos Estados Unidos da América do Norte a mais de 120 anos.

Nos EUA, há regras em diversos Estados, onde de fato, o velório só pode ser realizado com urna aberta e corpo exposto se este for submetido à Tanatopraxia, pois lá diferentemente daqui, a saúde é encarada como prioridade.

No Brasil, esta questão poderia ser tratada de forma mais simples, tendo em vista que através de Legislação Federal, poderia se instituir, de norte a sul do país, regras que garantissem a salubridade das pessoas que freqüentam velórios.

Os valores dos procedimentos, como em qualquer mercado, é proporcional a quantidade, que reflete diretamente no custo do serviço, explicando isso: computando o custo para manter uma equipe, investimento em infraestrutura da sala, insumos e retorno do investimento é X, divide-se, este valor, pelo número de atendimentos mensais e pelo número de meses de retorno do investimento, que se terá o custo do procedimento, claro que tudo isso de forma muito simplificada. Assim podemos concluir que quanto menor o número de atendimento por mês, maior será o custo individual da Tanatopraxia.

Claro que isso não garante que valores exorbitantes não são aceitos, a exploração dos consumidores, ainda mais num momento de tamanha dor e consternação, o que torna o aproveitamento ainda mais desprezível.

Propina nunca é aceitável, seja no setor que for, não bastasse todos os problemas do segmento funerário com agenciamentos, DPVAT, ainda dentro da parte mais importante do serviço de uma funerária que é a preparação de corpos, não pode ser admitido, se não terminar com tais questões de imediato qual será o próximo passo?
Será trafico de cadáveres e partes para universidades de forma irregular como comércio, há de se cuidar tais questões!!!

Temos que estar vigilantes, o procedimento deve remunerar de forma digna quem trabalha e as empresas que investem, contudo, respeitando a relação comercial dentro da dignidade e nos ditames do código de defesa do consumidor.

A Associação Brasileira de Tanatopraxia esta ai para auxiliar, Municípios, Estados, Empresas e Tanatopraxistas.

Saúde e Paz



Paulo Coelho



















terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Exemplo a ser seguido

Certidões de óbitos desde 1893 são digitalizadas em Botucatu

Da Redação: JCNET

Botucatu - Os cemitérios Portal das Cruzes e Jardim de Botucatu (100 quilômetros de Bauru) contam com computadores na sua área administrativa. Todo o acervo de registros de óbitos do Município é digitalizado e armazenado.
A primeira certidão de óbito é de 1893. O livro, de capa marrom, ainda conserva páginas amareladas e caligrafias quase que indecifráveis, mas aos poucos, aquilo que é parte da história do Município tem sido salvo, e de forma mais moderna.
Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, em breve toda consulta feita sobre as pessoas que se encontram sepultadas em Botucatu seja agilizada pelo meio eletrônico. A Seção de Processamento de Dados também instalou os equipamentos, Internet e programas necessários.
“O processo está adiantado, esperamos ainda este ano colocar tudo nos computadores”, informa Décio de Campos, administrador do Portal das Cruzes, que contabiliza 6400 jazigos e outros 58.171 sepultamentos. “O complicado é decifrar os nomes, porque a caligrafia de antigamente não ajuda muito, e a falta de informações no registro de óbito. Em alguns casos, a pessoa enterrada teve registrada apenas o primeiro nome, e a profissão. É um trabalho de formiguinha, minucioso, mas também de redescoberta, já que temos livros de mais de cem anos”, completa.
No Cemitério Jardim, o número de sepultamentos é menor, cerca de 7.300. Por este motivo, o processo de digitalização dos registros de óbitos está mais avançado. “Já digitamos os nomes e datas de falecimentos. Agora estamos na fase de complementação dos dados, como filiação, idade, naturalidade, entre outras informações”, diz Luiz Antonio De Lego, administrador do Cemitério Jardim.
A ideia, com o tempo, é poder disponibilizar pela Internet e em ambos os cemitérios, através de terminais eletrônicos, consultas públicas das pessoas falecidas. Assim, em dias de visitação ao cemitério, por exemplo, familiares e amigos poderão fazer pesquisas rápidas que indicarão o local exato em que a pessoa está sepultada.
“O público poderá ainda ter acesso à filiação, naturalidade, entre outras informações sobre a pessoa sepultada, informações essas que podem ser utilizadas na construção da árvore genealógica da família e até mesmo para requerer registros de cidadania junto aos consulados”, acrescenta Campos.

Este exemplo a ser seguido por todas as Prefeituras do Brasil que têm Cemitérios sob sua responsabilidade, assim como pelos cemitérios particulares.

Me atrevo, a ir mais longe, sugerindo que o sucesso pleno deste projeto, seria alcançado com a criação de um banco de dados central e unificado, onde poderia ser acessado de um único local com todos os sepultados divididos por cemitérios. Coincidencia ou não, este avanço ocorre numa das mais avançadas cidades do setor funerário, a terra do Presidente da ABREDIF – Lourival Panhozzi.



Saúde e Paz


Paulo Coelho

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O risco de Tuberculose em profissionais de necropsia e tanatopraxia


Fonte: Publicado em 25 de janeiro de 2011 por ziipe
Biossegurança na area de necropsia e pós-necropsia
A proteção da saúde do trabalhador fundamentava-se basicamente na Lei Federal 6514 de 22/12/1977 (que alterou o capítulo V, título II da Consolidação das Leis do Trabalho aprovada pelo Decreto Lei 54522 de 1/5/1943). Mais recentemente, tem sido motivo de preocupação e discussão nas várias esferas governamentais, encontrando amparo em legislações específicas: a Lei Orgânica da Saúde (Lei 8080 de 19/9/1990) cita textualmente a saúde do trabalhador no âmbito do Sistema Unificado de Saúde (SUS) em seu art. 6º, parágrafo 3º.
A doença proveniente de contaminação acidental do empregado, no exercício de sua atividade, é prevista em lei. Ex.: se um funcionário de hospital, responsável pela triagem de pacientes, entre eles portadores de doenças infecto-contagiosas, eventualmente contrair tuberculose, a hipótese estará coberta pelo seguro infortunístico, ou seja, presume-se que a tuberculose tenha sido adquirida no hospital ou serviço de saúde e o profissional terá direito aos benefícios previstos em lei.
Mycobacterium tuberculosis, ou bacilo de Koch, é a bactéria que provoca a maioria dos casos de tuberculose. Foi descrita pela primeira vez em 24 de março de 1882 por Robert Koch.

Ela é uma micobactéria BAAR (bactéria álcool ácido resistente), parasita intracelular, aeróbia obrigatória, que se divide a cada 16-20 horas. Este é um tempo relativamente longo comparado a outras bactérias que normalmente tem suas divisões contadas em minutos Ela é um pequeno bacilo, fino e encurvado, imóvel, em forma de bastão que pode resistir a desinfetantes fracos e ao ácido gástrico e pode sobreviver em estado latente por semanas e apenas consegue se desenvolver quando se hospeda num organismo.

Como surge esta via de transmissão. Ocorre pelo ar, com aerossóis de particulas liquidas ou solidas em suspensão aérea. Estas suspensões podem conter microorganismos da tuberculose e outros mais. Estes poderão ser inalados no tranalho forense ou nos cuidados pós-necropsia como embalsamamento.

Estudos recentes apontam que durante o acompanhamento de uma necrópsia o risco de infecção não deve ser subestimado. Na sala de necropsia existem restos biológicos como sangue e fraguimentos de vísceras que ficam impregnados em cantos da sala e de materiais usados.

De fato, há relatos tanto da presença do M. tuberculosis, ainda viável, em vários pontos da sala de necropsia após 24 horas (para revisão vide Burton JL).
Existem episódios de infecção após a exposição, por 10 minutos, a um cadáver.
Mesmo cadáveres embalsamados podem apresentar o M. tuberculosis viável por até 60 horas após o embalsamento.
O embalsamador é mais em risco da sala de embalsamamento para a criação de aerossóis no ambiente, porque a bactéria que causa a tuberculose é aeróbio no ar. As partículas criadas facilmente por restos humanos. A simples expulsão de ar ou ventilação pode criar partículas poderoso aeróbio suficiente para impulsionar a TB ao ar ambiente. Por embalsamamento elchapoteo criado quando o esvazia drenam para o dreno é a principal causa de bactérias aeróbias no vestiário.

Segundo o New England Journal ofMedicine relata que um agente funerário embalsamado contraiu Tberculose com um caso de HIV / TB positiva apenas com a respiração aeróbia. Possivelmente sem uso devido de EPIs(equipamentos de proteção individual).
A probabilidade de transmissão da tuberculose depende de vários fatores: o nível de contaminação da fonte, a intensidade da exposição a essa fonte e do ambiente em que ocorreu a exposição.

Um germe resistente da tuberculose.
A bactéria da tuberculose tem sido isolado em vários lugares em um anfiteatro de 24 depois da necrópsia.
A prevenção esta no uso de EPIs, higienização dos materiais, limpeza constante da sala de necropsia e ou tanatopraxia.

Com base nestas informações podemos afirmar que se há risco para os profissionais do segmento funerário que trabalham paramentados com EPI’s, sala adequada, controle de temperatura, ainda assim estão sujeitos a doenças, imagine o que pode ocorrer com os corpos expostos nos velórios sem a desinfecção adequada, onde muitas pessoas passam pelo velório para se despedir e levam para casa muito mais que saudade e recordações, levam doenças infecciosas.

A responsabilidade sobre este serviço adequado é do Estado mas em última análise do Diretor funerário que cumprindo com seu papel de forma adequada minimiza os riscos desta possibilidade de contaminação.

Mas como pode o vírus do TB ser transmitido se não há troca gasosa (respiração) após a morte, a explicação é simples, pode ser expelido de duas formas, ao movimentar o corpo de maneira natural ao pegar pelos braços infla-se os pulmões e ao lagar este ar é expulso jogando no ambiente o que contiver nos pulmões; a outra forma é através da pressão exercida pelos órgão e vísceras onde através da formação de gases os pulmões vão sendo comprimidos e expulsando o ar contaminado para o ambiente.

Desta maneira a forma mais apropriada para proteção das famílias, dos funcionários é durante a preparação de corpos, alem da utilização de EPI’s, ter a sala climatizada em temperatura na faixa de 18ºC, utilizar líquidos de Tanatopraxia eficazes para a o “mister”, técnica reconhecida e eficaz, e não utilizar a urna de remoção a mesma que será utilizada no velório.
A urna de remoção deve ser higienizada toda vez que for feita remoção com bactericida e germicida que possibilitem a eliminação de vírus e bactérias.

Quem disse que ser Funerário era fácil, a cada dia esta mais profissional este trabalho.

Quem quiser saber melhor como funciona uma empresa completa, onde todos os preceitos de legalidade e segurança funcionam, sugiro que contatem a Funerária São Pedro da cidade de Porto Alegre, onde foi recentemente inaugurada ETE – Estação Tratamento de Efluentes, alem dos mais eficazes produtos, sala e materiais de EPI’s.

Saúde e Paz






Paulo Coelho

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Tanatopraxia, RestBox, Psicologia do Luto

Em cidades onde o número de óbitos não ultrapassa vinte ou trinta ao mês, e em três dias ocorrem mais de 600, o que fazer e como fazer?
Este é o problema que enfrentam as empresas funerárias das cidades de Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis, na serra do Rio de Janeiro.
Os cemitérios que normalmente ficam em locais altos, podem não sofrer com alagamento, mas as águas passam por este terreno levando tudo que houver pela frente.

Nesta situação as empresas funerárias normalmente têm seus estoques também atingidos pela inundação, inutilizando o material.
Os cemitérios não podem receber corpos para sepultamento, devido aos problemas estruturais.
O IML que atende nestas localidades não mais que meia dúzia de necropsias, recebem mais de seis centenas de corpos, sem possibilidades de realizar os exames em virtude a decomposição dos corpos, dificultando ainda mais a identificação dos falecidos.
Os problemas todos conhecidos e amplamente divulgado pela mídia, mas e as soluções?
Conservação de corpos é o passo inicial, nestas questões a Tanatopraxia pode ser a solução, que garante a estabilização da matéria corpórea por até quarenta e cinco dias, possibilitando aliviar o serviço do IML, permitindo que o reconhecimento e o sepultamento ocorram após a reorganização dos cemitérios.

Em relação à quantidade de urnas funerárias a melhor opção para catástrofes as urnas ecológicas, a melhor que conheço no mercado é a RESTBOX, fabricado na Argentina, que garante alem de resistência, pequeno espaço para armazenagem, ainda facilidade de manuseio e rápida montagem e o mais importante biodegradável.
Outro trabalho fundamental é sem dúvida nenhuma o tratamento às famílias e moradores que sofreram com estas catástrofe, como ocorreram com a plataforma P33, TAM e GOL, e neste trabalho o grupo mais indicado é o Instituto 4 Estações de São Paulo, formado por profissionais em Psicologia com especilidade em perda e luto.
Esta mostra que o segmento funerário e parceiros estão prontos para atuar também em caso como este do Rio de Janeiro, até porque a missão das empresas funerárias é trabalhar sob pressão e de forma emergencial.
Força a população da Serra Carioca e aos colegas desta região que trabalham mesmo sofrendo a dor da perda de seus familiares e amigos.

Saúde e Paz






Paulo Coelho

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Novo modelo de Certidão de óbitos, nascimento e casamento entram em vigor

A Casa da Moeda do Brasil, em parceria com a Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Ministério da Justiça, padronizam a partir desta quarta-feira (05/01) certidões de nascimento, casamento e óbito no Brasil. Os documentos serão confeccionados em papel especial com marca d’água, microletras, e a impressão será feita pelo mesmo processo das cédulas de dinheiro que aumenta a segurança contra falsificações.


Os funcionários dos cartórios de todo o país passarão por cursos de capacitação e a instituição receberá um kit com computador, sistema de impressão para emitir documentos e uma certificação digital da Casa da Moeda. O objetivo é unificar todas as certidões do país e evitar a falsificação.

“Os elementos que passam a existir nas certidões são importantes para garantir a cidadania das pessoas e são as mais seguras do mundo, por motivo de incorporar cédulas que evitam a falsificação”, ressaltou Luís Felipe Denucci, presidente da Casa da Moeda do Brasil.

O formulário para preenchimento das certidões que sairá da Casa da Moeda será único e terá uma numeração. Os cartórios definem a finalidade do formulário e a numeração, que também serão controlados pelo Ministério da Justiça e CNJ.

Toda evolução é bem vinda, mas resta saber a que custo isso se dará à população, ainda mais se custeado com dinheiro público que é retirado dos impostos pagos por toda população.

A segurança nestes documento é sem dúvida fundamental para evitar fraudes, contudo não é a única forma de diminuir estes riscos através da impressão dos documentos – Certidão de Óbito, Nascimento e Casamento - em papel moeda, ou os formulários que geram tais documentos – Declaração de Óbito – no mesmo tipo de papel; já a criação de número único padrão para todos os cartórios é o tipo de medida eficaz, que se aliada, a outras como informatização do sistema de banco de dados poderia ser mais eficaz, com custo mais baixo e com a possibilidade de levantamentos estatísticos e melhor compreensão do que ocorre e como ocorre os óbitos no País.

Outra e a maior possibilidade esta ligada ao término de fraudes em relação a aposentadorias e pensões, fraudes eleitorais entre outras, que através de sistema de banco de dados, ao ser preenchido pelo médico a Declaração de Óbito em sistema próprio do CNJ (ou outro - SERPRO),  o cartório acessaria via sistema todos os dados digitados para completar com sua parte e emitir o documento quando a família chegasse para o registro, com chave de verificação semelhante a certidões da receita federal, por exemplo; com este procedimento concluído pelo cartório de registro civil, estaria a disposição do INSS, TSE, Receita Federal, e demais órgãos afins.
Todo Cartório de Registro Civil, poderia e teria acesso as informações de Certidões, facilitando para a população o acesso a estes documentos, que devido a fache verificadora, não necessitaria mais ter prazo de validade, pois ao acessar a chave seria verificado a autenticidade, validade ou caducidade do documento apresentado.
Evidente que a venda de papel especial, computadores e outros suprimentos não poderiam ser realizados, mas a segurança para o sistema e as fraudes financeiras que habitualmente ocorrem.

Acredito que a mudança é positiva, contudo haveria outras possibilidades mais eficientes e menos custosas.

Saúde e Paz



Paulo Coelho